Londres – Dias 7 e 8

Eita que essa viagem não acaba mais!

Meu penúltimo dia de viagem foi o último de Adriana. Resolvemos tomar café da manhã em grande estilo e acabamos indo na Harrods novamente. Valeu à pena. Tomamos um café delicioso – com direito a chá – num dos muitos restaurantes da loja.

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Delícia! 

Voltamos para o hotel, onde minha amiga terminou de arrumar suas coisas e foi para o aeroporto. Aproveitei para passear pelo bairro de South Kensington, que é um bairro nobre da cidade, além de ser muito lindo. Ainda estou em dúvida se irei morar lá ou em Holland Park, quando for morar em Londres. 😉

Fui almoçar no Goat Tavern, o pub mais antigo do bairro. É daqueles pubs tradicionais super fofos e com a comida bem gostosinha. Adorei! Fica em 3A Kensington High St, Kensington, London W8 5NP.

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Foto do site Tripadvisor

Depois do almoço, andei mais um pouco pelo bairro e voltei ao hotel, onde fui me arrumar para assistir ao musical Striclity Balroom. Após o musical, fui jantar no Jamie’s Italian Picadilly, que ficava bem em frente ao teatro e fechou recentemente. :/

No meu último dia em Londres, a cidade amanheceu cinza e chuvosa. Parecia adivinhar minha partida iminente. Como só viajaria à noite, aproveitei para me despedir da cidade indo a dois museus muito interessantes.

O primeiro foi o Victoria & Albert Museum. Ele foi fundado em 1852 e é provavelmente o maior museu de arte decorativa e design do mundo. O espaço mostra móveis, decoração e vestuário muito antigos, desde 5000 anos atrás, até os tempos atuais. Frequentemente faz exibições de estilistas famosos. Foi minha primeira vez no museu e fiquei encantada com ele. Tem muitas roupas da rainha Vitória. Como ela era pequenina! A entrada é franca, a não ser que tenha alguma exibição especial. Esse museu incrível fica na Cromwell Rd, Knightsbridge, London SW7 2RL.

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Mostra da Dior no V & A. Foto do site apparelresources.com

De lá fui para o Museu de História Natural. Fica na mesma avenida do Victoria & Albert. O museu abriga cerca de 80 milhões de espécies de ciências naturais e da Terra, e tem seus itens divididos em cinco coleções: botânica, entomologia, mineralogia, paleontologia e zoologia. O prédio em si é lindo! Foi fundado em 1881 e projetado por Francis Fowke, o mesmo arquiteto que projetou o Royal Albert Hall.

Na hora que você entra se depara com o esqueleto gigante de uma baleia azul, que tem 25 metros de comprimento e 10 toneladas de peso!!! É impressionante! Eu estava tão absorvida em observar tudo que quase esqueci de tirar fotos, e as que tirei não ficaram lá essas coisas. Mas pode apostar que é um dos melhores museus da cidade. Estava lotado de crianças, já que é um tema caro a elas, além de ser bastante interativo. E é grátis! Fica na Cromwell Rd, South Kensington, London SW7 5BD.

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Fachada do museu. Foto da wikipedia

Voltei para o hotel  para esperar o motorista que me levaria ao aeroporto. Achei ótimo! Todos os motoristas falam português e você combina o preço através do Whatsapp. Londres Roberto Mollulo Transfer, telefone +44 7413-581875.

Londres, sua linda, até a próxima!

 

Londres – Dia 6

Londres fez dias lindos no outono de 2018. E nada melhor do que passear num parque, num dia bonito.

Dessa vez escolhemos o St James Park, que fica pertinho do Palácio de Buckingham. Ele é o mais antigo Parque Real de Londres e possui cerca de 23 hectares. Tem um lindo lago habitado por cisnes, patos e pelicanos. Além da Blue Bridge, que tem vista para o Palácio de Buckingham, Elizabeth Tower e London Eye.

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Outono é minha estação favorita
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Blue Bridge, com Palácio de Buckingham ao fundo

Depois de passearmos no parque, fomos em direção ao Shard, maior edifício da Europa, atualmente. Tínhamos uma mesa reservada no Aqua Shard, mas como chegamos cedo, resolvemos fazer hora na Science Gallery London. É uma galeria que mistura ciência e arte, geralmente com pesquisas realizadas na Kings College de Londres. Foi uma visita rápida, mas o pouco que vi, achei interessante. Tem um Café bem bonitinho que, pelo que soube, é muito bom. E o melhor, você não precisa pagar pra visitá-la. Fica na Great Maze Pond, London SE1 9GU, Reino Unido.

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The Shard

 

O restaurante Aqua Shard fica localizado no 31º andar do edifício Shard. É um restaurante e bar de comida contemporânea e tem vistas da cidade de tirar o fôlego. Nós tivemos sorte de estarmos em Londres na época do London Restaurant Festival, quando vários restaurantes preparam menus com preços especiais. Então nosso almoço com entrada, prato principal e sobremesa, mais um Bellini, saiu por 36 libras. Eu gostei bastante dos meus pratos, já a minha amiga disse que gostou mais da entrada e sobremesa. Caso você não queria almoçar ou jantar, você não precisa reservar. O bar, que fica no meio do restaurante, serve todo tipo de coquetel e tem garçons bem atenciosos. Já para almoço, jantar ou chá da tarde, é melhor fazer uma reserva. Escolha uma mesa perto das paredes de vidro. Você pode reservar aqui. O Aqua Shard fica no level 31, The Shard, 31 St Thomas St, London SE1 9RY, Reino Unido.

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Enquanto esperava a mesa ficar pronta, tomei esse drink no bar. Não lembro o nome, mas estava ótimo!
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Vista da Tower Bridge ❤

Saindo do almoço, resolvemos ir ao British Museum, ou Museu Britânico. Um dos museus mais importantes do mundo, o Museu Britânico foi fundado em 7 de Junho de 1753 e abriga mais de sete milhões de objetos de todos os continentes, que documentam a história da cultura humana, desde os seus primórdios, até os dias de hoje. Entre esses objetos está a Pedra da Roseta, um fragmento de uma estela (ou pedra erguida) de granodiorito do Antigo Egito, cujo texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios.

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Fachada do Museu Britânico

Esse museu é enorme e fica difícil conhecê-lo inteiro de uma só vez. Sou suspeita pra falar, porque adoro um museu. Esse vale muito à pena. E é de graça! Fica na Great Russell St, Bloomsbury, London WC1B 3DG, Reino Unido.

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Pedra de Roseta

Saímos do museu e fomos pra Covent Garden, para fazer umas comprinhas de última hora e passear por lá, que é um lugar super gostoso. Já com fome, resolvemos procurar o Jamie’s Italian, onde já tínhamos almoçado e gostado, e nos deparamos com o Giovanni’s of Covent Garden. Resolvemos entrar e a decisão foi acertadíssima. A comida estava deliciosa e o restaurante tem uma ótima carta de vinhos. O próprio Giovanni veio conversar com a gente e ele é uma simpatia. Além do restaurante ser uma graça, ele fica numa rua que já serviu de cenário para os filmes de Harry Potter e O Retorno Mary Poppins. Quando for em Londres, vá nesse restaurante sem medo de errar. 10 Goodwin’s Ct, Covent Garden, London WC2N 4LL, Reino Unido. Telefone  +44 20 7240 2877

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Adega do Giovanni’s
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Tava bom, viu!

Londres – Dia 5

No nosso quinta dia em Londres, o tempo estava ensolarado e com muito vento. Muito mesmo!

Depois do café da manhã fomos comprar ingressos para a Torre de Londres, ou The Tower, para os britânicos, que é um lugar fascinante, onde já foi fortaleza, prisão e moradia da realeza. Já fiz um post sobre a Torre aqui.

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Torre de Londres

Compramos os ingressos para a tarde e seguimos andando até a Tower Bridge. A construção da Tower Bridge iniciou em 21 de Junho de 1886 e foi inaugurada em 30 de Junho de 1894, oito ando depois. É uma ponte móvel e até hoje levanta suas básculas para dar passagem a embarcações que navegam pelo rio Tâmisa. A ponte foi projetada pelo arquiteto Sir Horace Jones, e mede 244 metros de comprimento e 42 metros de altura.

Você pode atravessar a Tower Bridge de uma lado a outro sem pagar nada, mas pode também visitar a Tower Bridge Exhibition, onde verá uma breve história da construção, além de atravessar a ponte por cima e ter uma bela vista da cidade. O ingresso para Tower Bridge Exhibition pode ser comprado aqui.

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A ponte mais linda do mundo.

Decidimos não subir na ponte, só atravessá-la, e fomos almoçar no restaurante The Ivy Tower Bridge. The Ivy é uma rede de restaurantes em Londres, queridinha de várias celebridades. Cada restaurante tem uma proposta. Tem os mais sofisticados, os mais charmosos, os mais casuais. O The Ivy Tower Bridge é casual e sofisticado ao mesmo tempo. E o melhor, a comida é ótima! Além da vista incrível que temos da bela Tower Bridge. Você pode reservar aqui, mas fomos sem reserva e foi super tranquilo. Fica em One Tower Bridge, Tower Bridge Rd, London SE1 2AA, Reino Unido.

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Brinde com vista

Depois do nosso delicioso almoço, aí sim, fomos visitar a Torre. Como eu disse anteriormente, já havia falado dela aqui.

De lá fomos a Fortnum & Mason, uma loja de departamentos de luxo que foi fundada em 1707 por William Fortnum e Hugh Mason. Nós fomos lá pra tomar o famoso afternoon tea, ou chá da tarde, mas é um divertimento passear pelos diversos departamentos da loja observando as louças, todos os tipos de chá, biscoito, as lindas hampers (cestas para picnic) e várias outras coisas.

A loja é belíssima e possui o Royal Warrant, certificado que é dado pela rainha Elizabeth II, pelo príncipe Phillip ou pelo príncipe Charles a lojas selecionadas. Este selo garante que o estabelecimento possui confiança real. Mesmo que você não vá comer ou comprar nada, vale à pena dar uma olhada. A rainha manda comprar seus chás e acompanhamentos lá.

Nós tomamos chá no Diamond Jubilee Tea Salon, reinaugurado em 2012 pela própria Rainha Elizabeth e as Duquesas de Cambridge (Kate Middleton) e Cornwall (Camilla Parker-Bowles).

Esse salão é lindo e o ambiente é agradabilíssimo, com um músico tocando lindas canções no piano. Além disso, o chá é delicioso. Escolhi o Vanilla Nougath e tomei umas quatro xícaras. É chá que não acaba mais. Ele vem acompanhado de finger sandwichs (sanduíches fininhos feitos com pepino, queijo, presunto, cenoura), scones (uma espécie de pãozinho feito de trigo, cevada ou aveia) e vários doces. Além de geléia, manteiga, requeijão cremoso. É tudo muito gostoso, e você ainda pode acrescentar uma (ou mais) taça de champanhe, que foi o que fiz. Todos os sanduíches, scones e docinhos podem ser repostos. É só você pedir. O chá completo (sem o champanhe) custa 55 libras e você pode reservar aqui. O endereço principal é 81 Piccadilly, pertinho de Picadilly Circus.

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Relógio maravilhoso na fachada da Fortnum & Mason

 

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Quero essa louça pra mim!!!

Da Fortnum & Mason seguimos para o teatro para assistirmos ao musical Motown. O musical foi cancelado em abril, por isso não vou deixar detalhes aqui. Mas sempre que for a Londres vá assistir a algum musical ou peça. É sempre muito bom.

Abaixo mais algumas fotos.

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O prédio arrendondado da esquerda é a prefeitura de Londres e o pontudo é o Shard, o edifício mais alto da Europa
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The Tower, vista do outro lado da ponte

 

Londres – Dia 4

E vamos continuar nosso passeio por Londres, essa cidade linda!

Fez outro dia de sol e estava até calor. Resolvemos começar nosso dia com um autêntico café da manhã inglês. Na verdade foi quase um brunch, porque já passava das dez horas da manhã. Eu prefiro o café da manhã brasileiro, com frutas, café e um pãozinho, ou mesmo uma omelete ou ovos beneditinos. Pra mim café da manhã sempre tem que ter ao menos uma fruta. O café da manhã inglês é praticamente um almoço.

No geral, o Full English Breakfast consiste de: ovos fritos,  bacon, tomates, cogumelos, feijões assados ou cozidos com molho de tomate, linguiça e torrada. Às vezes varia, mas é basicamente isso. Não lembro o nome do pub que tomei meu café da manhã britânico, mas sei que ele fica em frente à South Kensington Station, na Thurloe Street. Achei bom, como experiência. Estava tudo gostoso, mas nem pensar em trocar minhas frutas por esse bando de gordices. Fora que feijão com molho de tomate é meio esquisito.

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My Full English Breakfast

O dia ensolarado estava propício para ficarmos outdoors, então resolvemos visitar o Kensington Gardens, um dos Parques Reais de Londres. Originalmente, ele fazia parte do Hyde Park, o maior parque da cidade, até que no final do século 17 o rei William III comprou uma pequena parte do terreno e mandou construir o Palácio de Kensington, onde hoje moram o Duque e a Duquesa de Cambridge e seus filhotes fofos.

O Kensington Gardens tem várias atrações como os Memoriais do Príncipe Albert e da Princesa Diana, a estátua de bronze do Peter Pan e a casa de chá, Orangery, antigamente, uma estufa. O lugar é ótimo para passear, fazer ciclismo, pic nic ou simplesmente sentar num banco ou na grama e observar as pessoas, cisnes e esquilos. Programa delicioso!

De lá fomos a Westminster, onde fica a famosa Westiminster Abbey, o Parlamento Inglês, a Elizabeth Tower, com o Big Ben (a torre do relógio mais famoso do mundo está em reforma até meados de 2021) e a London Eye, a roda gigante mais alta da Europa, com 135 m. Nas outras três vezes que estive em Londres, dei uma volta na London Eye, mas dessa vez resolvi passar. Porém, garanto que é um passeio muito legal. A vista é incrível!

Fomos almoçar no pub The Red Lion, uma antiga taberna medieval e agora um pub belíssimo com ares vitorianos. Como fica muito perto do Parlamento e da Downing Street, é fácil encontrar políticos por ali. O primeiro ministro inglês Winston Churchill gostava de ir lá, tomar uns drinques, e o escritor Charles Dickens era um assíduo frequentador.

Apesar de ser quase 3 horas da tarde (ou por causa disso), o pub estava lotado. Conseguimos uma mesa por pura sorte. Aliás, sempre demos sorte em pubs lotados. 😉 A comida é simples e deliciosa, a cerveja estava numa temperatura ótima, enfim, adorei ter conhecido o pub, que junto ao The Churchill Arms, se tornou meu preferido na cidade. Ah! E o The Red Lion tem um bar no subsolo, que também serve almoço e você pode reservar para algum evento especial. O The Red Lion fica em 48 Parliament St, Westminster, London SW1A 2NH, Reino Unido e fica aberto até às 23h.

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Foto do site oficial
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Passeio por Westminster com a London Eye ao fundo

Depois do almoço, saímos andando pela cidade, paramos num livraria, onde comprei meu exemplar de Lethal White, que estava ansiosa pra ler, e fomos parar no Tate Modern.

O Tate Modern é o museu de arte moderna mais importante de Londres (e um dos mais importantes do mundo) e fica na antiga central elétrica de Bankside, às margens do Tâmisa. Tem obras permanentes de Pablo Picasso, Andy Warhol e Salvador Dalí. É o segundo museu mais visitado de Londres, perdendo apenas para o Museu Britânico, e o melhor: é de graça! Você só paga se tiver alguma exibição ocasional de algum artista, e mesmo assim, algumas são grátis. O museu fica aberto de domingo a quinta-feira das 10 até às 18h e sextas e sábados, das 10 às 22h. Bankside, London SE1 9TG, Reino Unido.

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Tate Modern
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A escultura Love, de Robert Indiana, foi dar um passeio em Londres

Do museu, atravessamos a Millennium Bridge, uma ponte suspensa para pedestres que foi inaugurada em 2000, para comemorar a entrada do milênio. Ela sai direto na Catedral de São Paulo.

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Catedral de São Paulo

A igreja já estava fechada, então não conseguimos visitá-la por dentro. Você pode comprar o ingresso e visitar a igreja com direito a subir na cúpula e descer até a cripta, onde estão os restos mortais de várias personalidades, como Winston Churchill. O ingresso custa 17 libras, mas se você quiser só olhar a igreja por dentro, basta ir no horário da missa, que não precisa pagar nada. Os tickets você pode comprar aqui. A catedral está aberta à visitação de segunda a sábado das 8:30 até as 16h. St. Paul’s Churchyard, London EC4M 8AD, Reino Unido.

De lá, já cansadas e com fome (e depois de ter queimado a língua com o café mais quente do mundo) fomos procurar um lugar pra jantar. Nos foi sugerido o Angus Stakehouse, um restaurante de carnes com quatro endereços em Londres. Foi uma ótima pedida. A carne é tenra, macia e o acompanhamento não deixou a desejar. Recomendo!

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Carne macia e saborosa!

Abaixo, mais algumas fotos.

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Sombra bem vinda
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Fazer nada é tão bom…
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Encontrei um amiguinho. Fofura!

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Bournemouth

Quando programamos a viagem para a França e Inglaterra, minha amiga atleta Adrianinha catou logo uma corrida pra encaixar no roteiro. Eu nunca tinha ouvido falar sobre Bournemouth, até ela dizer que iria correr uma meia maratona lá e que pra isso passaríamos dois dias na cidade.

Bournemouth é uma cidade litorânea e um dos principais destinos de verão na Inglaterra. Com cerca de 168.000 habitantes, é a cidade mais populosa da região de Dorset, no sul do país. Fica a 2h de carro e 1:55 de trem de Londres. Diferente da maioria das cidades litorâneas inglesas, cujas praias são de pedrinhas, Bournemouth tem 12 km de praia de areia branquinha e é o paraíso dos surfistas.

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Praia de Bournemouth num dia muito chuvoso

Nós saímos de Rye depois do almoço e chegamos em Bournemouth mais ou menos às cinco da tarde, já que tivemos que fazer várias baldeações. Saindo de Londres têm trens direto. Ficamos hospedadas no The Elstead Hotel, um três estrelas com quarto bem espaçoso e ótimo custo/benefício. 12-14 Knyveton Rd, Christchurch, Bournemouth BH1 3QP.

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Vista do quarto do hotel, na hora de ir embora, quando o sol resolveu aparecer

Ainda não tínhamos comido o famoso fish’n’chips inglês nessa viagem, então procuramos um que fosse bem recomendado e achamos o Chez Fred. Não deixou nada a desejar. O restaurante é simples e arrumadinho, o atendimento é ótimo e a comida muito boa. Peixe e fritas sequinhos e aquele purê de ervilhas, que não é bem um purê, mas que é delicioso. O restaurante fica bem cheio e tivemos que esperar um pouco, mas é aquele esquema. Come, paga e vai embora. 10 Seamoor Rd, Bournemouth BH4 9AN.

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Hummmm…

Além das praias, Bournemouth tem muita área verde. Os jardins são divididos entre Upper, Central e Lower Gardens e têm, além de muito verde, quadras de tênis, parque infantil e muitas flores. Nossa ideia era visitar os parques e o píer da cidade, mas São Pedro resolveu não colaborar. Fez frio e teve muita chuva e muito vento. Então nossa programação foi toda indoors.

Raramente fico num hotel com café da manhã. Prefiro explorar os cafés das cidades, e em Bournemouth não foi diferente. Fomos no The Cozy Club e foi uma decisão acertadíssima. O lugar, que também serve almoço e jantar e funciona como bar, é super espaçoso, com uma decoração bem bonita e garçons atenciosos (aprendam, franceses). E a comida é ótima! Não sabia que a mistura de ovo com abacate podia ser tão boa. Fica na 34 Old Christchurch Rd, Bournemouth BH1 1LG.

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The Cosy Club. Bem gracinha
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Café da manhã de Adriana
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Meu café da manhã, com ovo e abacate.

Fomos passear no centro da cidade, que é uma gracinha, com sua arquitetura vitoriana. Mas chovia muito. Sabe aquela chuva de vento, super fria? Tive que entrar numa loja pra comprar um guarda-chuva. Do centro fomos ao parque porque Adriana precisava pegar o kit da corrida. O pouco que vi, achei bem bonito e adoraria ter explorado mais, mas não deu.

Fomos almoçar no Koh Thai, um restaurante tailandês com comida incrivelmente boa. Pra quem gosta de um prato apimentado, a comida tailandesa é perfeita. O restaurante estava quase vazio, mas soube que enche bastante à noite. É bem bonito, sofisticado e não é baratinho, mas também não é tão caro a ponto de você precisar deixar uma córnea por lá. Fica na Daimler House, Poole Hill, Bournemouth BH2 5PS.

À tarde fomos visitar o Russell-Cotes Art Gallery & Museum, sem dúvida, o lugar que mais gostei na cidade. Sou suspeita pra falar, porque adoro um museu, mas o Russell-Cotes é bem bacana mesmo. Em 1897 Sir Merton Russell-Cotes contratou o arquiteto John Frederick Forgety, para construir uma casa para sua esposa, Lady Annie. A casa tem estilo art nouveau, a decoração é linda e ainda tem um belo jardim. Em 1907, Lady Annie doou a casa e suas obras de arte à cidade. Os Russell-Cotes adoravam viajar e sempre traziam arte de outros continentes, como África e Ásia, além de terem várias obras contemporâneas de artistas do final do século 19 e início do século 20.

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Fachada do museu

Além das obras de arte, a casa é um show à parte. A decoração é belíssima. Eu quis levar as cristaleiras todas pra casa. ❤ Talvez se não tivesse chovido tanto eu não tivesse conhecido essa pequena joia. Então, valeu São Pedro! Fica na Promenade East Cliff, Bournemouth BH1 3AA.

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Todos os móveis do museu são lindos assim
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Outono em Bournemouth

Rye – Inglaterra

Eu sempre gostei de história medieval e de ler e assistir a séries e filmes de época. Então, quando planejamos a viagem para França e Inglaterra, resolvi incluir Rye no roteiro. Desde que ouvi falar nela, e em sua famosa pousada, a Mermaid Inn, tive curiosidade em conhecer.

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Mermaid Street

Rye é uma pequena cidade localizada em East Sussex, na Inglaterra, bem pertinho do Canal da Mancha, e fica a dois quilômetros do mar aberto. Não cheguei a ir até a praia, mas a vi do alto. A cidade fica a cerca de 100 km de Londres e você chega lá de trem ou carro. Como cheguei de Paris de trem, logo em seguida já peguei outro para Rye. O bom foi que nem saímos da estação. Chegamos na London St Pancras International e de lá pegamos um trem para a estação Ashford International. Rye é muito pequena e não há um trem direto pra lá. De Ashford pegamos um outro para Rye. A estação fica bem no centro da cidade.

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Centrinho de Rye

Rye é um encanto de cidade. Passeando por lá você se sente dentro de um livro de Jane Austen ou num episódio de Downton Abbey. E não precisa de muito tempo para explorar a cidade, já que ela é bem pequena. Tem cerca de 5000 habitantes.

Fomos andando pra pousada, que fica bem pertinho da estação, e logo de cara já dá para se encantar por ela. Imagine ficar hospedada numa pousada do século XV! O Brasil nem existia ainda. Mas falo da pousada depois.

Depois de nos instalarmos fomos explorar a cidade. Bem pertinho da Mermaid Inn tem um café super fofo chamado The Cobbles Tea Room. Ele foi construido em 1826 e tem bolos deliciosos. Escolhi o victoria cake, que é um bolo feito com manteiga e geleia de morango e, apesar das várias calorias (ou por causa disso), é super gostoso. Fica na 1 Hylands Yard, Off The Mint.

De lá fomos para o Castelo de Rye, também conhecido como Ypres Tower. Ele foi construído no século XIII, para defender a cidade dos ataques constantes dos franceses e é bem pequeno. Dá pra ver tudo em, no máximo, uma hora. Mesmo assim vale à pena, principalmente quando você sobe até a varanda do castelo, de onde você tem uma vista da cidade.

Mas a vista do castelo não é a mais bonita. A melhor é a da igreja anglicana Church of St. Mary. Durante os meses de abril a outubro você pode subir na torre e ter as vistas mais lindas da cidade. Do alto você percebe como Rye é encantadora! Dá pra ver o mar, o rio e as colinas. Do lado de fora da igreja fica a Church Square, um lugar cheio de árvores e diversas sepulturas. E há sepulturas muito, muito antigas. Você se sente dentro de uma história medieval. Achei o lugar lindo!

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Vista da torre da igreja
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Outro ângulo
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Me sentindo em Downton Abbey

A cidade é cheia de antiquários e lojinhas fofas que vende cerâmica local. Dá pra comprar uns presentinhos legais. Eu comprei uns sabonetes artesanais lindinhos. E cheirosos. Rye é uma cidade para ser explorada devagar. Existem várias casas que não possuem números, mas nomes. Tem várias casinhas da era eduardiana, com seus tijolinhos vermelhos e casas bem mais antigas, da era Tudor, brancas, com vigas de madeiras escuras. Lembrei muito da série Emma.

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Quero morar aqui!

Como havíamos acordado muito cedo pra viajar, resolvemos voltar pra pousada por volta das 6 da tarde para descansarmos um pouco. Quando acordamos já era quase 10 da noite e saímos pra jantar. Eu disse que Rye é uma cidade bem pequena. As cozinhas dos restaurantes estavam TODAS fechadas. Na pousada só estavam servindo bebidas, não havia nem mesmo um tira-gosto. Saímos pela cidade à procura de um restaurante, um café, um supermercado e tudo fechado. Acabamos encontrando um que ainda estava fechando, o Tuscan Rye, e explicamos pra dona que havíamos dormido e não sabíamos que os restaurantes fechavam tão cedo. Ela se apiedou da nossa cara de fome e resolveu falar com o marido, que era o Chef, pra ver se ele não podia preparar algo pra gente. Ele então fez uma carne suculenta com queijo e ervas finas e que comemos na companhia de um delicioso vinho. E ainda teve sorvete de pera de sobremesa. Eles foram muito gentis conosco. Além da comida ter sido aprovada, o restaurante é bem legal, com móveis rústicos de madeira escura e atmosfera aconchegante. Fica na 8 Lion St.

The Mermaid Inn

Essa pousada pra lá de graciosa, foi reconstruída em 1420, mas tem celas datadas de 1156, inclusive a adega é do século XII. Ela tem um restaurante premiado que serve comida britânica e francesa, um bar que possui uma passagem secreta (sério!), 31 quartos e estacionamento para 25 carros. O café da manhã é bem nutritivo. Servem frutas, sucos, iogurtes, porridge (uma espécie de mingau), ovos e torradas. Tudo bem gostoso. E o melhor, tem um staff super atencioso. Glenn foi nosso anjo da guarda em Rye.

Mas o mais incrível é que a pousada tem a reputação de ser assombrada. No século XVI, o bar era frequentado por contrabandistas de lã de ovelha e, supostamente tem passagens subterrâneas conectando a vários outros lugares da cidade. A decoração é rústica e apresenta uma grande viga de madeira suportada por pilares de pedra. E tem uma lareira grande e acolhedora.

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Imagina tomar vinho aqui nas noites de inverno

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Talvez a fama de assombrada seja por causa dessa gang de contrabandistas. Há vários relatos de ruídos inexplicáveis, cadeiras que balançam sozinhas, um homem que atravessa a porta do quarto 10 (não foi o meu) e uma dama de branco que aparece por lá de vez em quando. Particularmente não vi nada e passei uma noite bem tranquila na minha cama confortável.

The Mermaid Inn fica na Mermaid St, Rye TN31 7EY e você pode reservar um quarto aqui.

Quando você for na Inglaterra, reserve uma noite em Rye e se encante com a cidade e a pousada. Caso você não tenha medo de fantasmas.

Mais fotos da cidade abaixo.

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Paris – Dia 4

No nosso último dia em Paris, fomos de novo passear pela cidade. Algumas pessoas já haviam me perguntado quando veriam fotos da famosa torre Eiffel. Então resolvemos tirar fotos com o maior (e mais lindo) clichê de Paris.

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Torre Eiffel

Tem muita coisa para se fazer em volta da Torre Eiffel. Um piquenique deve ser delicioso por ali. Uma das coisas mais legais perto da torre é o carrossel de Paris. Ótimo pra quem vai com crianças. Ou se você como eu, adora um carrossel, aproveite pra dar uma voltinha. Foi o que eu e minha amiga fizemos. Não andava de carrossel desde o século passado e paguei feliz 2,50 euros por um passeio nele. Que bom voltar a ser criança!

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Depois do carrossel, tiramos várias fotos da torre e em volta dela. Eu e Adriana já havíamos subido nela antes e não vimos necessidade de subir de novo. Ainda mais que, novamente o tempo não ajudou. Estava bem nublado e um ventinho frio soprava de vez em quando.

Uma das coisas que eu queria fazer dessa vez era ir ao Museu d’Orsey. O prédio em si já é incrivelmente lindo. Fica às margens do Sena e era originalmente uma estação ferroviária, a Gare du Quai d’Orsay. Foi inaugurado em 1898, a tempo da Exposição Universal de 1900. O projeto foi do arquiteto Victor Laloux. Além de estação ferroviária, também serviu de correio durante a Segunda Grande Guerra. A estação foi fechada em 1973 e em 1977 o governo resolveu transformá-la em museu, sendo inaugurado em 1º de dezembro de 1986, pelo então presidente François Mitterrand.

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Relógio do Museu d’Orsey

O prédio é belíssimo e abriga obras de artistas ocidentais do período entre 1848 a 1914. Lá você pode ver Cezanne, Degas, Gauguin, entre outros, além do meu preferido da vida, Vincent Van Ghog. Se um dia eu ganhar muito, muito dinheiro, quero ter nem que seja um desenho dele.

Geralmente há também exposições temporárias de outros artistas. Nesse dia tinha uma das fases rosa e azul de Picasso. O d’Orsey fecha às segundas e você pode comprar os ingressos aqui.

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Selfie com uma amiga

O tempo nublado deu uma melhorada e fomos passear no Jardim de Luxemburgo. Paris tem dois grandes jardins: o Tuleries e o Luxemburgo. Ambos são lindos, mas acho o Jardim de Luxemburgo mais bonito ainda. No lindo Palácio de Luxemburgo, dentro do parque, fica o senado da França.

O Jardim de Luxemburgo parece um museu a céu aberto. São dezenas de esculturas espalhadas pelo parque, a linda Fontaine Médicis, além de teatro de fantoches, lagos, pomar e restaurante. Os jardins são belíssimos, cheios de flores coloridas. Dá pra passar a tarde inteira sentada num banquinho ou cadeira, observando as crianças brincarem com barquinhos no lago e adultos jogando xadrez. Um programa grátis e imperdível em Paris.

De lá fomos conhecer a charmosa Ile Saint Louis, onde caminhamos e tomamos um delicioso sorvete na Maison Berthillon, considerado por muitos o melhor sorvete de Paris. Achei bem gostoso, mas em minha humilde opinião existem sorveterias bem melhores no Brasil. O endereço da sorveteria é 29-31 rue saint Louis en l’ile 75004, Paris.

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Depois disso fomos andando (a gente anda, viu!) até o Centre Georges Pompidou, onde está incrível museu de arte moderna de Paris. Além do museu, o Pompidou abriga um centro de pesquisa musical e acústica e uma biblioteca pública. E mesmo que você não goste de arte moderna, vale à pena ao menos ver o Centro por fora. Ele tem a arquitetura bem diferente da maioria dos prédios parisienses, com seus canos, tubos de ar, escadas coloridas e elevadores, localizados na parte exterior do edifício.

O edifício tem seis andares e no quarto e no quinto se encontram as exposições permanentes, com obras de Matisse, Picasso, Miró e Kandinsky. Vale à pena dar uma olhada. Você pode comprar ingressos ( e outros passeios) aqui.

Saindo do Centro, fomos até a avenida de Champs-Elysées, a rua mais famosa de Paris e considerada a mais bonita do mundo. Adriana queria passar na loja da Disney por causa de uma encomenda e eu por pouco, não compro um Bisonho, o burrinho fofo da turma do ursinho Pooh. Coisa mais linda!

De lá, já com fome, jantamos no restaurante Café di Roma, uma opção boa e barata em Paris. E os pratos são bem servidos. Meu penne com camarão estava ótimo. 35 Av. des Champs-Élysées, 75008 Paris.

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Meu jantar no Cafè di Roma

Caminhamos a avenida toda depois do jantar e voltamos para o hotel, pra arrumarmos as malas e seguirmos para minha Inglaterra querida. Au revoir, Paris! À bientot.

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Os telhados de Paris
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Ili de Saint Louis
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Capela Sorbonne