Berlim – dia 1

Continuando a viagem pela Alemanha, partimos de Frankfurt para Berlim de trem. Saímos da Frankfurt Hauptbahnhof por volta das 8 da manhã e chegamos em Berlim pouco depois do meio-dia. Compramos as passagens via internet por aqui. É muito melhor já chegar na estação com a passagem na mão, embora ela possa ser comprada na hora. Só que comprando na estação, nem sempre você vai encontrar um horário ou lugar favorável.

Chegamos em Berlim debaixo de muita chuva. Tentamos pegar um Über, mas todas as vezes que tentei pedir, o carro parava do outro lado da rua e  a uns 500 metros de onde estávamos. Sem condições de arrastar mala com aquela chuva toda. Depois de muito tentar, resolvemos pegar um táxi.

Ficamos hospedadas no Alexander Plaza Berlin, um hotel quatro estrelas com ótimo custo/benefício, pertinho da Alexanderplatz, uma das principais praças de Berlim. Além da ótima localização, o hotel possui quartos amplos, com frigobar. O Alexander Plaza fica em Rosenstraße 1, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 240010.

Largamos as malas no hotel e fomos procurar um restaurante por perto pra almoçar. Encontramos o vietnamita Madami – Mom’s vietnamese kitchen. Emília não gostou muito da comida. Eu gostei bastante, mas sou boa de boca. Além da boa comida, achei o ambiente gostoso e os garçons atenciosos. Fica em Rosa-Luxemburg-Straße 3, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 88473866. Fecha às 23h.

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Interior do restaurante

Saindo do restaurante fomos andando até a Alexanderplatz, que é bem pertinho. Essa praça, que é a maior de Berlim, fica no bairro Mitte, um dos mais interessantes da cidade. O local originalmente se chamava Ochsenmarkt ou Ochsenplatz, pois ali havia uma feira de gado. Foi depois da visita do czar russo Alexander I à cidade, que recebeu o nome que é conhecido hoje. A praça é um importante centro comercial porque além do Mercado Central, tem várias lojas de departamentos, eletrônicos e outras lojas em geral.

Quando for atravessar a praça, preste muito atenção aos bondinhos. A passagem, que parece ser só para pedestres, é para os bondes também.

Não ficamos muito tempo por lá pois a chuva só aumentava a cada momento. Resolvemos entrar na St. Marienkirche Berlin, ou Igreja de Santa Maria, que fica bem pertinho da Alexanderplatz. A igreja é muito bonita e não se sabe ao certo a data da sua construção, mas presume-se que foi erguida no início do século 13. Originalmente era uma igreja católica, mas foi convertida ao protestantismo durante a Reforma Protestante. É a igreja mais antiga de Berlim e é bem bonita, principalmente por dentro. Tentei tirar uma foto da igreja do lado de fora, mas chovia tanto, que não deu. O que pegamos de chuva nessa viagem…A Marienkirche fica em Karl-Liebknecht-Str. 8, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 24759510. Abre de terça a domingo a partir das 10h.

Além da chuva, estava ventando e fazendo um frio retado. Resolvemos voltar ao hotel, mas antes passamos no café Koch’s Café Haus, para tomarmos um chocolate quente. O lugar é aconchegante, tem várias coisinhas gostosas pra comer e estava bem quentinho. Tomei um chocolate delicioso lá. Pedi uma xícara média e veio quase um balde. Sem reclamação aqui. O Koch’s Café Haus fica em Karl-Liebknecht-Str. 7, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 2423775. Abre de terça a domingo a partir das 9h.

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Meu delicioso chocolate

Voltamos ao hotel e depois fomos nos encontrar com minha amiga atleta Adriana, que foi correr a Maratona de Berlim, e sua irmã Keline, no Restaurant Entrecot. Outro restaurante com ambiente agradável e comida deliciosa. O contra-filé estava muito bom e bem parecido com o do restaurante le Relais de l’Entrecôte, em Paris. Falei dele aqui. Porém, no restaurante de Paris só tinha um prato, enquanto nesse o menu é bem variado. Fica em Schützenstraße 5, 10117 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 20165496.

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O mesmo prato pra todas

De lá, fomos andando até o hotel de Adrianinha e Keline, que fica bem perto do Checkpoint Charlie, um antigo posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental, durante a Guerra Fria. Ligava o setor estadunidense com o setor soviético e se localizava na junção das ruas Friedrichstrasse com Zimmerstrasse e Mauerstrasse. As autoridades da Alemanha Ocidental construíram este posto para servir como um ponto de controle para registrar a passagem de membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, logo após a construção do Muro de Berlim. O posto foi removido após a reunificação da Alemanha e a cabine original se encontra no Museu dos Aliados. Desde o ano 2000 existe uma reprodução onde antes havia a cabine original. Havia dois outros postos militares localizados na direção ocidental e eles tinham os nomes de Checkpoint Alpha e Checkpoint Bravo, de acordo com o alfabeto fonético da OTAM. O Checkpoint Charlie fica na Friedrichstraße 43-45, 10969 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 2537250.

Ainda bem que passei por lá nesse dia, senão não teria tipo paciência para enfrentar a longa fila que se forma para tirar foto no local. Quando passei no local outro dia, a fila estava gigante e, pra variar, estava chovendo. Paciência é uma virtude que possuo bem pouca. :p

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Com sono e com frio

 

Frankfurt

Sumi de novo! Voltei de novo!

Tentarei postar com mais frequência agora. E pra começar, vou falar da minha viagem mais recente para a Europa. Fui para a Alemanha e a Áustria em outubro de 2019 e, apesar da chuva quase constante enquanto estive por lá, são dois países incríveis que valem muito à pena conhecer.

Viajei dessa vez pela Air Europa, uma das mais baratas companhias aéreas. O preço da passagem foi ótimo, mas com uma pegadinha. Só dava direito a bagagem de mão. E o preço da bagagem ida e volta ficava quase 500 reais cada trecho. Melhor pagar um pouco mais caro e ter direito a despachar bagagem.

Como o voo saiu de Salvador, eu e minha amiga resolvemos alugar um carro e deixá-lo no aeroporto de Salvador. Alugamos na CVC e pegamos o carro na Localiza. Nos disseram que não teria que pagar mais taxa alguma ao deixar o carro no aeroporto, mas chegando lá tivemos que pagar uma taxa de retorno. Depois de muita conversa, a atendente disse que iria liberar, mas acabou cobrando a taxa no cartão. Achei muita sacanagem dela, ainda mais porque em Aracaju, onde moro, disseram que não seria cobrada taxa alguma, além do aluguel do carro.

Fizemos duas paradas em Frankfurt, na ida e na volta. Confesso que a cidade me surpreendeu. Frankfurt am Main é a quinta maior cidade da Alemanha e o centro financeiro do país. É lá que fica a sede do Banco Central Europeu, do Banco Federal Alemão e da Bolsa de Valores de Frankfurt. Além de centro financeiro alemão, Frankfut também é o centro de transportes. O Aeroporto de Frankfurt é um dos mais movimentados do mundo.

Chegando no aeroporto, nos disseram que não havia Uber na cidade, só em Berlim e Munique, mas não acreditei muito. Mesmo assim, resolvemos pegar um táxi até o hotel, com um motorista que não falava inglês e toda hora olhava pra trás apontando para o trânsito. Além disso ele ficava resmungando a palavra “chaiser”, que descobri depois ser Scheiße, que significa, bem, merda. Se quiser xingar em alemão…

Ficamos no Scandic Hotel Frankfurt, um hotel 4 estrelas com ótimo custo/benefício. O hotel é super bem localizado, perto da estação de trem principal da cidade, com quartos amplos e frigobar totalmente free. Além de água, tinha suco, refrigerante, cerveja, vinho e prosecco, tudo de graça. Olha que maravilha! O hotel fica em Wilhelm-Leuschner-Straße 44, 60329 Frankfurt am Main, telefone +49 69 9074590. Recomendadíssimo!

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Vista da janela do meu quarto
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Aproveitando o vinho do hotel 😉

A comida alemã é gostosa, mas depois de um tempo você acaba enjoando. Então vou citar os meus restaurantes preferidos na cidade. E nada melhor que uma habitante local pra me apresentar a um deles. Minha amiga Kezia mora em Frankfurt há alguns anos e nos levou em vários lugares legais.

GIOIA – Restaurante com comida mediterrânea, com ambiente agradável, bom atendimento, boa música e comida deliciosa. Além do vinho, que não faltou na primeira noite. Sei que a Alemanha é o país da cerveja, mas não deixa a desejar em relação aos vinhos. Paradiesgasse 67, 60594 Frankfurt am Main, telefone +49 69 61995004.

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No GIOIA, Emília, eu e Kezia

L’Osteria – Restaurante italiano com pratos muito bem servidos. As pizzas são individuais e enormes. Dá pra alimentar umas três pessoas muito bem. Mas os alemães geralmente pedem uma pra cada mesmo. Eu pedi um gnocchi gamberini que veio num prato bem grande e eu consegui comer quase tudo, porque estava com muita fome. Fica em Speicherstraße 1, 60327 Frankfurt am Main, telefone +49 69 24247020.

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Meu gnocchi

Vita Vera – Outro restaurante italiano delicioso, com ambiente agradável e garçons simpáticos. A comida é ótima! Fui na Semana da Trufa, então pedi um linguini al mare trufado super saboroso. E de sobremesa um meio termo entre petit gateau e mousse de chocolate pra lá de delicioso. Windmühlstraße 14, 60329 Frankfurt am Main, telefone +49 69 66964221.

Oosten – Realwirtschaft am Main – Bar e restaurante muito legal situado entre o novo prédio do Banco Central Europeu e o rio Main. Tem a arquitetura interessante, além da vista do rio. Assisti a um belo por do sol lá. Mayfarthstraße 4, 60314 Frankfurt am Main, telefone +49 69 9494256814.

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Um belo por do sol no Oosten

Frankfurt foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. Seu centro medieval ficou quase completamente destruído. Quando foi reconstruída, resolveram que ela seria uma cidade moderna e vibrante. No centro, em frente à antiga prefeitura (Altes Rathaus) fica um conjunto de casas que foram originalmente construídas entre os séculos 15 e 18 e destruídas durante a Segunda Guerra. Elas foram reconstruídas segundo o modelo original e hoje são atração turística em Frankfurt.

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Muito gracinha

Um lugar incrível para ver a cidade de cima é a Main Tower. É um arranha-céu de 56 andares e 240 metros de altura. O prédio é a sede do banco Landesbank Hessen – Thüringen e é o quarto mais alto de Frankfurt e da Alemanha. Mas só ele tem uma plataforma de observação com acesso púbico. A visita não precisa ser agendada. Você compra o bilhete, que custa 7,50 euros para adultos, e passa por um detector de metais. Depois pega o elevador que faz 7 metros por segundo. Gente, é muito rápido! Um visor dentro do elevador vai mostrando o deslocamento e a velocidade. A Plataforma de Observação fica no topo do prédio e uma vista de 360º. Além de enxergar a cidade, dá pra ver também os arredores. Tem um restaurante que fica no 53º andar do prédio, mas não fomos lá. Num dia de sol, vale à pena a visita. Neue Mainzer Str. 52-58, 60311 Frankfurt am Main, telefone +49 69 36504878.

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Um dos poucos dias de sol que peguei na Alemanha

Frankfurt me surpreendeu agradavelmente. É moderna, bonita, fremente e me fez querer conhecê-la melhor. Quero voltar e explorar essa bela cidade com mais calma.

Abaixo, mais algumas fotos.

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Rio Main
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Em frente ao símbolo do Euro
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Arquitetura reconstruída no centrinho

 

 

 

 

Londres – dia 1

Como faz um tempo que vim aqui, resolvi continuar com o diário de viagem Paris/Londres.

Existem várias maneiras de ir de Bournemouth a Londres. Você pode ir de trem, de ônibus, de ônibus/trem e até de carona compartilhada. E de carro, claro. Não lembro mais o motivo, mas a gente pegou o ônibus pra London Heatrow, e de lá um trem para a estão St. Pancras. A viagem durou umas três horas e meia e comemos um lanche no trem. Com certeza ir de ônibus ou trem direto é mais econômico, mas algo que me escapa à memória no momento, nos impediu de fazer isso.

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Na estação de St. Pancras você se depara com essa linda escultura

Dessa vez, nada de metrô. Fomos de táxi para o hotel. O escolhido foi o K Hotel Kensington, que fica a 10 minutos a pé do Museu de História Natural, a 15 do Hyde Park e do Museu Victoria e Albert e a 20 minutos da Harrods. O hotel é bem charmosinho e, embora pequenos, os quartos são confortáveis, assim como os banheiros. O K Hotel Kensington oferece café da manhã, mas prefiro sempre tomar café em algum lugar diferente todos os dias. O K Hotel Kensington fica em Courtfield Gardens, Kensington, London SW7 4DU, +44 20 7835 2969.

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Vista da janela do meu quarto em Londres.

Depois de nos instalarmos, saímos para jantar. Eu estava morta de fome, afinal só tinha feito um lanche no trem. Esse negócio de almoçar sanduíche não é comigo. Gosto mesmo é de uma boa refeição e de todo ritual que ela proporciona. Sentar à mesa, com um bom prato e um vinho pra acompanhar. Tem coisa melhor?

A caminhada até o The Churchill Arms, o pub mais bonito da Inglaterra, só aumentou meu apetite. Falei dele nesse post aqui. A comida é tailandesa, deliciosa e apimentada. Não deu pra tirar foto por dentro dessa vez porque o pub estava lotado! Conseguimos uma mesa por pura sorte.

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Muito lindo, né?
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Camarão VG apimentado com uma half pint pra acompanhar.

Depois do jantar voltamos andando para o hotel. Então vocês estão vendo. Eu gosto de caminhar, desde que não esteja carregando malas. 😉

Abaixo mais umas fotinhos.

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Londres tem inúmeros postes carregados de flores. Lindeza total!
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Um por do sol londrino. ❤

Bournemouth

Quando programamos a viagem para a França e Inglaterra, minha amiga atleta Adrianinha catou logo uma corrida pra encaixar no roteiro. Eu nunca tinha ouvido falar sobre Bournemouth, até ela dizer que iria correr uma meia maratona lá e que pra isso passaríamos dois dias na cidade.

Bournemouth é uma cidade litorânea e um dos principais destinos de verão na Inglaterra. Com cerca de 168.000 habitantes, é a cidade mais populosa da região de Dorset, no sul do país. Fica a 2h de carro e 1:55 de trem de Londres. Diferente da maioria das cidades litorâneas inglesas, cujas praias são de pedrinhas, Bournemouth tem 12 km de praia de areia branquinha e é o paraíso dos surfistas.

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Praia de Bournemouth num dia muito chuvoso

Nós saímos de Rye depois do almoço e chegamos em Bournemouth mais ou menos às cinco da tarde, já que tivemos que fazer várias baldeações. Saindo de Londres têm trens direto. Ficamos hospedadas no The Elstead Hotel, um três estrelas com quarto bem espaçoso e ótimo custo/benefício. 12-14 Knyveton Rd, Christchurch, Bournemouth BH1 3QP.

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Vista do quarto do hotel, na hora de ir embora, quando o sol resolveu aparecer

Ainda não tínhamos comido o famoso fish’n’chips inglês nessa viagem, então procuramos um que fosse bem recomendado e achamos o Chez Fred. Não deixou nada a desejar. O restaurante é simples e arrumadinho, o atendimento é ótimo e a comida muito boa. Peixe e fritas sequinhos e aquele purê de ervilhas, que não é bem um purê, mas que é delicioso. O restaurante fica bem cheio e tivemos que esperar um pouco, mas é aquele esquema. Come, paga e vai embora. 10 Seamoor Rd, Bournemouth BH4 9AN.

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Hummmm…

Além das praias, Bournemouth tem muita área verde. Os jardins são divididos entre Upper, Central e Lower Gardens e têm, além de muito verde, quadras de tênis, parque infantil e muitas flores. Nossa ideia era visitar os parques e o píer da cidade, mas São Pedro resolveu não colaborar. Fez frio e teve muita chuva e muito vento. Então nossa programação foi toda indoors.

Raramente fico num hotel com café da manhã. Prefiro explorar os cafés das cidades, e em Bournemouth não foi diferente. Fomos no The Cozy Club e foi uma decisão acertadíssima. O lugar, que também serve almoço e jantar e funciona como bar, é super espaçoso, com uma decoração bem bonita e garçons atenciosos (aprendam, franceses). E a comida é ótima! Não sabia que a mistura de ovo com abacate podia ser tão boa. Fica na 34 Old Christchurch Rd, Bournemouth BH1 1LG.

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The Cosy Club. Bem gracinha
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Café da manhã de Adriana
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Meu café da manhã, com ovo e abacate.

Fomos passear no centro da cidade, que é uma gracinha, com sua arquitetura vitoriana. Mas chovia muito. Sabe aquela chuva de vento, super fria? Tive que entrar numa loja pra comprar um guarda-chuva. Do centro fomos ao parque porque Adriana precisava pegar o kit da corrida. O pouco que vi, achei bem bonito e adoraria ter explorado mais, mas não deu.

Fomos almoçar no Koh Thai, um restaurante tailandês com comida incrivelmente boa. Pra quem gosta de um prato apimentado, a comida tailandesa é perfeita. O restaurante estava quase vazio, mas soube que enche bastante à noite. É bem bonito, sofisticado e não é baratinho, mas também não é tão caro a ponto de você precisar deixar uma córnea por lá. Fica na Daimler House, Poole Hill, Bournemouth BH2 5PS.

À tarde fomos visitar o Russell-Cotes Art Gallery & Museum, sem dúvida, o lugar que mais gostei na cidade. Sou suspeita pra falar, porque adoro um museu, mas o Russell-Cotes é bem bacana mesmo. Em 1897 Sir Merton Russell-Cotes contratou o arquiteto John Frederick Forgety, para construir uma casa para sua esposa, Lady Annie. A casa tem estilo art nouveau, a decoração é linda e ainda tem um belo jardim. Em 1907, Lady Annie doou a casa e suas obras de arte à cidade. Os Russell-Cotes adoravam viajar e sempre traziam arte de outros continentes, como África e Ásia, além de terem várias obras contemporâneas de artistas do final do século 19 e início do século 20.

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Fachada do museu

Além das obras de arte, a casa é um show à parte. A decoração é belíssima. Eu quis levar as cristaleiras todas pra casa. ❤ Talvez se não tivesse chovido tanto eu não tivesse conhecido essa pequena joia. Então, valeu São Pedro! Fica na Promenade East Cliff, Bournemouth BH1 3AA.

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Todos os móveis do museu são lindos assim
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Outono em Bournemouth

Rye – Inglaterra

Eu sempre gostei de história medieval e de ler e assistir a séries e filmes de época. Então, quando planejamos a viagem para França e Inglaterra, resolvi incluir Rye no roteiro. Desde que ouvi falar nela, e em sua famosa pousada, a Mermaid Inn, tive curiosidade em conhecer.

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Mermaid Street

Rye é uma pequena cidade localizada em East Sussex, na Inglaterra, bem pertinho do Canal da Mancha, e fica a dois quilômetros do mar aberto. Não cheguei a ir até a praia, mas a vi do alto. A cidade fica a cerca de 100 km de Londres e você chega lá de trem ou carro. Como cheguei de Paris de trem, logo em seguida já peguei outro para Rye. O bom foi que nem saímos da estação. Chegamos na London St Pancras International e de lá pegamos um trem para a estação Ashford International. Rye é muito pequena e não há um trem direto pra lá. De Ashford pegamos um outro para Rye. A estação fica bem no centro da cidade.

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Centrinho de Rye

Rye é um encanto de cidade. Passeando por lá você se sente dentro de um livro de Jane Austen ou num episódio de Downton Abbey. E não precisa de muito tempo para explorar a cidade, já que ela é bem pequena. Tem cerca de 5000 habitantes.

Fomos andando pra pousada, que fica bem pertinho da estação, e logo de cara já dá para se encantar por ela. Imagine ficar hospedada numa pousada do século XV! O Brasil nem existia ainda. Mas falo da pousada depois.

Depois de nos instalarmos fomos explorar a cidade. Bem pertinho da Mermaid Inn tem um café super fofo chamado The Cobbles Tea Room. Ele foi construido em 1826 e tem bolos deliciosos. Escolhi o victoria cake, que é um bolo feito com manteiga e geleia de morango e, apesar das várias calorias (ou por causa disso), é super gostoso. Fica na 1 Hylands Yard, Off The Mint.

De lá fomos para o Castelo de Rye, também conhecido como Ypres Tower. Ele foi construído no século XIII, para defender a cidade dos ataques constantes dos franceses e é bem pequeno. Dá pra ver tudo em, no máximo, uma hora. Mesmo assim vale à pena, principalmente quando você sobe até a varanda do castelo, de onde você tem uma vista da cidade.

Mas a vista do castelo não é a mais bonita. A melhor é a da igreja anglicana Church of St. Mary. Durante os meses de abril a outubro você pode subir na torre e ter as vistas mais lindas da cidade. Do alto você percebe como Rye é encantadora! Dá pra ver o mar, o rio e as colinas. Do lado de fora da igreja fica a Church Square, um lugar cheio de árvores e diversas sepulturas. E há sepulturas muito, muito antigas. Você se sente dentro de uma história medieval. Achei o lugar lindo!

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Vista da torre da igreja
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Outro ângulo
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Me sentindo em Downton Abbey

A cidade é cheia de antiquários e lojinhas fofas que vende cerâmica local. Dá pra comprar uns presentinhos legais. Eu comprei uns sabonetes artesanais lindinhos. E cheirosos. Rye é uma cidade para ser explorada devagar. Existem várias casas que não possuem números, mas nomes. Tem várias casinhas da era eduardiana, com seus tijolinhos vermelhos e casas bem mais antigas, da era Tudor, brancas, com vigas de madeiras escuras. Lembrei muito da série Emma.

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Quero morar aqui!

Como havíamos acordado muito cedo pra viajar, resolvemos voltar pra pousada por volta das 6 da tarde para descansarmos um pouco. Quando acordamos já era quase 10 da noite e saímos pra jantar. Eu disse que Rye é uma cidade bem pequena. As cozinhas dos restaurantes estavam TODAS fechadas. Na pousada só estavam servindo bebidas, não havia nem mesmo um tira-gosto. Saímos pela cidade à procura de um restaurante, um café, um supermercado e tudo fechado. Acabamos encontrando um que ainda estava fechando, o Tuscan Rye, e explicamos pra dona que havíamos dormido e não sabíamos que os restaurantes fechavam tão cedo. Ela se apiedou da nossa cara de fome e resolveu falar com o marido, que era o Chef, pra ver se ele não podia preparar algo pra gente. Ele então fez uma carne suculenta com queijo e ervas finas e que comemos na companhia de um delicioso vinho. E ainda teve sorvete de pera de sobremesa. Eles foram muito gentis conosco. Além da comida ter sido aprovada, o restaurante é bem legal, com móveis rústicos de madeira escura e atmosfera aconchegante. Fica na 8 Lion St.

The Mermaid Inn

Essa pousada pra lá de graciosa, foi reconstruída em 1420, mas tem celas datadas de 1156, inclusive a adega é do século XII. Ela tem um restaurante premiado que serve comida britânica e francesa, um bar que possui uma passagem secreta (sério!), 31 quartos e estacionamento para 25 carros. O café da manhã é bem nutritivo. Servem frutas, sucos, iogurtes, porridge (uma espécie de mingau), ovos e torradas. Tudo bem gostoso. E o melhor, tem um staff super atencioso. Glenn foi nosso anjo da guarda em Rye.

Mas o mais incrível é que a pousada tem a reputação de ser assombrada. No século XVI, o bar era frequentado por contrabandistas de lã de ovelha e, supostamente tem passagens subterrâneas conectando a vários outros lugares da cidade. A decoração é rústica e apresenta uma grande viga de madeira suportada por pilares de pedra. E tem uma lareira grande e acolhedora.

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Imagina tomar vinho aqui nas noites de inverno

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Talvez a fama de assombrada seja por causa dessa gang de contrabandistas. Há vários relatos de ruídos inexplicáveis, cadeiras que balançam sozinhas, um homem que atravessa a porta do quarto 10 (não foi o meu) e uma dama de branco que aparece por lá de vez em quando. Particularmente não vi nada e passei uma noite bem tranquila na minha cama confortável.

The Mermaid Inn fica na Mermaid St, Rye TN31 7EY e você pode reservar um quarto aqui.

Quando você for na Inglaterra, reserve uma noite em Rye e se encante com a cidade e a pousada. Caso você não tenha medo de fantasmas.

Mais fotos da cidade abaixo.

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Paris – dia 1

Viajar é uma das coisas melhores da vida. Eu sempre volto de uma viagem renovada, feliz, pronta pra qualquer coisa. Seja ela para um lugar desconhecido ou não. Eu fui a Paris em 2012 e, apesar de ter adorado a viagem, queria fazer coisas que não dava pra fazer com três crianças e duas senhorinhas. Explico. Fui a Paris pela primeira vez com meu irmão, cunhada, três sobrinhos de cinco a onze anos, minha mãe e a mãe da minha cunhada. Foi muito bom (viajar com crianças é bem divertido, apesar de cansativo), mas deixei de fazer coisas que queria, como passar a tarde num bistrô e ficar tomando café ou vinho e vendo a vida passar.

Então, esse ano, eu e algumas amigas resolvemos viajar para Paris e Áustria. Algumas delas desistiram no meio do caminho e ficamos só eu e Adriana. Resolvemos deixar a Áustria para outra ocasião e ir para Paris e Londres. Como nós duas já conhecíamos as duas cidades, não teve aquela obrigação de ir nos pontos turísticos mais populares.

Pra começar, dois conselhos: 1) Viaje com um carregador de celular de bolsa. Eu fiz conexão no Barajas, em Madri, e aquele aeroporto é gigante! Demorei um tempão pra encontrar uma tomada e conseguir carregar meu celular. Comprei um carregador lá mesmo. Nunca mais! 2) Se você não é tão aventureira como eu, pegue um táxi (ou contrate um motorista) do aeroporto pro seu hotel. Minha amiga atleta Adrianinha, resolveu que seria mais legal a gente ir de metrô. Não é. Os metrôs estavam lotados, a gente teve que ficar em pé, no aperto, e segurando as malas e demoramos quase duas horas pra chegar no bendito hotel. Aff! Agora só de carro!

Ficamos no Hotel de Paris Montmartre. Na verdade, quando fiz a reserva, não percebi que o hotel era de duas estrelas. Só vi o preço, que estava razoável para os padrões parisienses. Como na verdade só vou no hotel pra dormir e tomar banho, ele serviu aos meus propósitos. Quarto pequeno, mas com camas confortáveis e banheiro com chuveiro pequeno, daqueles que fica ruim pra lavar o cabelo. Em compensação, gostei da localização, com vários restaurantes e bistrôs em volta. Se você gosta de luxo e conforto, esqueça. Porém se só quiser um local pra dormir, ele é razoável. Fica na 17 Rue Biot, 75017 Paris, +33 1 42 94 02 50.

Montmartre é um bairro boêmio, charmoso, cheio de ruas arborizadas, cafés e bistrôs. Ele foi imortalizado por ser palco do delicioso filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. É uma delícia passear por ele observando pintores de ruas fazendo caricaturas dos turistas, sentar num bistrô ou café com uma taça de vinho ou café na mão e passar o dia sem fazer nada ou descobrindo lugarzinhos escondidos e fofos do bairro.

Montmartre fica numa colina, então a vista de lá é espetacular. É lá que fica o Moulin Rouge, o cabaré mais famoso do mundo, e a igreja Sacré-Coeur, um dos lugares imperdíveis para ir em Paris.

A Basílica do Sagrado Coração (Sacré-Coeur) fica no alto da colina de Montmartre e tem vários binóculos presos no chão para as pessoas poderem apreciar a vista. Mas garanto que você não vai precisar deles. Fui num dia de sol e a vista é linda, daquelas de tirar o fôlego. A igreja tem uma mescla de arquitetura romana e bizantina e o formato de cruz grega. Tem quatro cúpulas, sendo que a mais alta tem 180 metros de altura. No cume da igreja tem um dos maiores (e mais lindos) mosaicos do mundo. Você tem que subir vários lances de escada pra chegar nela, mas vai por mim. Vale muito à pena!

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Da Sacré-Coeur fomos para o Espaço Dalí, uma galeria dedicada à obra do artista plástico surrealista Salvador Dalí, cheio de gravuras, esculturas e pinturas do artista. Mesmo que você não seja muito fã do surrealismo, é um lugar interessante e diferente para ir. E se você for fã, e tiver bala na agulha, pode até comprar uma gravura de Dalí. Eu gostei bastante de uma que se chamava A Virgem e o Rinoceronte, mas custava a bagatela de 5.200 euros e resolvi declinar. O Espaço Dalí fica na 11 rue Poulbot, 75018 Paris e o ingresso custa 12 euros.

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Um dos relógios “derretidos” de Dalí

De lá fomos para a Place du Tertre, no coração de Montmartre. A praça é cheia de artistas que fazem pinturas e caricaturas dos turistas, além de várias pinturas da cidade. Resolvemos almoçar por ali mesmo e fomos no restaurante Le Clairon des Chaussers, onde pedimos uma tábua de frios e vinho rosé. Passamos um bom tempo lá, comendo, bebendo e observando as pessoas. As comidinhas estavam ótimas e o vinho então, maravilhoso! O restaurante fica na 3 Place du Tertre, 75018 Paris.

Ficamos de encontrar minha amiga carioca Simone, na Place des Voges, mas antes demos uma passadinha no Carrette pra comprar macarons. É um restaurante que vende saladinhas e sanduíches que, dizem, são ótimos. Mas o carro chefe são os macarons, considerados os melhores de Paris, desbancando os da Pierre Hermé e Ladurée. Eles são realmente deliciosos! Meus preferidos são os de pistache, caramelo e jasmim. O restaurante tem três endereços em Paris. 4 Place du Trocadero 75016, 25 Place des Voges 75003 e 7 Place du Tertre 75018.

A Place des Voges fica no Marais, um dos bairros mais legais de Paris, e é considerada uma das praças mais bonitas do mundo. É realmente uma graça, com seus prédios de tijolinhos vermelhos em volta dela e, no centro, tem um lindo jardim com estátuas e fontes. Victor Hugo morou lá por 16 anos e hoje sua casa virou um museu. Em volta da praça tem restaurantes e cafés, e foi num desses que encontrei a Simone. Uma das peculiaridades de Paris são seus garçons. Geralmente eles são mal humorados e o desse café foi um deles. Sem gorjeta pra ele! Mas o café (que não lembro o nome) era bem bonitinho. Não ficamos muito tempo por lá e fomos tomar cerveja em um barzinho (que também não lembro o nome) e que era ok. Mas a conversa e as risadas foram ótimas!

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Place des Voges. Fofa, não?

 

Adriana e eu terminamos a noite no apartamento do primo dela que mora lá e nos preparou um delicioso bacalhau.

Uma dica aqui: Paris é linda, mas cheira (fede) a cigarro. Se você tiver alergia ou simplesmente não consegue suportar o cheiro, fique do lado de dentro dos restaurantes, nunca nas varandas. Eu particularmente odeio, mas em Paris preferi (quase) me acostumar com o cheiro e geralmente comia do lado de fora. É muito mais gostoso!

Abaixo mais algumas fotinhos.

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A viagem de metrô do aeroporto pro hotel foi um saco, mas esse por do sol valeu à pena.
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Eu e Adrianinha no café perto do hotel

 

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Pelas ruas de Montmartre
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Vista da cidade a partir da Sacré-Coeur
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Santé!
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Que céu!

 

Uruguai

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Plaza Independência – Montevidéu

No ano passado resolvi passar o Carnaval no Uruguai e gostei tanto da experiência, que voltei este ano. Pra começar você nem precisa levar muito dinheiro, já que o cartão de crédito é aceito em quase todos os lugares. Inclusive, turista tem 10 a 20% de desconto em restaurantes quando pagam com cartão de crédito. E quando quiser ou precisar trocar, é melhor fazer isso nas casas de câmbio do centro ou shoppings. No aeroporto é mais caro. A moeda uruguaia é mais desvalorizada que o real, então eu troquei 300 reais por 2500 pesos uruguaios. Você pode alugar um carro pra ir de uma cidade pra outra, ou andar de Uber, quando estiver em Montevidéu.

Montevidéu é uma cidade ótima de andar, com a maior qualidade de vida entre as latino-americanas e uma das 30 mais seguras do mundo. É super tranquilo caminhar à noite nos bairros Pocitos e Punta Carretas e adjacências.

A Ciudad Vieja (cidade velha) é cheia de casas coloniais e prédios art déco e o Mercado del Puerto, um antigo mercado portuário, tem várias churrascarias ótimas!

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Arquitetura linda na Ciudad Vieja

El Palenque é uma dessas churrascarias e foi uma das melhores carnes que comi na vida. Vale à pena provar. Mercado del Puerto 1579, 11100 Montevidéu.

Um passeio legal pra quem está por lá é visitar uma vinícola. Fui na Bodega Bouza e amei! É um local bem bonito e agradável e você pode fazer uma visita guiada. O processo de produção é muito bem explicado e você vai tomando uma taça de prosecco ou vinho enquanto a guia mostra tudo. Delícia! Além do tour você pode ver também uma coleção de carros e motos (ou seriam lambretas?) antigos e fazer uma degustação no restaurante com vinhos da linha premium e almoçar por lá. O restaurante é lindo e a comida excelente. Você pode fazer uma reserva no próprio site da vinícola.

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Produção de uvas da Bodega Bouza
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Alguns dos carros antigos da vinícola

Além do El Palenque, fui a outros ótimos restaurantes em Montevidéu.

Bar Tabaré – Esse restaurante existe desde 1919 e, além de lindo, tem garçons super atenciosos e a comida é de babar, de tão boa. Fica na José Luis Zorrilla De San Martín 154.

Francis – É um restaurante aconchegante e tem de tudo um pouco no cardápio. A carne é bem gostosa. Luis de la Torre 502.

La Perdiz – Outro restaurante que tem como forte as carnes. O entrecot é sensacional. O endereço é Guipúzcoa 350.

Negroni – Considerado um dos melhores bares de Montevidéu, tem ótimos drinks e muita gente bonita. Guipúzcoa 352.

BocaNegra Vinos & Tapas – Como o nome já diz, é um bar de vinhos e tapas. Bem gostosinho, com ótima carta de vinhos e boa variedade de petiscos. José Ellauri & F. García Cortinas.

Brickell – Até a meia noite, funciona como um pub, com bebidas e comidinhas pra beliscar. Depois os garçons tiram as mesas e o bar vira uma pista de dança com ótima música e gente bonita que dança até cansar. Constituyente & Juan Manuel Blanes.

Fiquei hospedada no Pocitos Plaza Hotel, um 4 estrelas com quarto e banheiro espaçosos, sauna e academia (que não usei), café da manhã e da tarde, e água aromatizada na recepção à vontade. Um ótimo custo/benefício. Fiz a reserva pelo Booking. O endereço do hotel é Juan Benito Blanco 640.

Você pode ir de Montevidéu até Punta del Leste de ônibus, barco ou avião, mas o melhor é alugar um carro. Você pega no aeroporto e entrega em alguns dos pontos da cidade. Alugamos pela Rental Cars.

Punta del Leste é considerado um dos balneários mais luxuosos da América do Sul. Fica a 130 km de Montevidéu e é frequentado por ricos e famosos de vários países, principalmente Brasil e Argentina. Tem restaurantes de alta gastronomia, cassinos e lojas de grifes famosas. Mas é frequentado também por meros mortais, como eu. E não deixa a desejar.

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A cidade é bem bonita e além das marcas de grifes, também tem lojas com artesanato local bem no centro da cidade. O porto também é um ótimo lugar pra ir, com vários bares em volta e fofos leões-marinhos, que se alimentam pertinho dos turista e muitas vezes sobem no cais. Mas tem que tomar cuidado, pois alguns podem morder.

Nas duas vezes que fui em Punta, não fiquei em hotel. Uma das vezes fui hóspede da amiga de um amigo, que nos emprestou a casa, e em outra aluguei um apartamento ótimo e bem localizado pelo Airbnb. Fiz um post um tempo atrás aqui.

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Vista do meu apê em Punta

Um dos pontos turísticos de Punta é La Mano, ou Los Dedos, uma escultura de cinco dedos que parecem estar emergindo da areia e fica localizada na Praia Brava. Tem sempre muito turista e, particularmente, não achei muita graça. Deve ser melhor pra tirar fotos de manhã bem cedo, antes de encher de gente em volta.

Fui conhecer o cassino do Hotel Conrad e até me deu vontade de jogar, mas acabei desistindo. Quem sabe um dia não jogo em Las Vegas? Ou Monte Carlo! De qualquer jeito foi interessante ver as pessoas apostando, bebendo e se divertindo. É um ótimo local people watching.

José Ignacio é um vilarejo que fica a 40 km de Punta e tem duas praias: Playa Mansa e Playa Brava. Nomes bem sugestivos, não? Fui na Brava e ela é linda e tem a água super gelada. Só tive coragem de molhar os pés. Almocei no Parador La Huella, um restaurante delicioso e super concorrido. Não vá sem fazer reserva ou vai ter que esperar, no mínimo, uma hora na fila. O Parador é bem bonito, estilo praia, com pratos deliciosos. Comi um peixe incrível lá. Fiz a reserva no site do restaurante. Calle de Los Cisnes, 20402 José Ignacio.

Outros ótimos restaurantes em Punta.

Virazón Puerto – Ambiente legal, é grande e espaçoso. O risoto que comi estava delicioso. Casa Los Barcos, Virazon, 20100.

Lo de Tere – Lugar super charmoso com um cardápio reduzido, mas ótimo.  Comi um raviole com a massa feita com tinta de lula e recheio de caranguejo, servido com molho de camarões e vinho branco. Divino! A carta de vinhos não deixa a desejar. Rambla del Puerto c/Calle 21.

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Meu prato no Lo de Tere

Um dos passeios mais disputados em punta del Leste é assistir ao por do sol na Casapueblo. Casapueblo é a antiga casa de verão do artista plástico e arquiteto uruguaio Carlos Páez Vilaró. Agora ela abriga um museu, uma galeria de arte e o Hotel Casapueblo. O lugar é escultural, diferente e lindo. Apesar de ser muito cheio de turistas, é emocionante assistir ao por do sol dali, ouvindo o poema “Ceremonia del Sol” recitado pelo próprio Vilaró. É uma experiência única!

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Casapueblo
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Por do Sol visto da Casapueblo

Outra cidade ótima de conhecer no Uruguai é Colonia del Sacramento. É pequena, romântica e super lindinha. Apesar do tamanho, tem museus, um farol com vista linda da cidade, porto de iates e ótimos restaurantes.

La Casa de Jorge Páez Vilaró Gallery & Restaurant – É um restaurante de família, pequeno, lindo e com obras do artista plástico Jorge Paez Vilaró (irmão do Carlos) nas paredes de pedra. A comida é uma delícia! O único porem é que não aceita cartão de crédito. Misiones de los Tapes 65, Barrio Historico.

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Obras do pintor Jorge Páez Vilaró no restaurante de mesmo nome

Outra opção ótima de restaurante é o Charco Bistro, que fica no El Charco Hotel. Comi picanha de cordeiro com molho pesto de pistache e quase lambi o prato, de tão bom! San Pedro 116.

Colonia del Sacramento foi fundada por portugueses e seu centro histórico, mais conhecido como Casco Histórico, foi tombado como Patrimônio Mundial Pela UNESCO. É uma delícia caminhar pelas ruas de pedra e chegar na Calle de los Suspiros, uma das mais famosas da cidade.

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Ruas de pedra de Colonia

De lá, é só ir ao farol, subir e apreciar a vista da cidade. O Paseo de San Gabriel fica cheio de gente ao entardecer para assistir a um por do sol de tirar o fôlego de tão lindo.

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De cima do farol você tem essa vista linda
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Precisa de legenda?

Em Colonia fiquei hospedada na Posada El Capullo, que fica pertinho do centro histórico. A pousada tem quartos amplos, piscina, jardins e aluguel de bicicletas. Você pode fazer reservas por aqui ou pelo Booking. 18 de Julio 219.

O Uruguai é um ótimo lugar pra passar férias fora do Brasil sem gastar muito. É aconchegante, seguro e o povo é bastante simpático. E dá pra se entender tranquilamente em portunhol. 😉