Homens Imprudentemente Poéticos

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A primeira vez que ouvir falar no escritor português Valter Hugo Mãe, foi no final de 2018, numa conta literária que sigo no Instagram. No começo do ano passado estava em São Paulo, e como adoro uma livraria, passei na Cultura e vi esse livro. Ele me chamou atenção pela bela capa, pelo título e pelo autor, que tinha curiosidade de conhecer. Comprei o livro e o deixei na fila por meses até que, voltando de uma viagem em outubro do ano passado, resolvi ler.

Homens Imprudentemente Poéticos é um livro ambientado no Japão antigo, em uma aldeia aos pés do Monte Fuji e perto da Floresta dos Suicidas. Os personagens principais são o jovem artesão Itaro, órfão que tem o dom ou a maldição de prever a morte quando mata animais, e o oleiro Saburo, que cultivou um jardim ao pés da floresta para tentar acalmar uma fera misteriosa, que segundo Itaro, tiraria a vida da Senhora Fuyu, sua esposa.

Os esforços de Saburo são em vão e, para aplacar um pouco a saudade de sua esposa, ele pendura o quimono da Senhora Fuyu no jardim, como se fosse um espantalho.

O livro trata das vidas desses dois personagens tão distintos e que ao mesmo tempo, se completam. O que falta em Itaro sobra em Saburo e vice-versa. Itaro sente falta de ternura, apesar de ter de sobra na sua irmã mais nova, a menina cega Matsu, que mesmo em sua terna inocência, não consegue extrair a tristeza do coração do irmão. Em Saburo sobra amor, mesmo na ausência de sua amada esposa. No decorrer do livro, as personalidades dos dois personagens vão se aproximando.

Valter Hugo Mãe narra a história de um jeito que a língua portuguesa, já tão bela, consegue ficar ainda mais bonita. O autor escreve em prosa como se fosse poesia, o que faz, ele mesmo, um homem imprudentemente poético.

“Por vezes, escolhiam a fome em troca de um mínimo de sossego. A felicidade podia acontecer num ínfimo instante, ainda que a fome se mantivesse e até a sentença para sofrer. O sofrimento nunca impediria alguém de ser feliz.”

 

 

 

 

 

 

 

Londres – Dias 7 e 8

Eita que essa viagem não acaba mais!

Meu penúltimo dia de viagem foi o último de Adriana. Resolvemos tomar café da manhã em grande estilo e acabamos indo na Harrods novamente. Valeu à pena. Tomamos um café delicioso – com direito a chá – num dos muitos restaurantes da loja.

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Delícia! 

Voltamos para o hotel, onde minha amiga terminou de arrumar suas coisas e foi para o aeroporto. Aproveitei para passear pelo bairro de South Kensington, que é um bairro nobre da cidade, além de ser muito lindo. Ainda estou em dúvida se irei morar lá ou em Holland Park, quando for morar em Londres. 😉

Fui almoçar no Goat Tavern, o pub mais antigo do bairro. É daqueles pubs tradicionais super fofos e com a comida bem gostosinha. Adorei! Fica em 3A Kensington High St, Kensington, London W8 5NP.

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Foto do site Tripadvisor

Depois do almoço, andei mais um pouco pelo bairro e voltei ao hotel, onde fui me arrumar para assistir ao musical Striclity Balroom. Após o musical, fui jantar no Jamie’s Italian Picadilly, que ficava bem em frente ao teatro e fechou recentemente. :/

No meu último dia em Londres, a cidade amanheceu cinza e chuvosa. Parecia adivinhar minha partida iminente. Como só viajaria à noite, aproveitei para me despedir da cidade indo a dois museus muito interessantes.

O primeiro foi o Victoria & Albert Museum. Ele foi fundado em 1852 e é provavelmente o maior museu de arte decorativa e design do mundo. O espaço mostra móveis, decoração e vestuário muito antigos, desde 5000 anos atrás, até os tempos atuais. Frequentemente faz exibições de estilistas famosos. Foi minha primeira vez no museu e fiquei encantada com ele. Tem muitas roupas da rainha Vitória. Como ela era pequenina! A entrada é franca, a não ser que tenha alguma exibição especial. Esse museu incrível fica na Cromwell Rd, Knightsbridge, London SW7 2RL.

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Mostra da Dior no V & A. Foto do site apparelresources.com

De lá fui para o Museu de História Natural. Fica na mesma avenida do Victoria & Albert. O museu abriga cerca de 80 milhões de espécies de ciências naturais e da Terra, e tem seus itens divididos em cinco coleções: botânica, entomologia, mineralogia, paleontologia e zoologia. O prédio em si é lindo! Foi fundado em 1881 e projetado por Francis Fowke, o mesmo arquiteto que projetou o Royal Albert Hall.

Na hora que você entra se depara com o esqueleto gigante de uma baleia azul, que tem 25 metros de comprimento e 10 toneladas de peso!!! É impressionante! Eu estava tão absorvida em observar tudo que quase esqueci de tirar fotos, e as que tirei não ficaram lá essas coisas. Mas pode apostar que é um dos melhores museus da cidade. Estava lotado de crianças, já que é um tema caro a elas, além de ser bastante interativo. E é grátis! Fica na Cromwell Rd, South Kensington, London SW7 5BD.

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Fachada do museu. Foto da wikipedia

Voltei para o hotel  para esperar o motorista que me levaria ao aeroporto. Achei ótimo! Todos os motoristas falam português e você combina o preço através do Whatsapp. Londres Roberto Mollulo Transfer, telefone +44 7413-581875.

Londres, sua linda, até a próxima!

 

Tomates Verdes Fritos no Café da Parada do Apito

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Feliz Ano Novo!!!!

Eu, como sempre, abandonando este pobre blog. Resolvi fazer resenhas de todos os livros que ler este ano, além últimos que li no ano passado. Então vou começar falando desse livro incrível que me deixou saudade quando acabei de ler.

Tomates Verdes Fritos no Café da Parada do Apito, foi um livro escrito por Fannie Flagg, em 1987, e serviu de base para o filme de mesmo nome, de 1991.

Em 1986, Evelyn Couch, uma mulher de meia idade, vai a contragosto visitar semanalmente junto com o marido, a sogra, que vive num asilo. Evelyn está com sobrepeso, entrando na menopausa, desgostosa com tudo e com todos. Numa das visitas ao asilo ela conhece Ninny Threadgood, uma simpática e conversadeira velhinha de 86 anos, que acaba conquistando sua amizade.

Ninny começa a narrar sua história de quando vivia na Parada do Apito, no Alabama, um dos estados mais pobres, repressivos e racistas dos Estados Unidos. Ela conta os acontecimentos do vilarejo e seus habitantes, destacando a amizade incomum entre Idge Threadgood, sua cunhada libertária e mulher à frente do seu tempo, e a doce e reservada Ruth Jamison.

Com a ajuda do pai de Idge, ela e Ruth abrem um café que fica famoso, não só por sua comida simples e gostosa, como pelo fato das duas não negarem um prato de comida a ninguém que estivesse com fome, seja branco, negro ou sem teto.

Um crime acaba acontecendo na cidade e só sabemos o desfecho dele nas páginas finais, o que vai aguçando cada vez mais nossa curiosidade.

Usando capítulos curtos, a autora vai alternando as épocas, (a década de 1980, onde a história se inicia; o período entre as duas Grandes Guerras, a Depressão norte americana) e cria um cenário único onde vários personagens coadjuvantes têm destaque.

A história central, o relacionamento de Idge e Ruth, é contada com delicadeza, apesar das repressões e ameças que elas sofrem. É a também sobre o resgate da identidade de Evelyn, que acaba se encontrando depois de ficar amiga de Ninny. É uma história sobre amor, amizade e quebra de convenções. E no final do livro tem várias receitas do Café da Parada do Apito, incluindo os deliciosos Tomates Verdes Fritos.

Londres – Dia 6

Londres fez dias lindos no outono de 2018. E nada melhor do que passear num parque, num dia bonito.

Dessa vez escolhemos o St James Park, que fica pertinho do Palácio de Buckingham. Ele é o mais antigo Parque Real de Londres e possui cerca de 23 hectares. Tem um lindo lago habitado por cisnes, patos e pelicanos. Além da Blue Bridge, que tem vista para o Palácio de Buckingham, Elizabeth Tower e London Eye.

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Outono é minha estação favorita
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Blue Bridge, com Palácio de Buckingham ao fundo

Depois de passearmos no parque, fomos em direção ao Shard, maior edifício da Europa, atualmente. Tínhamos uma mesa reservada no Aqua Shard, mas como chegamos cedo, resolvemos fazer hora na Science Gallery London. É uma galeria que mistura ciência e arte, geralmente com pesquisas realizadas na Kings College de Londres. Foi uma visita rápida, mas o pouco que vi, achei interessante. Tem um Café bem bonitinho que, pelo que soube, é muito bom. E o melhor, você não precisa pagar pra visitá-la. Fica na Great Maze Pond, London SE1 9GU, Reino Unido.

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The Shard

 

O restaurante Aqua Shard fica localizado no 31º andar do edifício Shard. É um restaurante e bar de comida contemporânea e tem vistas da cidade de tirar o fôlego. Nós tivemos sorte de estarmos em Londres na época do London Restaurant Festival, quando vários restaurantes preparam menus com preços especiais. Então nosso almoço com entrada, prato principal e sobremesa, mais um Bellini, saiu por 36 libras. Eu gostei bastante dos meus pratos, já a minha amiga disse que gostou mais da entrada e sobremesa. Caso você não queria almoçar ou jantar, você não precisa reservar. O bar, que fica no meio do restaurante, serve todo tipo de coquetel e tem garçons bem atenciosos. Já para almoço, jantar ou chá da tarde, é melhor fazer uma reserva. Escolha uma mesa perto das paredes de vidro. Você pode reservar aqui. O Aqua Shard fica no level 31, The Shard, 31 St Thomas St, London SE1 9RY, Reino Unido.

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Enquanto esperava a mesa ficar pronta, tomei esse drink no bar. Não lembro o nome, mas estava ótimo!
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Vista da Tower Bridge ❤

Saindo do almoço, resolvemos ir ao British Museum, ou Museu Britânico. Um dos museus mais importantes do mundo, o Museu Britânico foi fundado em 7 de Junho de 1753 e abriga mais de sete milhões de objetos de todos os continentes, que documentam a história da cultura humana, desde os seus primórdios, até os dias de hoje. Entre esses objetos está a Pedra da Roseta, um fragmento de uma estela (ou pedra erguida) de granodiorito do Antigo Egito, cujo texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios.

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Fachada do Museu Britânico

Esse museu é enorme e fica difícil conhecê-lo inteiro de uma só vez. Sou suspeita pra falar, porque adoro um museu. Esse vale muito à pena. E é de graça! Fica na Great Russell St, Bloomsbury, London WC1B 3DG, Reino Unido.

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Pedra de Roseta

Saímos do museu e fomos pra Covent Garden, para fazer umas comprinhas de última hora e passear por lá, que é um lugar super gostoso. Já com fome, resolvemos procurar o Jamie’s Italian, onde já tínhamos almoçado e gostado, e nos deparamos com o Giovanni’s of Covent Garden. Resolvemos entrar e a decisão foi acertadíssima. A comida estava deliciosa e o restaurante tem uma ótima carta de vinhos. O próprio Giovanni veio conversar com a gente e ele é uma simpatia. Além do restaurante ser uma graça, ele fica numa rua que já serviu de cenário para os filmes de Harry Potter e O Retorno Mary Poppins. Quando for em Londres, vá nesse restaurante sem medo de errar. 10 Goodwin’s Ct, Covent Garden, London WC2N 4LL, Reino Unido. Telefone  +44 20 7240 2877

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Adega do Giovanni’s
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Tava bom, viu!

Londres – Dia 5

No nosso quinta dia em Londres, o tempo estava ensolarado e com muito vento. Muito mesmo!

Depois do café da manhã fomos comprar ingressos para a Torre de Londres, ou The Tower, para os britânicos, que é um lugar fascinante, onde já foi fortaleza, prisão e moradia da realeza. Já fiz um post sobre a Torre aqui.

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Torre de Londres

Compramos os ingressos para a tarde e seguimos andando até a Tower Bridge. A construção da Tower Bridge iniciou em 21 de Junho de 1886 e foi inaugurada em 30 de Junho de 1894, oito ando depois. É uma ponte móvel e até hoje levanta suas básculas para dar passagem a embarcações que navegam pelo rio Tâmisa. A ponte foi projetada pelo arquiteto Sir Horace Jones, e mede 244 metros de comprimento e 42 metros de altura.

Você pode atravessar a Tower Bridge de uma lado a outro sem pagar nada, mas pode também visitar a Tower Bridge Exhibition, onde verá uma breve história da construção, além de atravessar a ponte por cima e ter uma bela vista da cidade. O ingresso para Tower Bridge Exhibition pode ser comprado aqui.

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A ponte mais linda do mundo.

Decidimos não subir na ponte, só atravessá-la, e fomos almoçar no restaurante The Ivy Tower Bridge. The Ivy é uma rede de restaurantes em Londres, queridinha de várias celebridades. Cada restaurante tem uma proposta. Tem os mais sofisticados, os mais charmosos, os mais casuais. O The Ivy Tower Bridge é casual e sofisticado ao mesmo tempo. E o melhor, a comida é ótima! Além da vista incrível que temos da bela Tower Bridge. Você pode reservar aqui, mas fomos sem reserva e foi super tranquilo. Fica em One Tower Bridge, Tower Bridge Rd, London SE1 2AA, Reino Unido.

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Brinde com vista

Depois do nosso delicioso almoço, aí sim, fomos visitar a Torre. Como eu disse anteriormente, já havia falado dela aqui.

De lá fomos a Fortnum & Mason, uma loja de departamentos de luxo que foi fundada em 1707 por William Fortnum e Hugh Mason. Nós fomos lá pra tomar o famoso afternoon tea, ou chá da tarde, mas é um divertimento passear pelos diversos departamentos da loja observando as louças, todos os tipos de chá, biscoito, as lindas hampers (cestas para picnic) e várias outras coisas.

A loja é belíssima e possui o Royal Warrant, certificado que é dado pela rainha Elizabeth II, pelo príncipe Phillip ou pelo príncipe Charles a lojas selecionadas. Este selo garante que o estabelecimento possui confiança real. Mesmo que você não vá comer ou comprar nada, vale à pena dar uma olhada. A rainha manda comprar seus chás e acompanhamentos lá.

Nós tomamos chá no Diamond Jubilee Tea Salon, reinaugurado em 2012 pela própria Rainha Elizabeth e as Duquesas de Cambridge (Kate Middleton) e Cornwall (Camilla Parker-Bowles).

Esse salão é lindo e o ambiente é agradabilíssimo, com um músico tocando lindas canções no piano. Além disso, o chá é delicioso. Escolhi o Vanilla Nougath e tomei umas quatro xícaras. É chá que não acaba mais. Ele vem acompanhado de finger sandwichs (sanduíches fininhos feitos com pepino, queijo, presunto, cenoura), scones (uma espécie de pãozinho feito de trigo, cevada ou aveia) e vários doces. Além de geléia, manteiga, requeijão cremoso. É tudo muito gostoso, e você ainda pode acrescentar uma (ou mais) taça de champanhe, que foi o que fiz. Todos os sanduíches, scones e docinhos podem ser repostos. É só você pedir. O chá completo (sem o champanhe) custa 55 libras e você pode reservar aqui. O endereço principal é 81 Piccadilly, pertinho de Picadilly Circus.

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Relógio maravilhoso na fachada da Fortnum & Mason

 

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Quero essa louça pra mim!!!

Da Fortnum & Mason seguimos para o teatro para assistirmos ao musical Motown. O musical foi cancelado em abril, por isso não vou deixar detalhes aqui. Mas sempre que for a Londres vá assistir a algum musical ou peça. É sempre muito bom.

Abaixo mais algumas fotos.

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O prédio arrendondado da esquerda é a prefeitura de Londres e o pontudo é o Shard, o edifício mais alto da Europa
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The Tower, vista do outro lado da ponte

 

Londres – Dia 4

E vamos continuar nosso passeio por Londres, essa cidade linda!

Fez outro dia de sol e estava até calor. Resolvemos começar nosso dia com um autêntico café da manhã inglês. Na verdade foi quase um brunch, porque já passava das dez horas da manhã. Eu prefiro o café da manhã brasileiro, com frutas, café e um pãozinho, ou mesmo uma omelete ou ovos beneditinos. Pra mim café da manhã sempre tem que ter ao menos uma fruta. O café da manhã inglês é praticamente um almoço.

No geral, o Full English Breakfast consiste de: ovos fritos,  bacon, tomates, cogumelos, feijões assados ou cozidos com molho de tomate, linguiça e torrada. Às vezes varia, mas é basicamente isso. Não lembro o nome do pub que tomei meu café da manhã britânico, mas sei que ele fica em frente à South Kensington Station, na Thurloe Street. Achei bom, como experiência. Estava tudo gostoso, mas nem pensar em trocar minhas frutas por esse bando de gordices. Fora que feijão com molho de tomate é meio esquisito.

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My Full English Breakfast

O dia ensolarado estava propício para ficarmos outdoors, então resolvemos visitar o Kensington Gardens, um dos Parques Reais de Londres. Originalmente, ele fazia parte do Hyde Park, o maior parque da cidade, até que no final do século 17 o rei William III comprou uma pequena parte do terreno e mandou construir o Palácio de Kensington, onde hoje moram o Duque e a Duquesa de Cambridge e seus filhotes fofos.

O Kensington Gardens tem várias atrações como os Memoriais do Príncipe Albert e da Princesa Diana, a estátua de bronze do Peter Pan e a casa de chá, Orangery, antigamente, uma estufa. O lugar é ótimo para passear, fazer ciclismo, pic nic ou simplesmente sentar num banco ou na grama e observar as pessoas, cisnes e esquilos. Programa delicioso!

De lá fomos a Westminster, onde fica a famosa Westiminster Abbey, o Parlamento Inglês, a Elizabeth Tower, com o Big Ben (a torre do relógio mais famoso do mundo está em reforma até meados de 2021) e a London Eye, a roda gigante mais alta da Europa, com 135 m. Nas outras três vezes que estive em Londres, dei uma volta na London Eye, mas dessa vez resolvi passar. Porém, garanto que é um passeio muito legal. A vista é incrível!

Fomos almoçar no pub The Red Lion, uma antiga taberna medieval e agora um pub belíssimo com ares vitorianos. Como fica muito perto do Parlamento e da Downing Street, é fácil encontrar políticos por ali. O primeiro ministro inglês Winston Churchill gostava de ir lá, tomar uns drinques, e o escritor Charles Dickens era um assíduo frequentador.

Apesar de ser quase 3 horas da tarde (ou por causa disso), o pub estava lotado. Conseguimos uma mesa por pura sorte. Aliás, sempre demos sorte em pubs lotados. 😉 A comida é simples e deliciosa, a cerveja estava numa temperatura ótima, enfim, adorei ter conhecido o pub, que junto ao The Churchill Arms, se tornou meu preferido na cidade. Ah! E o The Red Lion tem um bar no subsolo, que também serve almoço e você pode reservar para algum evento especial. O The Red Lion fica em 48 Parliament St, Westminster, London SW1A 2NH, Reino Unido e fica aberto até às 23h.

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Foto do site oficial
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Passeio por Westminster com a London Eye ao fundo

Depois do almoço, saímos andando pela cidade, paramos num livraria, onde comprei meu exemplar de Lethal White, que estava ansiosa pra ler, e fomos parar no Tate Modern.

O Tate Modern é o museu de arte moderna mais importante de Londres (e um dos mais importantes do mundo) e fica na antiga central elétrica de Bankside, às margens do Tâmisa. Tem obras permanentes de Pablo Picasso, Andy Warhol e Salvador Dalí. É o segundo museu mais visitado de Londres, perdendo apenas para o Museu Britânico, e o melhor: é de graça! Você só paga se tiver alguma exibição ocasional de algum artista, e mesmo assim, algumas são grátis. O museu fica aberto de domingo a quinta-feira das 10 até às 18h e sextas e sábados, das 10 às 22h. Bankside, London SE1 9TG, Reino Unido.

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Tate Modern
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A escultura Love, de Robert Indiana, foi dar um passeio em Londres

Do museu, atravessamos a Millennium Bridge, uma ponte suspensa para pedestres que foi inaugurada em 2000, para comemorar a entrada do milênio. Ela sai direto na Catedral de São Paulo.

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Catedral de São Paulo

A igreja já estava fechada, então não conseguimos visitá-la por dentro. Você pode comprar o ingresso e visitar a igreja com direito a subir na cúpula e descer até a cripta, onde estão os restos mortais de várias personalidades, como Winston Churchill. O ingresso custa 17 libras, mas se você quiser só olhar a igreja por dentro, basta ir no horário da missa, que não precisa pagar nada. Os tickets você pode comprar aqui. A catedral está aberta à visitação de segunda a sábado das 8:30 até as 16h. St. Paul’s Churchyard, London EC4M 8AD, Reino Unido.

De lá, já cansadas e com fome (e depois de ter queimado a língua com o café mais quente do mundo) fomos procurar um lugar pra jantar. Nos foi sugerido o Angus Stakehouse, um restaurante de carnes com quatro endereços em Londres. Foi uma ótima pedida. A carne é tenra, macia e o acompanhamento não deixou a desejar. Recomendo!

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Carne macia e saborosa!

Abaixo, mais algumas fotos.

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Sombra bem vinda
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Fazer nada é tão bom…
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Encontrei um amiguinho. Fofura!

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Londres – Dia 3

No nosso terceiro dia em Londres, o tempo amanheceu incrivelmente lindo, com sol e céu azul. Quem disse que em Londres só chove?

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Olha esse céu!

Resolvemos explorar os bairros de Notting Hill e Camden Town. Começamos pela fofura que é Notting Hill, que ficou imortalizado com o filme do mesmo nome (aqui no Brasil ficou conhecido como Um Lugar Chamado Notting Hill).

Notting Hill era uma aldeia rural até a expansão da Londres urbana durante o século 19. Era um lugar onde se fazia tijolos e telhas por causa do barro que era cavado na área. Nos anos 1950 o lugar foi atraído por caribenhos, por causa dos aluguéis baratos. A comunidade jamaicana criou o Carnaval de Notting Hil em 1964. Ficou conhecido por volta de 1970 como reduto de artistas, mas o bairro só ficou mesmo conhecido internacionalmente depois do filme de 1999.

No início do século 21, após décadas de gentrificação, o bairro ganhou fama de fashion e influente, por causa de suas casas vitorianas, lojas de alta qualidade e ótimos restaurantes.

O Farm Girl Notting Hill é um desses restaurantes super charmosos e com comidinhas deliciosas. Foi lá que tomamos o café da manhã. Comi uma omelete de ervas finas bem saborosa, com suco de laranja e café. Fica na 59A Portobello Rd, Notting Hill, London W11 3DB, Reino Unido.

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Olha que fofura! A foto é do site do restaurante.
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Minha omelete

Como já estávamos na Portobello Road, resolvemos começar a explorar Notting Hill por ela. A Portobello Road é uma rua que corta quase todo o bairro de norte a sul. Ela tem inúmeras lojas de roupas, souvenirs, artesanato, antiquários…é um deleite para os consumistas. E para todos os outros. Nos sábados acontece a famosa Portobello Market, uma feira que vende antiguidades, roupas e outras coisas de segunda mão e é cheia de barraquinhas com frutas, verduras, queijos, o que você imaginar. O problema é que fica mais cheia que o normal.

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Alice’s é um antiquário fofo que vende desde louças a produtos feitos a mão

Mas o que a maioria dos turistas gosta mesmo é de procurar a porta azul do filme. Ela realmente existe e pertencia à casa de Richard Curtis, roteirista de Um Lugar Chamado Notting Hill. As cenas externas da casa de William Thacker (personagem de Hugh Grant) foram todas feitas ali. Fica na 280 Westbourne Park Road.

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O lugar está meio detonado, mas está lá

The Travel Bookshop, a livraria de William Thacker, foi inspirada em uma livraria que fechou em 2011. Atualmente há outra no local, que vende não apenas livros de viagens, mas de vários outros assuntos. Acabei comprando uma comédia romântica com o significativo nome de From Notting Hill With Love…Actually, de Ali McNamara. A livraria fica em 13 Blenheim Cres, Notting Hill, London W11 2EE, Reino Unido.

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Livrarias são um paraíso pra mim

De lá resolvemos dar uma passadinha na loja do Harry Potter. Eu tinha estado lá em 2015 e era só uma lojinha. Como cresceu! A loja está enorme e linda, cheia de artigos relacionados ao bruxinho, cada coisa mais fofa que a outra. Estava tão apinhada de pessoas que não deu pra tirar fotos. Comprei uns presentinhos pros meus sobrinhos e queria ter comprado a loja inteira, embora ela não seja baratinha. Mas dá pra comprar umas coisinhas. Além disso a loja fica na estação King’s Cross, que é bem bonita. Vale à pena dar uma passada lá. Fica em Pancras Rd, Kings Cross, London N1 9AP, Reino Unido.

De lá fomos pra Camden Town e, como já tinha passado da hora do almoço, estávamos mortas de fome. Almoçamos no restaurante Poppie’s Fish & Chips, que existe desde 1952 e é considerado um dos melhores lugares pra comer fish’n’chips de Londres. Não sei se é o melhor, mas é muito bom! O Poppie’s fica na 30 Hawley Cres, Camden Town, London NW1 8NP, Reino Unido.

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O primeiro andar estava vazio, pois já tinha passado da hora do almoço e ainda não era hora do jantar
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Simples e saboroso

Camden Town é considerado o bairro mais descolado de Londres. É conhecido por ter uma cultura alternativa e é cheio de punks e adolescentes. Amy Winehouse era uma das moradoras e até tem uma estátua dela em tamanho real em frente ao Stable Market. Tirei uma foto com ela, mas ficou horrorosa! Vou postar aqui não.

O Stable Market é um dos mercados de Camden. O interessante dele é que as lojas são onde antigamente eram baias, já que o Stable Market foi um estábulo e comportava centenas de cavalos.

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Outro mercado interessante é o Lower Market Hall. Tem muitas lojinhas de souvinirs com lembrancinhas bem baratinhas. Aliás, Camden Town é um dos bairros mais baratos de Londres.

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Tem outros mercados em Camden, mas acabamos não conhecendo todos. Saindo de lá, resolvemos passar na Liberty, uma loja de departamentos belíssima, que foi fundada em 1875, tem a arquitetura em estilo Tudor e é um ótimo lugar pra ser dar um passeio. Ela vende vestuário pra mulheres, homens e crianças, perfumes, papelaria, artigos de decoração, além de tecidos com estampas exclusivas. Pena que é muito cara. Mesmo assim vale a visita. Regent St, Soho, London W1B 5AH, Reino Unido.

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Não é linda?

Passeando pela Regent Street, deu vontade de beber alguma coisa e paramos no Ralph’s Coffee and Bar, que pertence à loja Ralph Lauren. O local é lindo e sofisticado e é ótimo para uma paradinha depois de um dia cheio de passeios e/ou compras. Não comi o waffle, mas soube que é um dos melhores da cidade. 173 Regent St, Mayfair, London W1B 4JQ, Reino Unido.

Resolvemos terminar a noite no Hard Rock Café. Adoro o mojito de lá, além de ter uns tira gostos bem legais. Além disso, gosto de colecionar os copos e camisetas do local. Acho que não sou só eu que curto o Hard Rock. Estava lotado de brasileiros, mesmo assim conseguimos uma mesa. 150 Old Park Ln, Mayfair, London W1K 1QZ, Reino Unido.

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Mojito!!!!

Antes do Hard Rock Café demos uma passadinha em Picadilly’s Circus. Acho aquele lugar fantástico!

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Mais fotos abaixo.

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Né? :/
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Notting Hill

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Camden Town
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Camden Town