Saudades da Itália

A Itália é um dos países mais visitados do mundo e não é por acaso. Sua longa história, suas cidades charmosas e lindas, e sua comida deliciosa são apenas três dos vários motivos para qualquer pessoa querer conhecer aquela terra maravilhosa. Mas hoje não vim aqui para falar da Itália. Isso fica para outro post. Na verdade vou dar três dicas de filmes ambientados no país para quem, como eu, está tendo crises de abstinência por não poder viajar nesse momento que estamos passando e/ou está morrendo de saudades da Itália.

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Só Você – Faith e seu irmão Larry, dois adolescentes, estão brincando com uma tábua de ouija, que revela à garota o nome do seu futuro amor, Damon Bradley. Faith é uma garota romântica e acredita que o tal Damon é seu destino. Já adulta e noiva de um médico, ela recebe o telefonema de um amigo do seu noivo dizendo que não poderá comparecer ao casamento por estar de partida para Veneza. O nome do amigo? Damon Bradley! Faith resolve viajar imediatamente para a Itália e leva junto Kate, sua cunhada e melhor amiga, que está tendo problemas no casamento.

O filme é daquelas comédias românticas que até os avessos à romance gostam de assistir. As lindas cidades italianas de Veneza, Roma e Positano, a química entre Marisa Tomei e Robert Downey Jr. e a charmosa dupla coadjuvante, Bonnie Hunt e Joaquim de Almeida, tornam esse filme inesquecível.

Assisti ao filme pela primeira vez em sua estréia, em 1994. Nunca tinha ouvido falar em Positano e jurei que um dia iria conhecer àquela linda cidade. Uma outra hora conto sobre minhas viagens à Itália. O filme está disponível na Netflix.

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Sob o Sol da Toscana – Frances é uma escritora e editora em San Francisco e leva uma vida aparentemente perfeita, até descobrir que seu marido a está traindo com uma mulher mais jovem. Divorciada e tendo que sair da casa que ficara para seu ex-marido, Frances resolve aceitar o presente de sua amiga Patti e sua companheira, para passar férias na Toscana. Na bela cidade de Cortona, Frances se depara com uma linda e um tanto decapitada villa, e num impulso resolve comprá-la.

Ainda magoada por causa do divórcio, Frances começa uma nova vida tentando juntar seus pedaços e arrumar a villa com ajuda de empreiteiros poloneses e vizinhos italianos. Diane Lane está muito bem nesse misto de comédia romântica e drama, tendo como companheiros de cena a ótima Sandra Oh e o belo ator italiano Raoul Bova. Além de Cortona, onde o filme faz uma linda homenagem a Fellini, o filme tem locações também em Positano e Siena.

Apesar de não estar disponível em nenhuma plataforma de streaming, vale à pena procurar e viajar com essa delícia de filme.

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Comer Rezar Amar – Liz Gilbert tem uma carreira bem sucedida, uma casa e um marido, o que para muita gente parecia a vida perfeita. Mas ela não está satisfeita e resolve largar tudo. Namora um rapaz mais jovem, mas ainda não é o que queria. Decide então fazer uma viagem de auto conhecimento para a Itália, Índia e Indonésia.

Na Itália, onde passa por Roma e Nápoles, Liz resolve esquecer a dieta e se deliciar com os incríveis gelatos italianos, as massas maravilhosas e a pizza super saborosa da Antica Pizzeria da Michele. Julia Roberts parece se divertir no papel de Liz Gilbert, enquanto se entrega às indulgências gastronômicas. Na Índia ela faz amizade com Richard (Richard Jenkins) e em Bali, conhece Felipe, papel do charmosíssimo Javier Bardem.

Baseado no livro homônimo de Elizabeth Gilbert, Comer Rezar Amar é um ótimo filme para viajar sem sair de casa. Disponível na Netflix.

Abra um vinho, peça uma pizza e boa viagem!

Dois Filmes

Eita que esse blog está abandonado! Bom, vamos voltando aos poucos, não é? E pra começar, vou falar de dois filmes a que assisti recentemente e adorei! Todos dois estrelados pela fofa da Lily James, de Downton Abbey.

O primeiro é A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, dirigido por Mike Newell.

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Michiel Huisman e Lily James

O filme foi adaptado do livro de mesmo nome escrito por Mary Ann Shaffer e Annie Barrows. A história se passa em Guernsey, uma ilha que fica no Canal da Mancha, perto da costa da Normandia. Durante a Segunda Guerra, quatro amigos, que haviam jantado e bebido na casa de outra amiga, foram parados por soldados nazistas, durante a ocupação alemã e, para evitar serem presos, mentem aos soldados dizendo que estavam em um clube do livro: a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata.

Cinco anos depois, a escritora Juliet Ashton recebe uma carta de Dawsey Adams, dizendo que tem um livro de Charles Lamb que pertence a ela, e perguntando por uma livraria onde poderia comprar outro livro do mesmo autor. Ele conta que faz parte da Sociedade Literária, que se reúne sempre às sextas à noite. Juliet fica curiosa  e parte para a ilha, a fim de escrever uma história sobre a Sociedade e seus participantes.

Além de Lily James, o filme conta com a participação de seus companheiros de Downton Abbey, Penelope Wilton, Matthew Goode e Jessica Brown Findlay, além de Michiel Huisman, de Game of Thrones, e Katherine Parkinson, de Doc Martin.

A adaptação foi filmada principalmente no norte de Devon, na Inglaterra, além de Londres, Bristol e Princes Wharf. Além da belíssima fotografia, o figurino também é lindo. Adoro as roupas do período pós-guerra! E o melhor de tudo é que o filme é um drama romântico delicioso de se ver. Depois de assistir me deu vontade de ler o livro.

O filme está disponível na Netflix.

O segundo filme é Mama Mia: Lá Vamos Nós de Novo. Foi dirigido por Ol Parker.

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Elenco de Mamma Mia 2

Assim como o primeiro Mamma Mia, este também é bem musical, com uma fotografia linda e ótimo figurino dos anos 1970. Dessa vez o filme foi rodado na Croácia.

O elenco conta com Meryl Streep, além de Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgård.

No início do filme, Sophie (Amanda Seyfried) pede ajuda a Tanya (Christine Baranski) e Rosie (Julie Walters) para relembrar o passado da mãe e descobrir como ela conheceu seus possíveis pais, Sam, Bill e Harry e como foi criado o grupo Donna & The Dynamos.

Lily James faz Donna, a personagem de Meryl Streep na juventude, e como os outros atores, canta as músicas do grupo sueco ABBA. Cher faz uma participação especial cantando uma das músicas mais icônicas do grupo. E Andy Garcia está um charme como o Señor Cienfuegos.

Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo está em cartaz nos cinemas.

Enfim, dois ótimos filmes, com excelentes atores e histórias comoventes. Não percam!

 

 

 

 

Loving Vincent

Loving_Vincent

Um ano após o suposto suicídio de Vincent Van Gogh, o carteiro Joseph Roulin dá a seu filho Armand uma missão: entregar a última carta do pintor a seu irmão, Theo. Armand vai a Paris, onde descobre que Theo sobreviveu ao irmão por apenas seis meses. De lá, é aconselhado a ir para Auvers-sur-Oise, onde conhece pessoas do passado de Vincent, entre elas, o Dr. Gachet, que tratou do pintor quando este teve um surto psicótico. Relutante no início, aos poucos Armand concorda com a ideia do pai, que a princípio achara absurda. A de que Vincent Van Gogh não cometera suicídio e sim, fora assassinado.

Escrito e dirigido por Dorota Kobiela, e co-dirigido por Hugh Welshman, o filme flerta com a ideia que o pintor teria sido assassinado, como sugerem os autores da biografia de Van Gogh, Steven Naifeh e Gregory White Smith. Eu li o livro e vi similaridades com o filme, mas no livro, quando Van Gogh aparece ferido por uma bala, ele fala apenas “eu me feri”, e não “eu tentei me matar”, como dito no filme. Aliás, recomendo a leitura do livro. Melhor biografia que li até hoje.

O filme conta com atores conhecidos de séries de TV, como Aidan Turner, Jerome Flynn e Helen McCrory, entre outros. O diferencial do filme foi que cada um dos 65.000 frames foram pintados a óleo sobre tela, usando a mesma técnica que Van Gogh usava, por um time de 125 pintores.

Aqui traduzido por Com Amor, Van Gogh, Loving Vincent ganhou os prêmios de melhor animação no Annecy International Animated Film Festival e no 30th European Film Awards, em 2017, além de concorrer ao Oscar de Melhor Animação este ano.

Disponível na Netflix, é um filme excelente, seja você fã do pintor ou não.

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O ator Jerome Flynn, como o Dr. Gachet
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Noite Estrelada, de Vincent Van Gogh

 

Como Estrelas na Terra

como estrelas na terra

Ishaan é um menino de nove anos que vive com sua família em uma pequena comunidade da Índia. Ele não tem muitos amigos e, tendo sido reprovado no terceiro ano, corre o risco de ser reprovado novamente. Seu irmão é muito estudioso, o melhor da classe, e seus pais o tomam como exemplo o tempo todo. Mas Ishaan tem muita dificuldade em aprender. Não porque é desleixado e preguiçoso, como todos o chamam. Na verdade ele tenta entender o que está escrito, mas para o garoto as letras dançam na frente dele.

Os professores de Ishaan se reúnem com seus pais e os informam que o menino não avança na escola e os aconselham a tirá-lo do colégio. O pai então resolve enviá-lo a um internato. Lá Ishaan se sente cada vez mais deprimido e solitário, sente falta da mãe e do irmão e não melhora suas notas. Até que um novo professor de Artes chega na escola e descobre que o garoto tem dislexia e resolve ajudá-lo.

Eu vi esse filme um tempo atrás, quando um colega me emprestou o DVD e fiquei encantada por ele desde o início. A atuação de Darsheel Safary, que atua no papel de Ishaan, é bastante convincente e, em alguns momentos eu tive vontade de entrar na tela e abraçá-lo apertado. O final é comovente e me levou às lágrimas.

O filme foi dirigido e estrelado por Aamir Khan, que faz o papel do professor Nikumbh. Foi lançado em 2007, mas recentemente entrou na programação da Netflix.

É um filme que todos deveriam assistir. O professor Nikumbh é uma inspiração não só para os professores, mas para todos que têm uma criança em sua vida. Seja ela filha, sobrinha, irmã, vizinha. Afinal, toda criança é especial.

 

A dislexia é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de leitura, apesar da inteligência da pessoa ser normal. Mesmo uma pessoa com um QI acima do normal pode apresentar dislexia. Isso não significa que essa pessoa não possa aprender. Existe tratamento. A AND, Associação Nacional de Dislexia (http://www.andislexia.org.br/) tira todas as dúvidas que você possa ter.

Leonardo da Vinci, Agatha Christie, Walt Disney, Winston Churchill e Tom Cruise são alguns exemplos de disléxicos famosos.

 

 

Top 10

Olá, pessoas! Dia 15 de Setembro o blog completou um ano e resolvi fazer algo diferente. Listar os top 10 das séries, filmes, livros, lugares que conheço. E resolvi também fazer uma lista das dez coisas que mais amo e mais odeio. A ordem é meio aleatória. Listei conforme fui lembrando. Espero que gostem. Beijos!

Amo (família e amigos estão no top do top, por isso não aparecem na lista) 😉

  • 1) Viajar
  • 2) Risada de criança
  • 3) Chocolate
  • 4) Solos (piano, sax, bateria, guitarra…)
  • 5) Ler
  • 6) Vinho
  • 7) Música boa (Rock, MPB…)
  • 8) Café
  • 9) Árvores
  • 10) Sotaque britânico

Odeio

  • 1) Guerra
  • 2) Violência
  • 3) Barata
  • 4) Preconceito (machismo, racismo, homofobia, misoginia…)
  • 5) Música ruim (sertaneja, arrocha e afins)
  • 6) Abóbora
  • 7) Calor
  • 8) Politicagem
  • 9) Falta de educação
  • 10) Leite

Filmes

  • 1) A Noviça Rebelde
  • 2) O Segredo dos Seus Olhos
  • 3) Dirty Dancing
  • 4) Antes do Amanhecer
  • 5) Antes do Por do Sol
  • 6) Ou Tudo Ou Nada
  • 7) Só Você
  • 8) A Testemunha
  • 9) Razão e Sensibilidade
  • 10) Simplesmente Amor

Séries

  • 1) Arquivo X
  • 2) Sherlock
  • 3) Downton Abbey
  • 4) ER
  • 5) Game of Thrones
  • 6) The West Wing
  • 7) Life on Mars
  • 8) Gilmore Girls
  • 9) Miss Fisher Murder Mysteries
  • 10) Friends

Livros

  • 1) Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
  • 2) A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)
  • 3) Minha Vida de Menina (Helena Morley)
  • 4) Série Harry Potter (J. K. Rowling)
  • 5) À Espera de um Milagre (Stephen King)
  • 6) Trilogia Millennium (Stieg Larsson)
  • 7) A Livraria Mágica de Paris (Nina George)
  • 8) A Elegância do Ouriço (Muriel Barbery)
  • 9) Van Ghog – A Vida (Steven Naifeh e Gregory White Smith)
  • 10) O Tempo e o Vento (Érico Veríssimo)

Cidades

  • 1) Rio de Janeiro
  • 2) Londres
  • 3) Florença
  • 4) Aracaju
  • 5) Madri
  • 6) Positano
  • 7) São Paulo
  • 8) Cambridge
  • 9) Coimbra
  • 10) Paris

Restaurantes

  • 1) Ten Con Ten (Madri)
  • 2) Ristorante da Cleto (Roma)
  • 3) Due Cocchi (São Paulo)
  • 4) Osaka (Buenos Aires)
  • 5) Roca Moo (Barcelona)
  • 6) Pescatore (Aracaju)
  • 7) Tabaré (Montevideo)
  • 8) Soho (Salvador)
  • 9) CT Boucherie (Rio de Janeiro)
  • 10) Lo de Tere (Punta del Leste)

E aí? Alguém se anima em fazer um top 10 também?

Dunkirk

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Você já teve a sensação de estar dentro de um filme? Dunkirk, filme do aclamado diretor Christopher Nolan, passa a sensação angustiante de estar no meio de uma guerra tentando sobreviver.

O filme mostra a retirada de quase 340.000 de soldados britânicos encurralados na praia de Dunquerque, norte da França, em 1940, a chamada Operação Dínamo, quando a única chance deles era tentar atravessar o Canal da Mancha e chegar à Inglaterra, tarefa que se tornou quase impossível devido aos ataques do exército alemão. O esforço conjunto do então Primeiro Ministro britânico Winston Churchill com cidadãos comuns, com seus barcos de pesca e passeio, conseguiram levar esses combatentes de volta para casa.

O filme conta com um elenco de ótimos atores como, Kenneth Brannagh, Mark Rylance e Tom Hardy, mas não há um único protagonista. Ou melhor, a protagonista do filme é a própria guerra, fria, seca e desesperadora.

Nolan optou por contar a história através de três momentos e lugares diferentes. Por terra (com duração de uma semana), por mar (com duração de um dia) e pelo ar (com duração de uma hora). No final do filme esses três momentos se entrelaçam de forma memorável.

Não há quase sangue e nenhuma grande batalha, pois o filme não é sobre heroísmo. Dunkirk consegue capturar magistralmente os sentimentos de agonia, medo, incerteza e derrota que os soldados passam. E o medo da morte iminente a cada tiro de metralhadora  ou cada visão dos aviões inimigos, e a vontade de voltar pra casa a todo custo.

Esse foi provavelmente o filme mais angustiante que já vi na vida. Me peguei em vários momentos com a respiração suspensa e o coração aos pulos. Além do tema em si, a Segunda Grande Guerra; a fotografia desolada e a fantástica trilha sonora de Hans Zimmer contribuíram pra isso.

Embora eu adore assistir a filmes em casa também, esse é um filme para assistir na telona. Não sou de fazer previsões, mas acredito que o filme ganhará o Oscar por trilha sonora e fotografia. No mínimo.

Assista. Vale muito a pena. Num cinema perto de você.

 

Lion – Uma Jornada Para Casa

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Lion, o primeiro longa dirigido por Garth Davis, conta a história real de Saroo Brierley, interpretado na infância pelo fofíssimo Sunny Pawar,  e na fase adulta pelo não menos fofo Dev Patel, de Quem Quer Ser um Milionário? . O ator, antes bem franzino, passou meses se exercitando para ganhar músculos para o papel.

O pequeno Saroo, de 5 anos, vive numa vila em Khandwa, na Índia, com sua mãe, seu irmão mais velho e sua irmãzinha. Ele e o irmão Guddu roubam carvão de trens de carga para trocar por leite e comida, já que são bem pobres. Um dia Guddu sai muito cedo para mais um desses trabalhos e Saroo insiste em ir com ele, mesmo sendo muito cedo. Guddu cede e os dois vão parar em uma estação de trem onde Saroo, vencido pelo sono, acaba dormindo num banco. Ao acordar não encontra seu irmão e entra num trem, onde acaba adormecendo novamente. O trem viaja por mais de 1000 km e pára em Calcutá. Saroo tenta em vão voltar para casa, mas ele não entende bengali, a língua local. Depois de algum tempo vivendo nas ruas ele é encontrado por um rapaz que o leva à polícia e de lá Saroo vai para um orfanato. Depois de meses sem sucesso procurando a família de Saroo, uma assistente social encontra um casal australiano que o adota. Apesar de se adaptar aos novos pais, interpretados por Nicole Kidman e David Wenham, Saroo nunca esqueceu sua família. 20 anos depois ele vai estudar hotelaria em Melbourne e lá conhece Lucy (Rooney Mara), que passa a ser sua namorada. Depois de conhecer outros indianos ele decide procurar sua família.

Lion um filme para se emocionar e Dev Patel está bem diferente dos papéis que costuma interpretar, onde geralmente faz um rapaz alto astral. Ele está bem introspectivo no papel e consegue transmitir angustia, por não saber o que aconteceu a sua família biológica.

Lion recebeu seis indicações para o Oscar, incluindo ator coadjuvante para Dev Patel e atriz coadjuvante para Nicole Kidman. Embora tenha saído da premiação sem a estatueta, o filme ganhou o BAFTA, por melhor roteiro adaptado e Patel por melhor ator coadjuvante.

Mais de 80.000 crianças desaparecem na Índia todos os anos. A fundação #LionHeart foi lançada em colaboração com as produtoras do filme para fornecer apoio financeiro para as crianças que vivem nas ruas da Índia.

Lion está disponível na Netflix.

 

 

O Mínimo Para Viver

o minimo para viver

O filme é um drama dirigido por Marti Noxon e estrelado por Lily Collins e Keanu Reeves. Ellen é uma garota de 20 anos que sofre de anorexia. Após algum tempo internada numa clínica de terapia, onde não tem qualquer resultado, Ellen volta para casa de seu pai ausente e sua madrasta (Carrie Preston), que aconselha a jovem a fazer um novo tratamento para a doença, dessa vez com um médico pouco convencional.

O filme mostra jovens enfrentando distúrbios alimentares de uma maneira bem crua. A atriz Lily Collins, que já sofreu com o problema, emagreceu muito para fazer o filme, e, em uma cena em que tem que ser pesada, assustou-se com a própria aparência ao ver sua foto num celular.

No filme também estrelam Leslie Bibb, Lili Taylor e Alex Sharp. Mas os grandes destaque são mesmo Lily Collins e Carrie Preston. Não esquecendo Keanu Reeves, que deve ter feito algum pacto com o diabo, porque não envelhece de jeito algum. 🙂

Houve uma certa polêmica com o lançamento do filme. Algumas pessoas acharam que tratou a anorexia irresponsavelmente. Particularmente não achei o filme irresponsável. Embora nunca tenha sofrido a doença, achei que o filme passa uma imagem real do distúrbio. Vale à pena assistir. Disponível na Netflix.

 

 

 

Trem Noturno Para Lisboa

TremNoturnoParaLisboa

Raimund Gregorius, professor suíço de grego e latim, salva uma bela mulher portuguesa de se atirar de uma ponte em Berna, na Suíça. Na sequência deste incidente, depara-se com um livro escrito pelo autor português Amadeu do Prado (Jack Huston), que fala sobre a resistência ao regime da ditadura militar. Obcecado com a história, Raimund decide apanhar o trem para Lisboa para saber mais sobre o autor.

Na sua busca pelo autor, Raimund conhece diversas pessoas que acabam ajudando-o de várias formas, e descobre uma história cheia de romance, paixão, amizade, conflitos, e traição durante a Revolução dos Cravos, sob o regime ditatorial do Estado Novo.

Com direção de Bille August, o filme é uma adaptação do livro homônimo de Pascal Mercier, pseudônimo do professor de filosofia suíço Peter Bieri.

Com um ótimo elenco encabeçado por por Jeremy Irons, a história fala de viver o momento. E nesse breve instante você pode mudar toda sua vida. E pra ficar melhor, o filme tem lindas tomadas em Lisboa.

 

A Bela e a Fera

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Quando vi o filme da Disney em 1991, eu já não era mais uma garotinha que acreditava em contos de fadas. Mesmo assim fiquei encantada com o desenho. Agora, com a versão live action, não foi diferente. O filme é simplesmente um encanto!

Belle (Emma Watson, ótima no filme) é moradora de um pequeno vilarejo no interior da França. Ela é considerada esquisita pelos locais por gostar de livros, ensinar crianças a ler, e inventar coisas “inúteis” (como uma máquina de lavar), mas principalmente por não querer se casar com o melhor partido da aldeia, o egocêntrico e vaidoso Gaston (Luke Evans).

Quando o pai de Belle é capturado e preso pela Fera, Belle não pensa duas vezes. Ela não abaixa a cabeça, toma o lugar do pai e é mantida prisioneira no castelo do monstro. O castelo é um lugar diferente. É sempre inverno lá e é cheio de objetos falantes, como um candelabro, um relógio e um bule de chá, entre outras coisas.

O que Belle não sabe é que os objetos falantes não são objetos, e sim pessoas, e que a Fera não é um monstro, mas um príncipe (Dan Stevens, de Downton Abbey), transformado por uma bruxa por causa de sua arrogância. Aos poucos ela vai percebendo que por trás daquela aparência horrenda existe um ser que, aos poucos, vai deixando de ser arrogante para se tornar um ser adorável.

Com uma princesa nada convencional e música, drama, comédia e romance na medida certa, A Bela e a Fera tem tudo para encantar todas as gerações.