Mestres do Terror

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Sempre gostei de histórias de terror. Do tipo inteligente, daquelas que mais insinuam do que mostram. Esse lance de sangue pra todo lado não é comigo. Gosto mais de suspense e terror psicológico. Quando ouvi falar desse box dos Mestres do Terror, da Editora Nova Fronteira, resolvi que era hora de ler os maiores clássicos do horror. Drácula, Frankenstein e O Médico e o Monstro são obras seculares e, ainda assim, atuais, que foram adaptadas para o cinema e o teatro diversas vezes.

Drácula – Do romancista irlandês Bram Stocker, Drácula foi o livro o qual eu estava mais curiosa, talvez por ter uma queda por  vampiros. O livro é um romance epistolar, algo que muita gente não gosta, mas eu adoro. É como se eu estivesse vivendo aquilo, lendo os diários e cartas de outras pessoas. O jovem advogado Jonathan Hacker viaja para as montanhas dos Cárpatos, perto da Transilvânia, uma região da Romênia, para fazer transações imobiliárias com o Conde Drácula. No início Jonathan acha o conde encantador, com seus modos educados, mas aos poucos ele percebe coisas estranhas. Drácula nunca come, nunca aparece de dia e seu corpo não reflete no espelho. Jonathan percebe que se tornou prisioneiro do castelo e fará de tudo para ir embora e encontrar sua noiva, Mina Murray. Drácula deixa Jonathan em seu castelo e parte para a Inglaterra, onde seu destino se cruzará com o de Mina Murray, através de sua melhor amiga, Lucy. O livro fala de amizade, amor, doença, loucura. Um dos pontos mais interessantes foi a amizade e devoção do Dr. Van Helsing, crucial para o final da história, e seus companheiros, Lord Goldaming, Dr. Seward e Quincey Morris, três admiradores de Lucy, que farão o possível e impossível para tentar salvá-la do vampiro. O que me incomodou um pouco foi o fato de todos tratarem as mulheres como bibelôs, seres que não têm estômago para saber sobre certas coisas. Disse um pouco porque o livro foi escrito no século 19, então deixei passar sem ficar (muito) irritada. Enfim, o livro é uma leitura pra lá de interessante que deixa o leitor com o fôlego suspenso várias vezes, sem saber o que vai acontecer com os personagens.

Frankenstein – Escrito pela escritora inglesa Mary Shelley quando ela tinha apenas 19 anos, Frankenstein é considerado o primeiro livro de ficção científica da história. Longe de ser a obra de terror que muitos imaginam, Frankenstein está mais para drama. Durante uma expedição náutica, enquanto buscava uma entrada para o Polo Norte, o capitão Robert Walton escreve para a irmã narrando como conheceu o doutor Victor Frankenstein, que conta sua triste história de médico ambicioso que quis vencer a morte. E ele faz isso dando vida a uma criatura monstruosa, de tamanho descomunal, com a pele amarela e aparência medonha. Ele se arrepende de ter criado tal ser e o abandona à própria sorte. Uma curiosidade: ao contrário do que muita gente pensa, Frankenstein é o criador. A criatura sempre é chamada de monstro ou demônio. O Dr. Frankenstein acaba contando também a história do ponto de vista da criatura, que, para a surpresa de todos, é um ser articulado, que a princípio admira os seres humanos e passa a tentar ajudá-los. Mas devido a sua aparência deplorável, é rejeitado e temido por quem cruza seu caminho. Pensando bem, Frankenstein é um representação de todas as pessoas excluídas da sociedade. Pessoas que não tiveram oportunidade ou sorte e são isoladas de todos. Achei esse livro o melhor e mais complexo dos três. Deixo aqui uma frase da criatura: “Devo respeitar o homem, quando ele me despreza? Se ele fosse bondoso comigo, eu, em vez de maltratá-lo, o cobriria de benefícios, com lágrimas de gratidão por me haver recebido. Mas isso é impossível; os sentidos humanos constituem barreiras intransponíveis para a nossa união.”

O Médico e o Monstro – O Médico e o Monstro, do escritor escocês Robert Louis Stevenson, pode ser considerado um suspense psicológico. Sr. Utterson, um advogado, se preocupa com seu cliente, o respeitável Dr. Jekyll, quando ele torna o Sr. Hyde seu beneficiário no testamento. Hyde é uma figura sinistra, não só fisicamente. É intratável e violento. Utterson expressa suas preocupações para o Dr. Jekyll, mas este diz que tudo está sob controle. O que o Sr. Utterson não sabe é que o médico criara uma poção capaz de separar seu lado bom de seu lado mais sombrio, e, ao contrário do que dissera a seu advogado, ele perde completamente o controle. O livro é muito bom e achei a narrativa bem atual, apesar de ter sido publicado em 1886. O Médico e o Monstro trata da dualidade do ser humano. Todos temos dentro de nós o bem e o mal, a luz e as trevas, o amor e o medo. Muitas vezes temos esse conflito dentro de nós. Resta torcer para que o Sr. Hyde nunca ganhe essa batalha.

Os três livros são clássicos que merecem ser lidos sempre. Recomendo.

 

 

Autor: dicasdamon

Meu nome é Mônica e adoro viajar, ler, assistir a filmes e séries e sair com os amigos. Adoro artes e amo a obra de Van Ghog.

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