Paris – dia 1

Viajar é uma das coisas melhores da vida. Eu sempre volto de uma viagem renovada, feliz, pronta pra qualquer coisa. Seja ela para um lugar desconhecido ou não. Eu fui a Paris em 2012 e, apesar de ter adorado a viagem, queria fazer coisas que não dava pra fazer com três crianças e duas senhorinhas. Explico. Fui a Paris pela primeira vez com meu irmão, cunhada, três sobrinhos de cinco a onze anos, minha mãe e a mãe da minha cunhada. Foi muito bom (viajar com crianças é bem divertido, apesar de cansativo), mas deixei de fazer coisas que queria, como passar a tarde num bistrô e ficar tomando café ou vinho e vendo a vida passar.

Então, esse ano, eu e algumas amigas resolvemos viajar para Paris e Áustria. Algumas delas desistiram no meio do caminho e ficamos só eu e Adriana. Resolvemos deixar a Áustria para outra ocasião e ir para Paris e Londres. Como nós duas já conhecíamos as duas cidades, não teve aquela obrigação de ir nos pontos turísticos mais populares.

Pra começar, dois conselhos: 1) Viaje com um carregador de celular de bolsa. Eu fiz conexão no Barajas, em Madri, e aquele aeroporto é gigante! Demorei um tempão pra encontrar uma tomada e conseguir carregar meu celular. Comprei um carregador lá mesmo. Nunca mais! 2) Se você não é tão aventureira como eu, pegue um táxi (ou contrate um motorista) do aeroporto pro seu hotel. Minha amiga atleta Adrianinha, resolveu que seria mais legal a gente ir de metrô. Não é. Os metrôs estavam lotados, a gente teve que ficar em pé, no aperto, e segurando as malas e demoramos quase duas horas pra chegar no bendito hotel. Aff! Agora só de carro!

Ficamos no Hotel de Paris Montmartre. Na verdade, quando fiz a reserva, não percebi que o hotel era de duas estrelas. Só vi o preço, que estava razoável para os padrões parisienses. Como na verdade só vou no hotel pra dormir e tomar banho, ele serviu aos meus propósitos. Quarto pequeno, mas com camas confortáveis e banheiro com chuveiro pequeno, daqueles que fica ruim pra lavar o cabelo. Em compensação, gostei da localização, com vários restaurantes e bistrôs em volta. Se você gosta de luxo e conforto, esqueça. Porém se só quiser um local pra dormir, ele é razoável. Fica na 17 Rue Biot, 75017 Paris, +33 1 42 94 02 50.

Montmartre é um bairro boêmio, charmoso, cheio de ruas arborizadas, cafés e bistrôs. Ele foi imortalizado por ser palco do delicioso filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. É uma delícia passear por ele observando pintores de ruas fazendo caricaturas dos turistas, sentar num bistrô ou café com uma taça de vinho ou café na mão e passar o dia sem fazer nada ou descobrindo lugarzinhos escondidos e fofos do bairro.

Montmartre fica numa colina, então a vista de lá é espetacular. É lá que fica o Moulin Rouge, o cabaré mais famoso do mundo, e a igreja Sacré-Coeur, um dos lugares imperdíveis para ir em Paris.

A Basílica do Sagrado Coração (Sacré-Coeur) fica no alto da colina de Montmartre e tem vários binóculos presos no chão para as pessoas poderem apreciar a vista. Mas garanto que você não vai precisar deles. Fui num dia de sol e a vista é linda, daquelas de tirar o fôlego. A igreja tem uma mescla de arquitetura romana e bizantina e o formato de cruz grega. Tem quatro cúpulas, sendo que a mais alta tem 180 metros de altura. No cume da igreja tem um dos maiores (e mais lindos) mosaicos do mundo. Você tem que subir vários lances de escada pra chegar nela, mas vai por mim. Vale muito à pena!

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Da Sacré-Coeur fomos para o Espaço Dalí, uma galeria dedicada à obra do artista plástico surrealista Salvador Dalí, cheio de gravuras, esculturas e pinturas do artista. Mesmo que você não seja muito fã do surrealismo, é um lugar interessante e diferente para ir. E se você for fã, e tiver bala na agulha, pode até comprar uma gravura de Dalí. Eu gostei bastante de uma que se chamava A Virgem e o Rinoceronte, mas custava a bagatela de 5.200 euros e resolvi declinar. O Espaço Dalí fica na 11 rue Poulbot, 75018 Paris e o ingresso custa 12 euros.

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Um dos relógios “derretidos” de Dalí

De lá fomos para a Place du Tertre, no coração de Montmartre. A praça é cheia de artistas que fazem pinturas e caricaturas dos turistas, além de várias pinturas da cidade. Resolvemos almoçar por ali mesmo e fomos no restaurante Le Clairon des Chaussers, onde pedimos uma tábua de frios e vinho rosé. Passamos um bom tempo lá, comendo, bebendo e observando as pessoas. As comidinhas estavam ótimas e o vinho então, maravilhoso! O restaurante fica na 3 Place du Tertre, 75018 Paris.

Ficamos de encontrar minha amiga carioca Simone, na Place des Voges, mas antes demos uma passadinha no Carrette pra comprar macarons. É um restaurante que vende saladinhas e sanduíches que, dizem, são ótimos. Mas o carro chefe são os macarons, considerados os melhores de Paris, desbancando os da Pierre Hermé e Ladurée. Eles são realmente deliciosos! Meus preferidos são os de pistache, caramelo e jasmim. O restaurante tem três endereços em Paris. 4 Place du Trocadero 75016, 25 Place des Voges 75003 e 7 Place du Tertre 75018.

A Place des Voges fica no Marais, um dos bairros mais legais de Paris, e é considerada uma das praças mais bonitas do mundo. É realmente uma graça, com seus prédios de tijolinhos vermelhos em volta dela e, no centro, tem um lindo jardim com estátuas e fontes. Victor Hugo morou lá por 16 anos e hoje sua casa virou um museu. Em volta da praça tem restaurantes e cafés, e foi num desses que encontrei a Simone. Uma das peculiaridades de Paris são seus garçons. Geralmente eles são mal humorados e o desse café foi um deles. Sem gorjeta pra ele! Mas o café (que não lembro o nome) era bem bonitinho. Não ficamos muito tempo por lá e fomos tomar cerveja em um barzinho (que também não lembro o nome) e que era ok. Mas a conversa e as risadas foram ótimas!

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Place des Voges. Fofa, não?

 

Adriana e eu terminamos a noite no apartamento do primo dela que mora lá e nos preparou um delicioso bacalhau.

Uma dica aqui: Paris é linda, mas cheira (fede) a cigarro. Se você tiver alergia ou simplesmente não consegue suportar o cheiro, fique do lado de dentro dos restaurantes, nunca nas varandas. Eu particularmente odeio, mas em Paris preferi (quase) me acostumar com o cheiro e geralmente comia do lado de fora. É muito mais gostoso!

Abaixo mais algumas fotinhos.

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A viagem de metrô do aeroporto pro hotel foi um saco, mas esse por do sol valeu à pena.
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Eu e Adrianinha no café perto do hotel

 

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Pelas ruas de Montmartre
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Vista da cidade a partir da Sacré-Coeur
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Santé!
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Que céu!

 

Autor: dicasdamon

Meu nome é Mônica e adoro viajar, ler, assistir a filmes e séries e sair com os amigos. Adoro artes e amo a obra de Van Ghog.

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