A Sombra do Vento

Hoje amanheci com a triste notícia que Carlos Ruiz Zafón, um dos meus autores preferidos, havia morrido precocemente aos 55 anos. A Sombra do Vento foi o primeiro livro dele que li. Lembro do impacto que me causou há alguns anos e o livro acabou se tornando um dos meus preferidos até hoje.

Marina, O Príncipe da Névoa, O Jogo do Anjo, foram outros livros fantásticos de Zafón, embora nenhum tenha sido tão marcante para mim quanto A Sombra do Vento.

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Numa madrugada de 1945, em Barcelona, Daniel Sempere é levado por seu pai a um misterioso lugar no coração do centro histórico: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, o menino encontra A Sombra do Vento, livro maldito que mudará o rumo de sua vida e o arrastará para um labirinto de aventuras repleto de segredos e intrigas enterrados na alma obscura da cidade. A busca por pistas do desaparecido autor do livro que o fascina transformará Daniel em um homem ao iniciá-lo no mundo do amor, do sexo e da literatura.

Bastou a sinopse do livro para me conquistar, mas A Sombra do Vento tem muito mais. É daqueles livros que você lê e fica um tempão pensando nele. O autor escreve com maestria e a construção de seus personagens é muito bem desenvolvida. Destaco aqui Fermín, amigo de Daniel, um intelectual na pele de um mendigo que tem um bom humor incrível.

A escrita de Zafón é poética, sedutora. Ele consegue misturar passado, presente e futuro sem se perder. O livro tem uma fascinante mistura de drama, suspense e romance. Cada página tem em certo tom de mistério que deixa o leitor querendo sempre mais. E apesar disso, é daqueles livros para se ler devagar, saboreando cada frase, com pena que ele acabe.

Além disso tem o Cemitério dos Livros Esquecidos, um lugar mágico, que eu gostaria de um dia encontrar.

A morte de Carlos Ruiz Zafón é uma perda irreparável para a literatura mundial. Fica aqui minha homenagem ao autor.

Abaixo, algumas das frases mais memoráveis do livro A Sombra do Vento.

“Cresci no meio de livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó cujo cheiro ainda conservo nas mãos”

“O destino costuma estar ao virar da esquina. Como se fosse uma rameira, um gatuno ou um vendedor de loteria: as suas três encarnações mais batidas. Mas o que não faz é visitas à domicílio. É preciso ir atrás dele.”

“Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece.”

“As pessoas estão dispostas a acreditar em qualquer coisa antes de acreditar na verdade.”

Berlim – dia 1

Continuando a viagem pela Alemanha, partimos de Frankfurt para Berlim de trem. Saímos da Frankfurt Hauptbahnhof por volta das 8 da manhã e chegamos em Berlim pouco depois do meio-dia. Compramos as passagens via internet por aqui. É muito melhor já chegar na estação com a passagem na mão, embora ela possa ser comprada na hora. Só que comprando na estação, nem sempre você vai encontrar um horário ou lugar favorável.

Chegamos em Berlim debaixo de muita chuva. Tentamos pegar um Über, mas todas as vezes que tentei pedir, o carro parava do outro lado da rua e  a uns 500 metros de onde estávamos. Sem condições de arrastar mala com aquela chuva toda. Depois de muito tentar, resolvemos pegar um táxi.

Ficamos hospedadas no Alexander Plaza Berlin, um hotel quatro estrelas com ótimo custo/benefício, pertinho da Alexanderplatz, uma das principais praças de Berlim. Além da ótima localização, o hotel possui quartos amplos, com frigobar. O Alexander Plaza fica em Rosenstraße 1, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 240010.

Largamos as malas no hotel e fomos procurar um restaurante por perto pra almoçar. Encontramos o vietnamita Madami – Mom’s vietnamese kitchen. Emília não gostou muito da comida. Eu gostei bastante, mas sou boa de boca. Além da boa comida, achei o ambiente gostoso e os garçons atenciosos. Fica em Rosa-Luxemburg-Straße 3, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 88473866. Fecha às 23h.

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Interior do restaurante

Saindo do restaurante fomos andando até a Alexanderplatz, que é bem pertinho. Essa praça, que é a maior de Berlim, fica no bairro Mitte, um dos mais interessantes da cidade. O local originalmente se chamava Ochsenmarkt ou Ochsenplatz, pois ali havia uma feira de gado. Foi depois da visita do czar russo Alexander I à cidade, que recebeu o nome que é conhecido hoje. A praça é um importante centro comercial porque além do Mercado Central, tem várias lojas de departamentos, eletrônicos e outras lojas em geral.

Quando for atravessar a praça, preste muito atenção aos bondinhos. A passagem, que parece ser só para pedestres, é para os bondes também.

Não ficamos muito tempo por lá pois a chuva só aumentava a cada momento. Resolvemos entrar na St. Marienkirche Berlin, ou Igreja de Santa Maria, que fica bem pertinho da Alexanderplatz. A igreja é muito bonita e não se sabe ao certo a data da sua construção, mas presume-se que foi erguida no início do século 13. Originalmente era uma igreja católica, mas foi convertida ao protestantismo durante a Reforma Protestante. É a igreja mais antiga de Berlim e é bem bonita, principalmente por dentro. Tentei tirar uma foto da igreja do lado de fora, mas chovia tanto, que não deu. O que pegamos de chuva nessa viagem…A Marienkirche fica em Karl-Liebknecht-Str. 8, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 24759510. Abre de terça a domingo a partir das 10h.

Além da chuva, estava ventando e fazendo um frio retado. Resolvemos voltar ao hotel, mas antes passamos no café Koch’s Café Haus, para tomarmos um chocolate quente. O lugar é aconchegante, tem várias coisinhas gostosas pra comer e estava bem quentinho. Tomei um chocolate delicioso lá. Pedi uma xícara média e veio quase um balde. Sem reclamação aqui. O Koch’s Café Haus fica em Karl-Liebknecht-Str. 7, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 2423775. Abre de terça a domingo a partir das 9h.

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Meu delicioso chocolate

Voltamos ao hotel e depois fomos nos encontrar com minha amiga atleta Adriana, que foi correr a Maratona de Berlim, e sua irmã Keline, no Restaurant Entrecot. Outro restaurante com ambiente agradável e comida deliciosa. O contra-filé estava muito bom e bem parecido com o do restaurante le Relais de l’Entrecôte, em Paris. Falei dele aqui. Porém, no restaurante de Paris só tinha um prato, enquanto nesse o menu é bem variado. Fica em Schützenstraße 5, 10117 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 20165496.

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O mesmo prato pra todas

De lá, fomos andando até o hotel de Adrianinha e Keline, que fica bem perto do Checkpoint Charlie, um antigo posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental, durante a Guerra Fria. Ligava o setor estadunidense com o setor soviético e se localizava na junção das ruas Friedrichstrasse com Zimmerstrasse e Mauerstrasse. As autoridades da Alemanha Ocidental construíram este posto para servir como um ponto de controle para registrar a passagem de membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, logo após a construção do Muro de Berlim. O posto foi removido após a reunificação da Alemanha e a cabine original se encontra no Museu dos Aliados. Desde o ano 2000 existe uma reprodução onde antes havia a cabine original. Havia dois outros postos militares localizados na direção ocidental e eles tinham os nomes de Checkpoint Alpha e Checkpoint Bravo, de acordo com o alfabeto fonético da OTAM. O Checkpoint Charlie fica na Friedrichstraße 43-45, 10969 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 2537250.

Ainda bem que passei por lá nesse dia, senão não teria tipo paciência para enfrentar a longa fila que se forma para tirar foto no local. Quando passei no local outro dia, a fila estava gigante e, pra variar, estava chovendo. Paciência é uma virtude que possuo bem pouca. :p

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Com sono e com frio

 

Mestres do Terror

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Sempre gostei de histórias de terror. Do tipo inteligente, daquelas que mais insinuam do que mostram. Esse lance de sangue pra todo lado não é comigo. Gosto mais de suspense e terror psicológico. Quando ouvi falar desse box dos Mestres do Terror, da Editora Nova Fronteira, resolvi que era hora de ler os maiores clássicos do horror. Drácula, Frankenstein e O Médico e o Monstro são obras seculares e, ainda assim, atuais, que foram adaptadas para o cinema e o teatro diversas vezes.

Drácula – Do romancista irlandês Bram Stocker, Drácula foi o livro o qual eu estava mais curiosa, talvez por ter uma queda por  vampiros. O livro é um romance epistolar, algo que muita gente não gosta, mas eu adoro. É como se eu estivesse vivendo aquilo, lendo os diários e cartas de outras pessoas. O jovem advogado Jonathan Hacker viaja para as montanhas dos Cárpatos, perto da Transilvânia, uma região da Romênia, para fazer transações imobiliárias com o Conde Drácula. No início Jonathan acha o conde encantador, com seus modos educados, mas aos poucos ele percebe coisas estranhas. Drácula nunca come, nunca aparece de dia e seu corpo não reflete no espelho. Jonathan percebe que se tornou prisioneiro do castelo e fará de tudo para ir embora e encontrar sua noiva, Mina Murray. Drácula deixa Jonathan em seu castelo e parte para a Inglaterra, onde seu destino se cruzará com o de Mina Murray, através de sua melhor amiga, Lucy. O livro fala de amizade, amor, doença, loucura. Um dos pontos mais interessantes foi a amizade e devoção do Dr. Van Helsing, crucial para o final da história, e seus companheiros, Lord Goldaming, Dr. Seward e Quincey Morris, três admiradores de Lucy, que farão o possível e impossível para tentar salvá-la do vampiro. O que me incomodou um pouco foi o fato de todos tratarem as mulheres como bibelôs, seres que não têm estômago para saber sobre certas coisas. Disse um pouco porque o livro foi escrito no século 19, então deixei passar sem ficar (muito) irritada. Enfim, o livro é uma leitura pra lá de interessante que deixa o leitor com o fôlego suspenso várias vezes, sem saber o que vai acontecer com os personagens.

Frankenstein – Escrito pela escritora inglesa Mary Shelley quando ela tinha apenas 19 anos, Frankenstein é considerado o primeiro livro de ficção científica da história. Longe de ser a obra de terror que muitos imaginam, Frankenstein está mais para drama. Durante uma expedição náutica, enquanto buscava uma entrada para o Polo Norte, o capitão Robert Walton escreve para a irmã narrando como conheceu o doutor Victor Frankenstein, que conta sua triste história de médico ambicioso que quis vencer a morte. E ele faz isso dando vida a uma criatura monstruosa, de tamanho descomunal, com a pele amarela e aparência medonha. Ele se arrepende de ter criado tal ser e o abandona à própria sorte. Uma curiosidade: ao contrário do que muita gente pensa, Frankenstein é o criador. A criatura sempre é chamada de monstro ou demônio. O Dr. Frankenstein acaba contando também a história do ponto de vista da criatura, que, para a surpresa de todos, é um ser articulado, que a princípio admira os seres humanos e passa a tentar ajudá-los. Mas devido a sua aparência deplorável, é rejeitado e temido por quem cruza seu caminho. Pensando bem, Frankenstein é um representação de todas as pessoas excluídas da sociedade. Pessoas que não tiveram oportunidade ou sorte e são isoladas de todos. Achei esse livro o melhor e mais complexo dos três. Deixo aqui uma frase da criatura: “Devo respeitar o homem, quando ele me despreza? Se ele fosse bondoso comigo, eu, em vez de maltratá-lo, o cobriria de benefícios, com lágrimas de gratidão por me haver recebido. Mas isso é impossível; os sentidos humanos constituem barreiras intransponíveis para a nossa união.”

O Médico e o Monstro – O Médico e o Monstro, do escritor escocês Robert Louis Stevenson, pode ser considerado um suspense psicológico. Sr. Utterson, um advogado, se preocupa com seu cliente, o respeitável Dr. Jekyll, quando ele torna o Sr. Hyde seu beneficiário no testamento. Hyde é uma figura sinistra, não só fisicamente. É intratável e violento. Utterson expressa suas preocupações para o Dr. Jekyll, mas este diz que tudo está sob controle. O que o Sr. Utterson não sabe é que o médico criara uma poção capaz de separar seu lado bom de seu lado mais sombrio, e, ao contrário do que dissera a seu advogado, ele perde completamente o controle. O livro é muito bom e achei a narrativa bem atual, apesar de ter sido publicado em 1886. O Médico e o Monstro trata da dualidade do ser humano. Todos temos dentro de nós o bem e o mal, a luz e as trevas, o amor e o medo. Muitas vezes temos esse conflito dentro de nós. Resta torcer para que o Sr. Hyde nunca ganhe essa batalha.

Os três livros são clássicos que merecem ser lidos sempre. Recomendo.

 

 

Mainz

Você já ouviu falar em Mainz? Eu nunca tinha ouvido falar até minha amiga sugerir que fizéssemos um bate-volta a partir de Frankfurt.

A cidade é perfeita pra isso. É pequena e charmosa, além de ter mais de 2000 anos de história. Mainz está situada na margem esquerda do rio Reno, frente à confluência com o rio Main. Tem aproximadamente 200.000 habitantes e uma das universidades mais antigas do mundo, a Universidade de Mainz, fundada em 1477.

É bem fácil chegar lá a partir de Frankfurt. Você pode ir de carro e pegar a rodovia A66, ou ir de trem, como nós, a partir da Hauptbahnhof, a estação central de Frankfurt. A viagem dura uns 40 minutos. Você pode ver os horários dos trens aqui.

Nós pretendíamos sair mais cedo, mas como tínhamos chegado de viagem no dia anterior e já saído à noite, estávamos mortas de cansaço. Tomamos um café da manhã bem tardio em um dos café da estação e partimos.

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Pronta para ir pra Mainz

Como Mainz é pequenina, dá pra você passear pela cidade a pé e conhecer as principais atrações rapidinho. A partir da estação central da cidade, a Mainz Hauptbahnhof, você chega caminhando em pouco tempo até a catedral, um bela construção em estilo românico em arenito vermelho. É linda e bem antiga. A construção teve início no ano de 975!!! Como eu adoro essas cidadezinhas!

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Sempre tem uma restauração rolando

Você pode visitar a igreja de segunda a sexta, entre 9h e 18:30, aos sábados entre 9h e 16h e aos domingos entre às 12:45 às 15h e entre 16h e 18:30, por causa das missas. Pra visitar só a igreja é grátis, mas se você quiser conhecer o museu e a diocese da catedral, a entrada custa 5 euros.

Você lembra quem foi Johannes Gutenberg? Aquele cara que criou letrinhas de metal viabilizando assim, a imprensa. Pra uma pessoa que gosta de ler, como eu, só tem a agradecer por esse grande invento. Gutemberg nasceu em Mainz e lá tem um museu dedicado a ele e sua invenção, o Museu Gutenberg. Tem inclusive os exemplares das primeiras bíblias impressas. O museu fica na Liebfrauenplatz, 5 (Praça da Mulher Amada, olha que nome romântico!), bem pertinho da catedral e abre de terça a sábado das 9h às 17h e aos domingos das 11h Às 17h. A entrada custa 5 euros.

Como toda cidade medieval, Mainz tem um centrinho muito fofo, cheios de lojas, restaurantes e casas com fachadas estilo rococó. Uma graça!

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O Centro Antigo (Altstadt)

Também é ótimo passear às margens do Reno, principalmente num dia de sol. Como a cidade é pequena, você vai andado e, de repente vê o rio, que por sinal é bem bonito.

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Rio Reno

O tempo estava meio nublado e bem frio. A maioria dos restaurantes estava lotada. Acabamos achando um restaurante que ainda tinha vaga do lado de fora. Frio retado! O restaurante se chama Weinstube Losch, um restaurante que serve comida alemã e austríaca. Resolvi experimentar o famoso Wiener Schnitzel, que nada mais é que um bife à milanesa. Gostoso, mas nada demais. E como Mainz é considerada a capital do vinho na Alemanha, claro que pedimos um bom vinho branco. Eu prefiro vinho tinto, mas me surpreendi com a qualidade dos vinhos brancos alemães. Deliciosos! O Weinstube Losch fica na Jakobsbergstraße 9, 55116 Mainz.

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Meu Wiener Schnitzel

Assim como Frankfurt, Mainz foi uma agradável surpresa. Pode incluir no seu roteiro na Alemanha sem medo de errar.

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Centro de Mainz

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O Fio da Trama

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O Fio da Trama, da Editora Tordesilhas, narra a trajetória emocionante das mulheres da família Pascolato, uma das maiores referências da moda no Brasil, desde os diários da matriarca Gabriella, passando por sua filha Costanza, até os depoimentos comoventes de suas netas, Consuelo e Alessandra.

A história começa com a jovem Gabriella Pallavicini na sua terra natal, Itália, e sua luta para ter uma formação acadêmica, numa época em que as mulheres eram criadas para serem apenas esposas, mães e donas de casa. Nessa primeira parte, denominada Alta Costura, Gabriella narra no diário seus desejos e frustrações; como conheceu seu marido Michele e a participação dele no partido de Mussolini; os períodos pré e pós Segunda Guerra Mundial; a fuga para o Brasil, com dois filhos pequenos.

Na segunda parte, Prêt-à-Porter, é Costanza que passa a narrar os acontecimentos, sua rebeldia, seus casamentos, tudo intercalado com depoimentos de suas filhas Alessandra e Consuelo.

O livro fala de perdas e danos, de recomeços, de frustrações e felicidades, casamento e divórcio, tentativas frustradas de gravidez, filhos, netos, drogas. Parece uma história de ficção, mas é tudo verdade. As autoras não douram a pílula e a narrativa é fluida e gostosa de ler. Apesar do livro ter quase 500 páginas, li em três dias. E para melhorar, a edição tem fotos maravilhosas.

O Fio da Trama é desses livros que, apesar da curiosidade com o desenrolar da história, dá pena quando acabamos de ler. Podia ter mais umas 200 páginas.

 

Frankfurt

Sumi de novo! Voltei de novo!

Tentarei postar com mais frequência agora. E pra começar, vou falar da minha viagem mais recente para a Europa. Fui para a Alemanha e a Áustria em outubro de 2019 e, apesar da chuva quase constante enquanto estive por lá, são dois países incríveis que valem muito à pena conhecer.

Viajei dessa vez pela Air Europa, uma das mais baratas companhias aéreas. O preço da passagem foi ótimo, mas com uma pegadinha. Só dava direito a bagagem de mão. E o preço da bagagem ida e volta ficava quase 500 reais cada trecho. Melhor pagar um pouco mais caro e ter direito a despachar bagagem.

Como o voo saiu de Salvador, eu e minha amiga resolvemos alugar um carro e deixá-lo no aeroporto de Salvador. Alugamos na CVC e pegamos o carro na Localiza. Nos disseram que não teria que pagar mais taxa alguma ao deixar o carro no aeroporto, mas chegando lá tivemos que pagar uma taxa de retorno. Depois de muita conversa, a atendente disse que iria liberar, mas acabou cobrando a taxa no cartão. Achei muita sacanagem dela, ainda mais porque em Aracaju, onde moro, disseram que não seria cobrada taxa alguma, além do aluguel do carro.

Fizemos duas paradas em Frankfurt, na ida e na volta. Confesso que a cidade me surpreendeu. Frankfurt am Main é a quinta maior cidade da Alemanha e o centro financeiro do país. É lá que fica a sede do Banco Central Europeu, do Banco Federal Alemão e da Bolsa de Valores de Frankfurt. Além de centro financeiro alemão, Frankfut também é o centro de transportes. O Aeroporto de Frankfurt é um dos mais movimentados do mundo.

Chegando no aeroporto, nos disseram que não havia Uber na cidade, só em Berlim e Munique, mas não acreditei muito. Mesmo assim, resolvemos pegar um táxi até o hotel, com um motorista que não falava inglês e toda hora olhava pra trás apontando para o trânsito. Além disso ele ficava resmungando a palavra “chaiser”, que descobri depois ser Scheiße, que significa, bem, merda. Se quiser xingar em alemão…

Ficamos no Scandic Hotel Frankfurt, um hotel 4 estrelas com ótimo custo/benefício. O hotel é super bem localizado, perto da estação de trem principal da cidade, com quartos amplos e frigobar totalmente free. Além de água, tinha suco, refrigerante, cerveja, vinho e prosecco, tudo de graça. Olha que maravilha! O hotel fica em Wilhelm-Leuschner-Straße 44, 60329 Frankfurt am Main, telefone +49 69 9074590. Recomendadíssimo!

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Vista da janela do meu quarto
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Aproveitando o vinho do hotel 😉

A comida alemã é gostosa, mas depois de um tempo você acaba enjoando. Então vou citar os meus restaurantes preferidos na cidade. E nada melhor que uma habitante local pra me apresentar a um deles. Minha amiga Kezia mora em Frankfurt há alguns anos e nos levou em vários lugares legais.

GIOIA – Restaurante com comida mediterrânea, com ambiente agradável, bom atendimento, boa música e comida deliciosa. Além do vinho, que não faltou na primeira noite. Sei que a Alemanha é o país da cerveja, mas não deixa a desejar em relação aos vinhos. Paradiesgasse 67, 60594 Frankfurt am Main, telefone +49 69 61995004.

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No GIOIA, Emília, eu e Kezia

L’Osteria – Restaurante italiano com pratos muito bem servidos. As pizzas são individuais e enormes. Dá pra alimentar umas três pessoas muito bem. Mas os alemães geralmente pedem uma pra cada mesmo. Eu pedi um gnocchi gamberini que veio num prato bem grande e eu consegui comer quase tudo, porque estava com muita fome. Fica em Speicherstraße 1, 60327 Frankfurt am Main, telefone +49 69 24247020.

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Meu gnocchi

Vita Vera – Outro restaurante italiano delicioso, com ambiente agradável e garçons simpáticos. A comida é ótima! Fui na Semana da Trufa, então pedi um linguini al mare trufado super saboroso. E de sobremesa um meio termo entre petit gateau e mousse de chocolate pra lá de delicioso. Windmühlstraße 14, 60329 Frankfurt am Main, telefone +49 69 66964221.

Oosten – Realwirtschaft am Main – Bar e restaurante muito legal situado entre o novo prédio do Banco Central Europeu e o rio Main. Tem a arquitetura interessante, além da vista do rio. Assisti a um belo por do sol lá. Mayfarthstraße 4, 60314 Frankfurt am Main, telefone +49 69 9494256814.

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Um belo por do sol no Oosten

Frankfurt foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. Seu centro medieval ficou quase completamente destruído. Quando foi reconstruída, resolveram que ela seria uma cidade moderna e vibrante. No centro, em frente à antiga prefeitura (Altes Rathaus) fica um conjunto de casas que foram originalmente construídas entre os séculos 15 e 18 e destruídas durante a Segunda Guerra. Elas foram reconstruídas segundo o modelo original e hoje são atração turística em Frankfurt.

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Muito gracinha

Um lugar incrível para ver a cidade de cima é a Main Tower. É um arranha-céu de 56 andares e 240 metros de altura. O prédio é a sede do banco Landesbank Hessen – Thüringen e é o quarto mais alto de Frankfurt e da Alemanha. Mas só ele tem uma plataforma de observação com acesso púbico. A visita não precisa ser agendada. Você compra o bilhete, que custa 7,50 euros para adultos, e passa por um detector de metais. Depois pega o elevador que faz 7 metros por segundo. Gente, é muito rápido! Um visor dentro do elevador vai mostrando o deslocamento e a velocidade. A Plataforma de Observação fica no topo do prédio e uma vista de 360º. Além de enxergar a cidade, dá pra ver também os arredores. Tem um restaurante que fica no 53º andar do prédio, mas não fomos lá. Num dia de sol, vale à pena a visita. Neue Mainzer Str. 52-58, 60311 Frankfurt am Main, telefone +49 69 36504878.

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Um dos poucos dias de sol que peguei na Alemanha

Frankfurt me surpreendeu agradavelmente. É moderna, bonita, fremente e me fez querer conhecê-la melhor. Quero voltar e explorar essa bela cidade com mais calma.

Abaixo, mais algumas fotos.

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Rio Main
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Em frente ao símbolo do Euro
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Arquitetura reconstruída no centrinho

 

 

 

 

Homens Imprudentemente Poéticos

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A primeira vez que ouvir falar no escritor português Valter Hugo Mãe, foi no final de 2018, numa conta literária que sigo no Instagram. No começo do ano passado estava em São Paulo, e como adoro uma livraria, passei na Cultura e vi esse livro. Ele me chamou atenção pela bela capa, pelo título e pelo autor, que tinha curiosidade de conhecer. Comprei o livro e o deixei na fila por meses até que, voltando de uma viagem em outubro do ano passado, resolvi ler.

Homens Imprudentemente Poéticos é um livro ambientado no Japão antigo, em uma aldeia aos pés do Monte Fuji e perto da Floresta dos Suicidas. Os personagens principais são o jovem artesão Itaro, órfão que tem o dom ou a maldição de prever a morte quando mata animais, e o oleiro Saburo, que cultivou um jardim ao pés da floresta para tentar acalmar uma fera misteriosa, que segundo Itaro, tiraria a vida da Senhora Fuyu, sua esposa.

Os esforços de Saburo são em vão e, para aplacar um pouco a saudade de sua esposa, ele pendura o quimono da Senhora Fuyu no jardim, como se fosse um espantalho.

O livro trata das vidas desses dois personagens tão distintos e que ao mesmo tempo, se completam. O que falta em Itaro sobra em Saburo e vice-versa. Itaro sente falta de ternura, apesar de ter de sobra na sua irmã mais nova, a menina cega Matsu, que mesmo em sua terna inocência, não consegue extrair a tristeza do coração do irmão. Em Saburo sobra amor, mesmo na ausência de sua amada esposa. No decorrer do livro, as personalidades dos dois personagens vão se aproximando.

Valter Hugo Mãe narra a história de um jeito que a língua portuguesa, já tão bela, consegue ficar ainda mais bonita. O autor escreve em prosa como se fosse poesia, o que faz, ele mesmo, um homem imprudentemente poético.

“Por vezes, escolhiam a fome em troca de um mínimo de sossego. A felicidade podia acontecer num ínfimo instante, ainda que a fome se mantivesse e até a sentença para sofrer. O sofrimento nunca impediria alguém de ser feliz.”

 

 

 

 

 

 

 

Londres – Dias 7 e 8

Eita que essa viagem não acaba mais!

Meu penúltimo dia de viagem foi o último de Adriana. Resolvemos tomar café da manhã em grande estilo e acabamos indo na Harrods novamente. Valeu à pena. Tomamos um café delicioso – com direito a chá – num dos muitos restaurantes da loja.

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Delícia! 

Voltamos para o hotel, onde minha amiga terminou de arrumar suas coisas e foi para o aeroporto. Aproveitei para passear pelo bairro de South Kensington, que é um bairro nobre da cidade, além de ser muito lindo. Ainda estou em dúvida se irei morar lá ou em Holland Park, quando for morar em Londres. 😉

Fui almoçar no Goat Tavern, o pub mais antigo do bairro. É daqueles pubs tradicionais super fofos e com a comida bem gostosinha. Adorei! Fica em 3A Kensington High St, Kensington, London W8 5NP.

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Foto do site Tripadvisor

Depois do almoço, andei mais um pouco pelo bairro e voltei ao hotel, onde fui me arrumar para assistir ao musical Striclity Balroom. Após o musical, fui jantar no Jamie’s Italian Picadilly, que ficava bem em frente ao teatro e fechou recentemente. :/

No meu último dia em Londres, a cidade amanheceu cinza e chuvosa. Parecia adivinhar minha partida iminente. Como só viajaria à noite, aproveitei para me despedir da cidade indo a dois museus muito interessantes.

O primeiro foi o Victoria & Albert Museum. Ele foi fundado em 1852 e é provavelmente o maior museu de arte decorativa e design do mundo. O espaço mostra móveis, decoração e vestuário muito antigos, desde 5000 anos atrás, até os tempos atuais. Frequentemente faz exibições de estilistas famosos. Foi minha primeira vez no museu e fiquei encantada com ele. Tem muitas roupas da rainha Vitória. Como ela era pequenina! A entrada é franca, a não ser que tenha alguma exibição especial. Esse museu incrível fica na Cromwell Rd, Knightsbridge, London SW7 2RL.

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Mostra da Dior no V & A. Foto do site apparelresources.com

De lá fui para o Museu de História Natural. Fica na mesma avenida do Victoria & Albert. O museu abriga cerca de 80 milhões de espécies de ciências naturais e da Terra, e tem seus itens divididos em cinco coleções: botânica, entomologia, mineralogia, paleontologia e zoologia. O prédio em si é lindo! Foi fundado em 1881 e projetado por Francis Fowke, o mesmo arquiteto que projetou o Royal Albert Hall.

Na hora que você entra se depara com o esqueleto gigante de uma baleia azul, que tem 25 metros de comprimento e 10 toneladas de peso!!! É impressionante! Eu estava tão absorvida em observar tudo que quase esqueci de tirar fotos, e as que tirei não ficaram lá essas coisas. Mas pode apostar que é um dos melhores museus da cidade. Estava lotado de crianças, já que é um tema caro a elas, além de ser bastante interativo. E é grátis! Fica na Cromwell Rd, South Kensington, London SW7 5BD.

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Fachada do museu. Foto da wikipedia

Voltei para o hotel  para esperar o motorista que me levaria ao aeroporto. Achei ótimo! Todos os motoristas falam português e você combina o preço através do Whatsapp. Londres Roberto Mollulo Transfer, telefone +44 7413-581875.

Londres, sua linda, até a próxima!

 

Tomates Verdes Fritos no Café da Parada do Apito

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Feliz Ano Novo!!!!

Eu, como sempre, abandonando este pobre blog. Resolvi fazer resenhas de todos os livros que ler este ano, além últimos que li no ano passado. Então vou começar falando desse livro incrível que me deixou saudade quando acabei de ler.

Tomates Verdes Fritos no Café da Parada do Apito, foi um livro escrito por Fannie Flagg, em 1987, e serviu de base para o filme de mesmo nome, de 1991.

Em 1986, Evelyn Couch, uma mulher de meia idade, vai a contragosto visitar semanalmente junto com o marido, a sogra, que vive num asilo. Evelyn está com sobrepeso, entrando na menopausa, desgostosa com tudo e com todos. Numa das visitas ao asilo ela conhece Ninny Threadgood, uma simpática e conversadeira velhinha de 86 anos, que acaba conquistando sua amizade.

Ninny começa a narrar sua história de quando vivia na Parada do Apito, no Alabama, um dos estados mais pobres, repressivos e racistas dos Estados Unidos. Ela conta os acontecimentos do vilarejo e seus habitantes, destacando a amizade incomum entre Idge Threadgood, sua cunhada libertária e mulher à frente do seu tempo, e a doce e reservada Ruth Jamison.

Com a ajuda do pai de Idge, ela e Ruth abrem um café que fica famoso, não só por sua comida simples e gostosa, como pelo fato das duas não negarem um prato de comida a ninguém que estivesse com fome, seja branco, negro ou sem teto.

Um crime acaba acontecendo na cidade e só sabemos o desfecho dele nas páginas finais, o que vai aguçando cada vez mais nossa curiosidade.

Usando capítulos curtos, a autora vai alternando as épocas, (a década de 1980, onde a história se inicia; o período entre as duas Grandes Guerras, a Depressão norte americana) e cria um cenário único onde vários personagens coadjuvantes têm destaque.

A história central, o relacionamento de Idge e Ruth, é contada com delicadeza, apesar das repressões e ameças que elas sofrem. É a também sobre o resgate da identidade de Evelyn, que acaba se encontrando depois de ficar amiga de Ninny. É uma história sobre amor, amizade e quebra de convenções. E no final do livro tem várias receitas do Café da Parada do Apito, incluindo os deliciosos Tomates Verdes Fritos.

Londres – Dia 6

Londres fez dias lindos no outono de 2018. E nada melhor do que passear num parque, num dia bonito.

Dessa vez escolhemos o St James Park, que fica pertinho do Palácio de Buckingham. Ele é o mais antigo Parque Real de Londres e possui cerca de 23 hectares. Tem um lindo lago habitado por cisnes, patos e pelicanos. Além da Blue Bridge, que tem vista para o Palácio de Buckingham, Elizabeth Tower e London Eye.

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Outono é minha estação favorita
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Blue Bridge, com Palácio de Buckingham ao fundo

Depois de passearmos no parque, fomos em direção ao Shard, maior edifício da Europa, atualmente. Tínhamos uma mesa reservada no Aqua Shard, mas como chegamos cedo, resolvemos fazer hora na Science Gallery London. É uma galeria que mistura ciência e arte, geralmente com pesquisas realizadas na Kings College de Londres. Foi uma visita rápida, mas o pouco que vi, achei interessante. Tem um Café bem bonitinho que, pelo que soube, é muito bom. E o melhor, você não precisa pagar pra visitá-la. Fica na Great Maze Pond, London SE1 9GU, Reino Unido.

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The Shard

 

O restaurante Aqua Shard fica localizado no 31º andar do edifício Shard. É um restaurante e bar de comida contemporânea e tem vistas da cidade de tirar o fôlego. Nós tivemos sorte de estarmos em Londres na época do London Restaurant Festival, quando vários restaurantes preparam menus com preços especiais. Então nosso almoço com entrada, prato principal e sobremesa, mais um Bellini, saiu por 36 libras. Eu gostei bastante dos meus pratos, já a minha amiga disse que gostou mais da entrada e sobremesa. Caso você não queria almoçar ou jantar, você não precisa reservar. O bar, que fica no meio do restaurante, serve todo tipo de coquetel e tem garçons bem atenciosos. Já para almoço, jantar ou chá da tarde, é melhor fazer uma reserva. Escolha uma mesa perto das paredes de vidro. Você pode reservar aqui. O Aqua Shard fica no level 31, The Shard, 31 St Thomas St, London SE1 9RY, Reino Unido.

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Enquanto esperava a mesa ficar pronta, tomei esse drink no bar. Não lembro o nome, mas estava ótimo!
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Vista da Tower Bridge ❤

Saindo do almoço, resolvemos ir ao British Museum, ou Museu Britânico. Um dos museus mais importantes do mundo, o Museu Britânico foi fundado em 7 de Junho de 1753 e abriga mais de sete milhões de objetos de todos os continentes, que documentam a história da cultura humana, desde os seus primórdios, até os dias de hoje. Entre esses objetos está a Pedra da Roseta, um fragmento de uma estela (ou pedra erguida) de granodiorito do Antigo Egito, cujo texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios.

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Fachada do Museu Britânico

Esse museu é enorme e fica difícil conhecê-lo inteiro de uma só vez. Sou suspeita pra falar, porque adoro um museu. Esse vale muito à pena. E é de graça! Fica na Great Russell St, Bloomsbury, London WC1B 3DG, Reino Unido.

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Pedra de Roseta

Saímos do museu e fomos pra Covent Garden, para fazer umas comprinhas de última hora e passear por lá, que é um lugar super gostoso. Já com fome, resolvemos procurar o Jamie’s Italian, onde já tínhamos almoçado e gostado, e nos deparamos com o Giovanni’s of Covent Garden. Resolvemos entrar e a decisão foi acertadíssima. A comida estava deliciosa e o restaurante tem uma ótima carta de vinhos. O próprio Giovanni veio conversar com a gente e ele é uma simpatia. Além do restaurante ser uma graça, ele fica numa rua que já serviu de cenário para os filmes de Harry Potter e O Retorno Mary Poppins. Quando for em Londres, vá nesse restaurante sem medo de errar. 10 Goodwin’s Ct, Covent Garden, London WC2N 4LL, Reino Unido. Telefone  +44 20 7240 2877

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Adega do Giovanni’s
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Tava bom, viu!