A Livraria Mágica de Paris

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A primeira vez que ouvi falar nesse livro foi num desses testes bobinhos do Facebook, onde Monsieur Perdu indicaria um livro que você estivesse precisando ler. Fiquei curiosa, mas como minha pilha de livros para ler só cresce, resolvi deixar pra depois. Aí minha prima me deu de presente e passei ele na frente de vários outros.

Jean Perdu é um livreiro parisiense que sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Ele tem um barco-livraria chamado Farmácia Literária, onde vende seus romances como se fossem remédios. O próprio livreiro atua um pouco como médico, ouvindo os clientes antes de indicar um livro, seja para corações partidos, raiva, solidão.

O grande problema de Perdu é que ele não consegue amenizar o sofrimento da própria alma. Há mais de 20 anos, Manon, o grande amor de sua vida, partiu enquanto ele dormia deixando apenas uma carta. Uma carta que até o momento ele não tivera coragem de abrir. Até que num verão que muda tudo, ele resolve ler a carta e partir em busca do seu passado. Pega seu barco-livraria e, na companhia de um jovem escritor com bloqueio criativo, sai pela França, vendo lugares e conhecendo pessoas especiais, até chegar na Provence, onde grandes surpresas o aguardam.

O livro é escrito de maneira bem delicada. A narrativa de Nina George é pura poesia. É um livro com personagens cativantes, onde sentem tudo muito intensamente. Eles choram muito, riem muito, amam muito, sofrem muito. Max Jordan, o jovem escritor, é meu personagem preferido. Mas há também outros muito interessantes, como um cozinheiro italiano que embarca com Perdu e Jordan em busca da mulher que roubou seu coração.

A Livraria Mágica de Paris não é desses livros que você lê de uma vez só. Ele precisa ser lido devagar, calmamente, como se você estivesse degustando um bom vinho. É um livro recomendado para amantes de livros. Há citações belíssimas e destaco essa: “Ler é uma viagem sem fim. Uma viagem longa, até mesmo eterna, na qual nos tornamos mais brandos, mais carinhosos e mais humanos.”

No final do livro há receitas típicas da região da Provence. Fiquei louca para experimentar o sorvete de lavanda. Deve ser delicioso! E há também livros indicados por Monsieur Perdu para emergências. Como por exemplo, A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery; eficaz para “se-quando-ismo”. Recomendado para gênios não reconhecidos, amantes de filmes difíceis ou para quem odeia motoristas de ônibus. Ou Drácula, de Bram Stoker; contra sonhos enfadonhos, recomendado para a paralisia da espera telefônica (“quando ele finalmente vai me ligar?”).

A Livraria Mágica de Paris é um livro delicioso de ler e espero que cative muitos leitores mais.

A propósito, o livro que Monsieur Perdu me recomendou no teste foi Um Estranho no Ninho, de Ken Kesey. O que será que ele quis dizer com isso?

Autor: dicasdamon

Meu nome é Mônica e adoro viajar, ler, assistir a filmes e séries e sair com os amigos. Adoro artes e amo a obra de Van Ghog.

Uma consideração sobre “A Livraria Mágica de Paris”

  1. Ah! Como viajei com Jean Perdu! Viajei na trama e viajei nos lugares, alguns dos quais eu tive a Alegria e o Prazer de conhecer. Parabéns pelo Blog Monica. De Grande utilidade para os Amantes das Viagens e dos Livros. Kiss

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