Munique

No dia em que fomos embora de Berlim, estava chovendo muito, muito mesmo. Saímos umas seis da manhã do hotel (ainda estava escuro) e pegamos um táxi até a Berlin Hauptbahnhof (Estação Central de Berlim), onde encontramos Adrianinha e Isaura. Tomamos café por lá mesmo e partimos para Munique.

Há vários trens saindo de Berlim para Munique. O primeiro sai às 6 da manhã e o último sai aproximadamente às 15:40. Durante esse período os trens saem de hora em hora e, no horários de pico, até dois por hora. Compramos as passagens pela internet aqui.

A viagem dura cerca de quatro horas e meia e, pra variar, chegamos em Munique debaixo de chuva. Pegamos um táxi direto pro Mercure Hotel Muenchen Neuperlach Sued, um três estrelas que fica a uns 10 km da Marienplatz, praça principal de Munique, mas há quatro minutos a pé da estação de U-Bahn Therese-Giehse-Allee, com trens que atravessam toda cidade. O hotel é moderno, com quartos com wi-fi gratuito, TV, frigobar e utensílios para fazer chá e café. Um bom custo/benefício. Fica na Rudolf-Vogel-Bogen 3, 81739 München, telefone +49 89 638000.

Munique é a capital da Bavária e tem cerca de 1,472 milhão de habitantes (dados de 2019). É uma cidade que une o antigo e o moderno e vai muito além da Oktoberfest, sua festa mais famosa.

Ela ainda conserva alguns portões da antiga cidade murada, como o Karlstor, um dos mais antigos da cidade.

Karlstor, um dos mais antigos portões de Munique

A praça mais famosa de Munique é a Marienplatz, que tem sido o coração geográfico e cultural da cidade desde 1158. O local é a casa de prédios importantes, como as prefeituras velha e nova.

Mais parecida com um castelo de contos de fada, a antiga prefeitura de Munique (Altes Rathaus) tem estado no coração da capital bávara por mais de 700 anos.

Prefeitura Velha. Fofa, não?

A prefeitura nova (Neues Rathaus) foi construída entre 1867 e 1908 num impressionante estilo neo-gótico e é um dos prédios mais emblemáticos da cidade. É na torre da prefeitura que o Glockenspiel, um relógio quase da idade do Brasil, ganha vida, encenando uma dança e uma luta, sempre às 11 h da manhã e também às 12 e 17 h no verão.

A imponente prefeitura nova. Foto tirada em noite de chuva. 😦

Um lugar interessante também é a Frauenkirshe, a catedral de Munique. Construída no topo de uma igreja românica que remonta ao século 12, a catedral de estilo gótico foi concluída em 1488, com as cúpulas coroando suas torres em 1525. Há uma lenda interessante sobre a catedral. O arquiteto Jorg von Halspach precisava de fundos para a construção da igreja e resolveu fazer uma barganha com o Diabo. O Diabo bancaria a construção sob a condição de que fosse uma celebração na escuridão, sem janelas para deixar entrar a luz. Pronta a igreja, o arquiteto chamou o Diabo pra ver sua obra. Ele entrou até certo ponto e não viu janelas, mesmo tendo luz no prédio. Ficou satisfeito até dar o próximo passo, quando viu várias janelas nas laterais da igreja. Ficou puto com isso e bateu o pé, deixando assim sua marca na catedral. Há uma pegada bem antiga na entrada da igreja com um pé com uma espécie de esporão. Será?

Não dá pra ver as janelas daqui
A pegada do Diabo

Acabei não indo a nenhum museu em Munique, o que achei uma pena, mas tínhamos só três dias na cidade. Um deles foi dedicado ao Oktoberfest e o outro a Füssen, para visitar o Castelo de Neuschwanstein. Um bom motivo pra voltar.

Munique tem ótimos restaurantes e destaquei alguns aqui.

Ratskeller – Esse restaurante é incrível e fica nos porões da prefeitura. Ele é gigante, tem 15 ambientes e pode acomodar até 1100 pessoas. Nunca vi um restaurante tão grande! Em cada ambiente a decoração é diferente, variando da mais romântica a mais requintada. E a comida é bem gostosa. Acabei não tirando fotos lá dentro porque fomos jantar lá depois de um dia na Oktoberfest (estava cansada e ligeiramente embriagada de cerveja) e porque fiquei chateada em perder uma echarpe que eu adorava no restaurante e quem achou não levou nos Achados e Perdidos. Porém garanto que vale à pena conhecer. O endereço é Marienplatz 8, 80331 München.

Rischart – É uma confeitaria bastante famosa na cidade e com vários endereços. Tem doces de todos os tipos e um café da manhã delicioso. Fomos na que fica em Neuhauser Str. 2, 80331 München.

Café da manhã muito gostoso na Rischart

Zum Spöckmeier – É um restaurante típico alemão, com garçons atenciosos e pratos variados. Comi um joelho de porco muito bom, embora enorme. Vale à pena conhecer. Rosenstraße 9, 80331 München.

Meu joelhinho de porco
Apfelstrudel, a famosa (e incrível) torta de maçã alemã

La Vida – restaurante aconchegante que serve comida italiana e espanhola pra desenjoar da comida alemã. Sendlinger Str. 28, 80331 München.

No La Vida, vinho antes da comida chegar.

Berlim – Dia 3

No nosso terceiro e último dia e Berlim, choveu pra caramba. Eu nunca havia pegado tanta chuva numa viagem antes. Adorei a viagem, claro, mas preferia que tivesse sido um pouco mais seca.

Tomamos café da manhã no Dean & David, novamente. Lugar agradável e comida saudável e gostosa. Num dia de chuva, pra que procurar outro? De lá fomos na loja do Ampelmann. Sabe o que significa? Simplesmente homem do semáforo. Aqueles bonequinhos icônicos nos semáforos de Berlim são tão queridos que têm até loja. São seis espalhadas pela cidade.

Depois da construção do muro de Berlim, o psicólogo de tráfego, Karl Peglau, resolveu criar uma figura mais divertida para os semáforos. Desde cedo, as crianças aprendiam a se comportar no trânsito e o Ampelmann era uma forma lúdica de ensinar isso aos pequenos. Ele ficou tão querido que, mesmo depois da queda do muro, a imprensa, junto com o povo berlinense, se mobilizou para a volta dos fofos homenzinhos, já que eles já tinham começado a ser substituídos pelos semáforos oficiais da Europa.

Hoje as lojas vendem todo tipo de produto com os Ampelmann (não sei como é o plural). E também as meninas do semáforo. Tem imã de geladeira (comprei um homenzinho andando e uma menina parada), camisetas, borrachas, lápis, guarda-chuva, mochilas, toalhas, roupinhas de bebê, além das balinhas que ficam numa bandeja na loja pra quem quiser pegar.

Os homenzinhos
As menininhas

Como a chuva havia dado uma pequena trégua, saímos da loja e fomos até a Alexanderplatz, onde tem um dos mais queridos símbolos de Berlim, o Relógio do Horário Mundial. Tombado desde 2015 pelo patrimônio histórico, o relógio é um dos pontos mais visitados pelos turistas.

Ele foi construído em 1969, ainda na Alemanha Oriental, e marca a hora de 146 países. Não deixa de ser irônico, já que a Alemanha Oriental queria isolar as pessoas do resto do mundo e ali mostrava justamente que horas seriam em vários países do mundo. O relógio funciona perfeitamente até hoje. Na verdade, até melhor, já que depois da queda do muro foram feitos ajustes em alguns fusos horários que estavam errados, além de terem acrescentado outros países. Foi uma das coisas mais interessantes que vi na cidade.

Duas da tarde em Berlim, Sete da noite em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

De lá fomos ver a East Side Gallery, os grafites do Muro de Berlim. Dos mais de 140 km de comprimento, a East Side tem a maior seção do muro ainda de pé. São 1,3 km de muro grafitado seguindo as margens do rio Spree. Era outro lugar que eu estava ansiosa para ver. Existem cerca de 106 murais pintados por vários artistas ao longo do muro. É muito interessante e o que era antes um muro opressor, passou a expressar a liberdade do povo.

Essa cena entre o líder soviético Leonid Brezhnev e o presidente comunista alemão Erich Honecker realmente aconteceu.

Desde que cheguei a Berlim estava com vontade de comer o currywurst, salsicha temperada com ketchup ao curry, mas ainda não tinha tido a oportunidade. Adoro experimentar comidas tipicas quando viajo. Fomos ao Spreewirtschaft Restaurant, que fica pertinho da East Side Gallery. Matei meu desejo e realmente achei o prato muito gostoso. Adoro comida apimentada! Claro que foi acompanhado de um belo copo de cerveja alemã. O Spreewirtschaft Restaurant fica em Mühlenstraße 13-19, 10243 Berlim.

Isso é muito bom, viu?

Depois de devidamente alimentadas, fomos ao Reishtag, o parlamento alemão. O prédio tem um estilo clássico, lembrando a Catedral de Berlim, mas com uma cúpula bem moderna. A construção do edifício foi finalizada em 1894 e desde então foi vítima de um incêndio suspeito em 1933, além de ter sido destruído durante a Segunda Guerra. Muito se debateu sobre sua derrubada ou reconstrução até que, em 1956, optaram por reconstruí-lo, mas sem sua cúpula original. A cúpula atual tem 23,5 metros de altura e é toda revestida de vidro, com espelhos que refletem a luz solar, que proporcionam luz natural no interior do prédio.

Na parte interna tem um caminho em espiral, de onde você pode ver o plenário do parlamento, e vai até o topo, mostrando belos ângulos da cidade. Você pode visitar a cúpula de graça, mas a visita tem que ser previamente agendada aqui.

Estava chovendo (pra variar) e as imagens do lado de fora do parlamento ficaram bem ruins

Encerramos o dia no restaurante Mama Trattoria Berlin Mitte, um italiano delicioso que fica pertinho do Portão de Brandemburgo. Pariser Platz 6a, 10117 Berlin.

Berlim – Dia 2

No nosso segundo dia em Berlim, o tempo amanheceu um pouco melhor. Teve um pouco de sol, intercalado com vento e uma chuvinha fina.

Tomamos um café da manhã tardio no Dean & David, uma rede de restaurantes que serve sanduíches naturais, wraps e saladas, além de sucos, café e chá. É bem gostoso e tudo é bem servido. Tem vários endereços em Berlim.

Outono em Berlim

Resolvemos começar o passeio do dia pela Berliner Dom, o Catedral de Berlim, a mais linda e imponente igreja da cidade. Ela é realmente impressionante. A catedral fica na Ilha dos Museus, às margens do rio Spree e tem 114 metros de comprimento e 116 de altura. É linda por dentro e por fora.

A catedral é uma igreja protestante luterana e foi construída entre 1894 e 1905, em cima dos alicerces de outra catedral de 1747. Ela foi projetada em estilo barroco, com influência do renascimento italiano. Na Segunda Guerra Mundial, foi atingida por uma bomba de líquidos inflamáveis durante um ataque aéreo e ficou seriamente danificada. Depois da divisão de Berlim, a Berliner Dom ficou do lado oriental e só começou a ser restaurada em 1975, sendo concluída apenas em 2002, devido aos altos custos da restauração.

Linda que só! A igreja. 😉

O altar da catedral, com mármore branco e ônix amarelo, se destaca, assim como o magnifico órgão de transmissão pneumática.

Olha o tamanho desse órgão maravilhoso!

No sótão da igreja tem a Cripta dos Hohenzollern, que guardam os sarcófagos da família Hohenzollern, com mais de 90 túmulos dos membros da família imperial falecidos desde o final do século XVI até o início do século XX. É um lugar impressionante e vale à pena ser visitado.

Mas o melhor da catedral é sua cúpula, onde você pode subir e apreciar Berlim do alto. São 270 degraus. Cansa, mas vale à pena.

Um dos poucos dias sem chuva na Alemanha
Em cima, tem essas belas estátuas

A Berliner Dom fica em Am Lustgarten, 10178 Berlim.

De lá fomos à Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche, ou Igreja Memorial Imperador Wilhelm, que foi quase toda destruída na Segunda Guerra. Ela não foi restaurada para lembrar a destruição causada pela guerra, se tornando um símbolo da inconsequência das guerras.

Era uma igreja bem grande. Tinha 5 torres, mas só sobrou uma delas, e mesmo assim bem detonada. O interior era decorado por belos mosaicos, que ainda podem ser vistos e admirados.

Uma nova igreja foi construída ao lado da antiga, bem mais moderna, com suas formas geométricas. Ela tem forma hectagonal, a torre do sino é hexagonal e as paredes são compostas por mais de 20.000 pedaços de vidro em lindos tons de azul. É um lugar que transmite muita paz.

Dá pra perceber que era linda, não?
o interior da nova igreja

De lá nós fomos conhecer o lugar que eu estava mais ansiosa para ver: o Portão de Brandemburgo, que ficou conhecido como o símbolo da reunificação alemã.

O Brandemburger Tor, como é conhecido na Alemanha, é uma enorme construção em estilo neoclássico, com 26 metros de altura e foi inaugurado em 1791. Em 1795, o monumento recebeu uma quadriga de cobre que representa a Deusa da Vitória em uma carruagem puxada por quatro cavalos em direção à cidade. A estátua que vemos hoje em dia é uma cópia feita em Berlim ocidental em 1969, já que a original foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a Guerra Fria, foi construído um muro que separava a Berlim Oriental da Ocidental. As pessoas do lado ocidental só podiam ver o portão de longe, por cima do muro, já que haviam várias torres de vigilância e os soldados da Alemanha Oriental bloqueavam o acesso.

É uma construção imponente e lembra as construções da Acrópolis de Atenas. Fica na Pariser Platz, 10117 Berlim.

Portão de Brandemburgo iluminado, à noite

Terminamos o dia no Hard Rock Café Berlim. Lugar que sempre tem música boa, petiscos gostosos e o melhor mojito. Fica na Kurfürstendamm 224, 10719 Berlim.

A foto ficou borrada, mas dá pra ver o tamanho da sobremesa

Berlim – dia 1

Continuando a viagem pela Alemanha, partimos de Frankfurt para Berlim de trem. Saímos da Frankfurt Hauptbahnhof por volta das 8 da manhã e chegamos em Berlim pouco depois do meio-dia. Compramos as passagens via internet por aqui. É muito melhor já chegar na estação com a passagem na mão, embora ela possa ser comprada na hora. Só que comprando na estação, nem sempre você vai encontrar um horário ou lugar favorável.

Chegamos em Berlim debaixo de muita chuva. Tentamos pegar um Über, mas todas as vezes que tentei pedir, o carro parava do outro lado da rua e  a uns 500 metros de onde estávamos. Sem condições de arrastar mala com aquela chuva toda. Depois de muito tentar, resolvemos pegar um táxi.

Ficamos hospedadas no Alexander Plaza Berlin, um hotel quatro estrelas com ótimo custo/benefício, pertinho da Alexanderplatz, uma das principais praças de Berlim. Além da ótima localização, o hotel possui quartos amplos, com frigobar. O Alexander Plaza fica em Rosenstraße 1, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 240010.

Largamos as malas no hotel e fomos procurar um restaurante por perto pra almoçar. Encontramos o vietnamita Madami – Mom’s vietnamese kitchen. Emília não gostou muito da comida. Eu gostei bastante, mas sou boa de boca. Além da boa comida, achei o ambiente gostoso e os garçons atenciosos. Fica em Rosa-Luxemburg-Straße 3, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 88473866. Fecha às 23h.

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Interior do restaurante

Saindo do restaurante fomos andando até a Alexanderplatz, que é bem pertinho. Essa praça, que é a maior de Berlim, fica no bairro Mitte, um dos mais interessantes da cidade. O local originalmente se chamava Ochsenmarkt ou Ochsenplatz, pois ali havia uma feira de gado. Foi depois da visita do czar russo Alexander I à cidade, que recebeu o nome que é conhecido hoje. A praça é um importante centro comercial porque além do Mercado Central, tem várias lojas de departamentos, eletrônicos e outras lojas em geral.

Quando for atravessar a praça, preste muito atenção aos bondinhos. A passagem, que parece ser só para pedestres, é para os bondes também.

Não ficamos muito tempo por lá pois a chuva só aumentava a cada momento. Resolvemos entrar na St. Marienkirche Berlin, ou Igreja de Santa Maria, que fica bem pertinho da Alexanderplatz. A igreja é muito bonita e não se sabe ao certo a data da sua construção, mas presume-se que foi erguida no início do século 13. Originalmente era uma igreja católica, mas foi convertida ao protestantismo durante a Reforma Protestante. É a igreja mais antiga de Berlim e é bem bonita, principalmente por dentro. Tentei tirar uma foto da igreja do lado de fora, mas chovia tanto, que não deu. O que pegamos de chuva nessa viagem…A Marienkirche fica em Karl-Liebknecht-Str. 8, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 24759510. Abre de terça a domingo a partir das 10h.

Além da chuva, estava ventando e fazendo um frio retado. Resolvemos voltar ao hotel, mas antes passamos no café Koch’s Café Haus, para tomarmos um chocolate quente. O lugar é aconchegante, tem várias coisinhas gostosas pra comer e estava bem quentinho. Tomei um chocolate delicioso lá. Pedi uma xícara média e veio quase um balde. Sem reclamação aqui. O Koch’s Café Haus fica em Karl-Liebknecht-Str. 7, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 2423775. Abre de terça a domingo a partir das 9h.

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Meu delicioso chocolate

Voltamos ao hotel e depois fomos nos encontrar com minha amiga atleta Adriana, que foi correr a Maratona de Berlim, e sua irmã Keline, no Restaurant Entrecot. Outro restaurante com ambiente agradável e comida deliciosa. O contra-filé estava muito bom e bem parecido com o do restaurante le Relais de l’Entrecôte, em Paris. Falei dele aqui. Porém, no restaurante de Paris só tinha um prato, enquanto nesse o menu é bem variado. Fica em Schützenstraße 5, 10117 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 20165496.

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O mesmo prato pra todas

De lá, fomos andando até o hotel de Adrianinha e Keline, que fica bem perto do Checkpoint Charlie, um antigo posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental, durante a Guerra Fria. Ligava o setor estadunidense com o setor soviético e se localizava na junção das ruas Friedrichstrasse com Zimmerstrasse e Mauerstrasse. As autoridades da Alemanha Ocidental construíram este posto para servir como um ponto de controle para registrar a passagem de membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, logo após a construção do Muro de Berlim. O posto foi removido após a reunificação da Alemanha e a cabine original se encontra no Museu dos Aliados. Desde o ano 2000 existe uma reprodução onde antes havia a cabine original. Havia dois outros postos militares localizados na direção ocidental e eles tinham os nomes de Checkpoint Alpha e Checkpoint Bravo, de acordo com o alfabeto fonético da OTAM. O Checkpoint Charlie fica na Friedrichstraße 43-45, 10969 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 2537250.

Ainda bem que passei por lá nesse dia, senão não teria tipo paciência para enfrentar a longa fila que se forma para tirar foto no local. Quando passei no local outro dia, a fila estava gigante e, pra variar, estava chovendo. Paciência é uma virtude que possuo bem pouca. :p

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Com sono e com frio

 

Mainz

Você já ouviu falar em Mainz? Eu nunca tinha ouvido falar até minha amiga sugerir que fizéssemos um bate-volta a partir de Frankfurt.

A cidade é perfeita pra isso. É pequena e charmosa, além de ter mais de 2000 anos de história. Mainz está situada na margem esquerda do rio Reno, frente à confluência com o rio Main. Tem aproximadamente 200.000 habitantes e uma das universidades mais antigas do mundo, a Universidade de Mainz, fundada em 1477.

É bem fácil chegar lá a partir de Frankfurt. Você pode ir de carro e pegar a rodovia A66, ou ir de trem, como nós, a partir da Hauptbahnhof, a estação central de Frankfurt. A viagem dura uns 40 minutos. Você pode ver os horários dos trens aqui.

Nós pretendíamos sair mais cedo, mas como tínhamos chegado de viagem no dia anterior e já saído à noite, estávamos mortas de cansaço. Tomamos um café da manhã bem tardio em um dos café da estação e partimos.

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Pronta para ir pra Mainz

Como Mainz é pequenina, dá pra você passear pela cidade a pé e conhecer as principais atrações rapidinho. A partir da estação central da cidade, a Mainz Hauptbahnhof, você chega caminhando em pouco tempo até a catedral, um bela construção em estilo românico em arenito vermelho. É linda e bem antiga. A construção teve início no ano de 975!!! Como eu adoro essas cidadezinhas!

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Sempre tem uma restauração rolando

Você pode visitar a igreja de segunda a sexta, entre 9h e 18:30, aos sábados entre 9h e 16h e aos domingos entre às 12:45 às 15h e entre 16h e 18:30, por causa das missas. Pra visitar só a igreja é grátis, mas se você quiser conhecer o museu e a diocese da catedral, a entrada custa 5 euros.

Você lembra quem foi Johannes Gutenberg? Aquele cara que criou letrinhas de metal viabilizando assim, a imprensa. Pra uma pessoa que gosta de ler, como eu, só tem a agradecer por esse grande invento. Gutemberg nasceu em Mainz e lá tem um museu dedicado a ele e sua invenção, o Museu Gutenberg. Tem inclusive os exemplares das primeiras bíblias impressas. O museu fica na Liebfrauenplatz, 5 (Praça da Mulher Amada, olha que nome romântico!), bem pertinho da catedral e abre de terça a sábado das 9h às 17h e aos domingos das 11h Às 17h. A entrada custa 5 euros.

Como toda cidade medieval, Mainz tem um centrinho muito fofo, cheios de lojas, restaurantes e casas com fachadas estilo rococó. Uma graça!

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O Centro Antigo (Altstadt)

Também é ótimo passear às margens do Reno, principalmente num dia de sol. Como a cidade é pequena, você vai andado e, de repente vê o rio, que por sinal é bem bonito.

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Rio Reno

O tempo estava meio nublado e bem frio. A maioria dos restaurantes estava lotada. Acabamos achando um restaurante que ainda tinha vaga do lado de fora. Frio retado! O restaurante se chama Weinstube Losch, um restaurante que serve comida alemã e austríaca. Resolvi experimentar o famoso Wiener Schnitzel, que nada mais é que um bife à milanesa. Gostoso, mas nada demais. E como Mainz é considerada a capital do vinho na Alemanha, claro que pedimos um bom vinho branco. Eu prefiro vinho tinto, mas me surpreendi com a qualidade dos vinhos brancos alemães. Deliciosos! O Weinstube Losch fica na Jakobsbergstraße 9, 55116 Mainz.

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Meu Wiener Schnitzel

Assim como Frankfurt, Mainz foi uma agradável surpresa. Pode incluir no seu roteiro na Alemanha sem medo de errar.

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Centro de Mainz

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Frankfurt

Sumi de novo! Voltei de novo!

Tentarei postar com mais frequência agora. E pra começar, vou falar da minha viagem mais recente para a Europa. Fui para a Alemanha e a Áustria em outubro de 2019 e, apesar da chuva quase constante enquanto estive por lá, são dois países incríveis que valem muito à pena conhecer.

Viajei dessa vez pela Air Europa, uma das mais baratas companhias aéreas. O preço da passagem foi ótimo, mas com uma pegadinha. Só dava direito a bagagem de mão. E o preço da bagagem ida e volta ficava quase 500 reais cada trecho. Melhor pagar um pouco mais caro e ter direito a despachar bagagem.

Como o voo saiu de Salvador, eu e minha amiga resolvemos alugar um carro e deixá-lo no aeroporto de Salvador. Alugamos na CVC e pegamos o carro na Localiza. Nos disseram que não teria que pagar mais taxa alguma ao deixar o carro no aeroporto, mas chegando lá tivemos que pagar uma taxa de retorno. Depois de muita conversa, a atendente disse que iria liberar, mas acabou cobrando a taxa no cartão. Achei muita sacanagem dela, ainda mais porque em Aracaju, onde moro, disseram que não seria cobrada taxa alguma, além do aluguel do carro.

Fizemos duas paradas em Frankfurt, na ida e na volta. Confesso que a cidade me surpreendeu. Frankfurt am Main é a quinta maior cidade da Alemanha e o centro financeiro do país. É lá que fica a sede do Banco Central Europeu, do Banco Federal Alemão e da Bolsa de Valores de Frankfurt. Além de centro financeiro alemão, Frankfut também é o centro de transportes. O Aeroporto de Frankfurt é um dos mais movimentados do mundo.

Chegando no aeroporto, nos disseram que não havia Uber na cidade, só em Berlim e Munique, mas não acreditei muito. Mesmo assim, resolvemos pegar um táxi até o hotel, com um motorista que não falava inglês e toda hora olhava pra trás apontando para o trânsito. Além disso ele ficava resmungando a palavra “chaiser”, que descobri depois ser Scheiße, que significa, bem, merda. Se quiser xingar em alemão…

Ficamos no Scandic Hotel Frankfurt, um hotel 4 estrelas com ótimo custo/benefício. O hotel é super bem localizado, perto da estação de trem principal da cidade, com quartos amplos e frigobar totalmente free. Além de água, tinha suco, refrigerante, cerveja, vinho e prosecco, tudo de graça. Olha que maravilha! O hotel fica em Wilhelm-Leuschner-Straße 44, 60329 Frankfurt am Main, telefone +49 69 9074590. Recomendadíssimo!

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Vista da janela do meu quarto

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Aproveitando o vinho do hotel 😉

A comida alemã é gostosa, mas depois de um tempo você acaba enjoando. Então vou citar os meus restaurantes preferidos na cidade. E nada melhor que uma habitante local pra me apresentar a um deles. Minha amiga Kezia mora em Frankfurt há alguns anos e nos levou em vários lugares legais.

GIOIA – Restaurante com comida mediterrânea, com ambiente agradável, bom atendimento, boa música e comida deliciosa. Além do vinho, que não faltou na primeira noite. Sei que a Alemanha é o país da cerveja, mas não deixa a desejar em relação aos vinhos. Paradiesgasse 67, 60594 Frankfurt am Main, telefone +49 69 61995004.

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No GIOIA, Emília, eu e Kezia

L’Osteria – Restaurante italiano com pratos muito bem servidos. As pizzas são individuais e enormes. Dá pra alimentar umas três pessoas muito bem. Mas os alemães geralmente pedem uma pra cada mesmo. Eu pedi um gnocchi gamberini que veio num prato bem grande e eu consegui comer quase tudo, porque estava com muita fome. Fica em Speicherstraße 1, 60327 Frankfurt am Main, telefone +49 69 24247020.

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Meu gnocchi

Vita Vera – Outro restaurante italiano delicioso, com ambiente agradável e garçons simpáticos. A comida é ótima! Fui na Semana da Trufa, então pedi um linguini al mare trufado super saboroso. E de sobremesa um meio termo entre petit gateau e mousse de chocolate pra lá de delicioso. Windmühlstraße 14, 60329 Frankfurt am Main, telefone +49 69 66964221.

Oosten – Realwirtschaft am Main – Bar e restaurante muito legal situado entre o novo prédio do Banco Central Europeu e o rio Main. Tem a arquitetura interessante, além da vista do rio. Assisti a um belo por do sol lá. Mayfarthstraße 4, 60314 Frankfurt am Main, telefone +49 69 9494256814.

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Um belo por do sol no Oosten

Frankfurt foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. Seu centro medieval ficou quase completamente destruído. Quando foi reconstruída, resolveram que ela seria uma cidade moderna e vibrante. No centro, em frente à antiga prefeitura (Altes Rathaus) fica um conjunto de casas que foram originalmente construídas entre os séculos 15 e 18 e destruídas durante a Segunda Guerra. Elas foram reconstruídas segundo o modelo original e hoje são atração turística em Frankfurt.

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Muito gracinha

Um lugar incrível para ver a cidade de cima é a Main Tower. É um arranha-céu de 56 andares e 240 metros de altura. O prédio é a sede do banco Landesbank Hessen – Thüringen e é o quarto mais alto de Frankfurt e da Alemanha. Mas só ele tem uma plataforma de observação com acesso púbico. A visita não precisa ser agendada. Você compra o bilhete, que custa 7,50 euros para adultos, e passa por um detector de metais. Depois pega o elevador que faz 7 metros por segundo. Gente, é muito rápido! Um visor dentro do elevador vai mostrando o deslocamento e a velocidade. A Plataforma de Observação fica no topo do prédio e uma vista de 360º. Além de enxergar a cidade, dá pra ver também os arredores. Tem um restaurante que fica no 53º andar do prédio, mas não fomos lá. Num dia de sol, vale à pena a visita. Neue Mainzer Str. 52-58, 60311 Frankfurt am Main, telefone +49 69 36504878.

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Um dos poucos dias de sol que peguei na Alemanha

Frankfurt me surpreendeu agradavelmente. É moderna, bonita, fremente e me fez querer conhecê-la melhor. Quero voltar e explorar essa bela cidade com mais calma.

Abaixo, mais algumas fotos.

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Rio Main

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Em frente ao símbolo do Euro

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Arquitetura reconstruída no centrinho

 

 

 

 

Londres – Dias 7 e 8

Eita que essa viagem não acaba mais!

Meu penúltimo dia de viagem foi o último de Adriana. Resolvemos tomar café da manhã em grande estilo e acabamos indo na Harrods novamente. Valeu à pena. Tomamos um café delicioso – com direito a chá – num dos muitos restaurantes da loja.

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Delícia! 

Voltamos para o hotel, onde minha amiga terminou de arrumar suas coisas e foi para o aeroporto. Aproveitei para passear pelo bairro de South Kensington, que é um bairro nobre da cidade, além de ser muito lindo. Ainda estou em dúvida se irei morar lá ou em Holland Park, quando for morar em Londres. 😉

Fui almoçar no Goat Tavern, o pub mais antigo do bairro. É daqueles pubs tradicionais super fofos e com a comida bem gostosinha. Adorei! Fica em 3A Kensington High St, Kensington, London W8 5NP.

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Foto do site Tripadvisor

Depois do almoço, andei mais um pouco pelo bairro e voltei ao hotel, onde fui me arrumar para assistir ao musical Striclity Balroom. Após o musical, fui jantar no Jamie’s Italian Picadilly, que ficava bem em frente ao teatro e fechou recentemente. :/

No meu último dia em Londres, a cidade amanheceu cinza e chuvosa. Parecia adivinhar minha partida iminente. Como só viajaria à noite, aproveitei para me despedir da cidade indo a dois museus muito interessantes.

O primeiro foi o Victoria & Albert Museum. Ele foi fundado em 1852 e é provavelmente o maior museu de arte decorativa e design do mundo. O espaço mostra móveis, decoração e vestuário muito antigos, desde 5000 anos atrás, até os tempos atuais. Frequentemente faz exibições de estilistas famosos. Foi minha primeira vez no museu e fiquei encantada com ele. Tem muitas roupas da rainha Vitória. Como ela era pequenina! A entrada é franca, a não ser que tenha alguma exibição especial. Esse museu incrível fica na Cromwell Rd, Knightsbridge, London SW7 2RL.

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Mostra da Dior no V & A. Foto do site apparelresources.com

De lá fui para o Museu de História Natural. Fica na mesma avenida do Victoria & Albert. O museu abriga cerca de 80 milhões de espécies de ciências naturais e da Terra, e tem seus itens divididos em cinco coleções: botânica, entomologia, mineralogia, paleontologia e zoologia. O prédio em si é lindo! Foi fundado em 1881 e projetado por Francis Fowke, o mesmo arquiteto que projetou o Royal Albert Hall.

Na hora que você entra se depara com o esqueleto gigante de uma baleia azul, que tem 25 metros de comprimento e 10 toneladas de peso!!! É impressionante! Eu estava tão absorvida em observar tudo que quase esqueci de tirar fotos, e as que tirei não ficaram lá essas coisas. Mas pode apostar que é um dos melhores museus da cidade. Estava lotado de crianças, já que é um tema caro a elas, além de ser bastante interativo. E é grátis! Fica na Cromwell Rd, South Kensington, London SW7 5BD.

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Fachada do museu. Foto da wikipedia

Voltei para o hotel  para esperar o motorista que me levaria ao aeroporto. Achei ótimo! Todos os motoristas falam português e você combina o preço através do Whatsapp. Londres Roberto Mollulo Transfer, telefone +44 7413-581875.

Londres, sua linda, até a próxima!

 

Londres – Dia 6

Londres fez dias lindos no outono de 2018. E nada melhor do que passear num parque, num dia bonito.

Dessa vez escolhemos o St James Park, que fica pertinho do Palácio de Buckingham. Ele é o mais antigo Parque Real de Londres e possui cerca de 23 hectares. Tem um lindo lago habitado por cisnes, patos e pelicanos. Além da Blue Bridge, que tem vista para o Palácio de Buckingham, Elizabeth Tower e London Eye.

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Outono é minha estação favorita

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Blue Bridge, com Palácio de Buckingham ao fundo

Depois de passearmos no parque, fomos em direção ao Shard, maior edifício da Europa, atualmente. Tínhamos uma mesa reservada no Aqua Shard, mas como chegamos cedo, resolvemos fazer hora na Science Gallery London. É uma galeria que mistura ciência e arte, geralmente com pesquisas realizadas na Kings College de Londres. Foi uma visita rápida, mas o pouco que vi, achei interessante. Tem um Café bem bonitinho que, pelo que soube, é muito bom. E o melhor, você não precisa pagar pra visitá-la. Fica na Great Maze Pond, London SE1 9GU, Reino Unido.

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The Shard

 

O restaurante Aqua Shard fica localizado no 31º andar do edifício Shard. É um restaurante e bar de comida contemporânea e tem vistas da cidade de tirar o fôlego. Nós tivemos sorte de estarmos em Londres na época do London Restaurant Festival, quando vários restaurantes preparam menus com preços especiais. Então nosso almoço com entrada, prato principal e sobremesa, mais um Bellini, saiu por 36 libras. Eu gostei bastante dos meus pratos, já a minha amiga disse que gostou mais da entrada e sobremesa. Caso você não queria almoçar ou jantar, você não precisa reservar. O bar, que fica no meio do restaurante, serve todo tipo de coquetel e tem garçons bem atenciosos. Já para almoço, jantar ou chá da tarde, é melhor fazer uma reserva. Escolha uma mesa perto das paredes de vidro. Você pode reservar aqui. O Aqua Shard fica no level 31, The Shard, 31 St Thomas St, London SE1 9RY, Reino Unido.

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Enquanto esperava a mesa ficar pronta, tomei esse drink no bar. Não lembro o nome, mas estava ótimo!

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Vista da Tower Bridge ❤

Saindo do almoço, resolvemos ir ao British Museum, ou Museu Britânico. Um dos museus mais importantes do mundo, o Museu Britânico foi fundado em 7 de Junho de 1753 e abriga mais de sete milhões de objetos de todos os continentes, que documentam a história da cultura humana, desde os seus primórdios, até os dias de hoje. Entre esses objetos está a Pedra da Roseta, um fragmento de uma estela (ou pedra erguida) de granodiorito do Antigo Egito, cujo texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios.

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Fachada do Museu Britânico

Esse museu é enorme e fica difícil conhecê-lo inteiro de uma só vez. Sou suspeita pra falar, porque adoro um museu. Esse vale muito à pena. E é de graça! Fica na Great Russell St, Bloomsbury, London WC1B 3DG, Reino Unido.

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Pedra de Roseta

Saímos do museu e fomos pra Covent Garden, para fazer umas comprinhas de última hora e passear por lá, que é um lugar super gostoso. Já com fome, resolvemos procurar o Jamie’s Italian, onde já tínhamos almoçado e gostado, e nos deparamos com o Giovanni’s of Covent Garden. Resolvemos entrar e a decisão foi acertadíssima. A comida estava deliciosa e o restaurante tem uma ótima carta de vinhos. O próprio Giovanni veio conversar com a gente e ele é uma simpatia. Além do restaurante ser uma graça, ele fica numa rua que já serviu de cenário para os filmes de Harry Potter e O Retorno Mary Poppins. Quando for em Londres, vá nesse restaurante sem medo de errar. 10 Goodwin’s Ct, Covent Garden, London WC2N 4LL, Reino Unido. Telefone  +44 20 7240 2877

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Adega do Giovanni’s

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Tava bom, viu!

Londres – Dia 5

No nosso quinta dia em Londres, o tempo estava ensolarado e com muito vento. Muito mesmo!

Depois do café da manhã fomos comprar ingressos para a Torre de Londres, ou The Tower, para os britânicos, que é um lugar fascinante, onde já foi fortaleza, prisão e moradia da realeza. Já fiz um post sobre a Torre aqui.

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Torre de Londres

Compramos os ingressos para a tarde e seguimos andando até a Tower Bridge. A construção da Tower Bridge iniciou em 21 de Junho de 1886 e foi inaugurada em 30 de Junho de 1894, oito ando depois. É uma ponte móvel e até hoje levanta suas básculas para dar passagem a embarcações que navegam pelo rio Tâmisa. A ponte foi projetada pelo arquiteto Sir Horace Jones, e mede 244 metros de comprimento e 42 metros de altura.

Você pode atravessar a Tower Bridge de uma lado a outro sem pagar nada, mas pode também visitar a Tower Bridge Exhibition, onde verá uma breve história da construção, além de atravessar a ponte por cima e ter uma bela vista da cidade. O ingresso para Tower Bridge Exhibition pode ser comprado aqui.

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A ponte mais linda do mundo.

Decidimos não subir na ponte, só atravessá-la, e fomos almoçar no restaurante The Ivy Tower Bridge. The Ivy é uma rede de restaurantes em Londres, queridinha de várias celebridades. Cada restaurante tem uma proposta. Tem os mais sofisticados, os mais charmosos, os mais casuais. O The Ivy Tower Bridge é casual e sofisticado ao mesmo tempo. E o melhor, a comida é ótima! Além da vista incrível que temos da bela Tower Bridge. Você pode reservar aqui, mas fomos sem reserva e foi super tranquilo. Fica em One Tower Bridge, Tower Bridge Rd, London SE1 2AA, Reino Unido.

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Brinde com vista

Depois do nosso delicioso almoço, aí sim, fomos visitar a Torre. Como eu disse anteriormente, já havia falado dela aqui.

De lá fomos a Fortnum & Mason, uma loja de departamentos de luxo que foi fundada em 1707 por William Fortnum e Hugh Mason. Nós fomos lá pra tomar o famoso afternoon tea, ou chá da tarde, mas é um divertimento passear pelos diversos departamentos da loja observando as louças, todos os tipos de chá, biscoito, as lindas hampers (cestas para picnic) e várias outras coisas.

A loja é belíssima e possui o Royal Warrant, certificado que é dado pela rainha Elizabeth II, pelo príncipe Phillip ou pelo príncipe Charles a lojas selecionadas. Este selo garante que o estabelecimento possui confiança real. Mesmo que você não vá comer ou comprar nada, vale à pena dar uma olhada. A rainha manda comprar seus chás e acompanhamentos lá.

Nós tomamos chá no Diamond Jubilee Tea Salon, reinaugurado em 2012 pela própria Rainha Elizabeth e as Duquesas de Cambridge (Kate Middleton) e Cornwall (Camilla Parker-Bowles).

Esse salão é lindo e o ambiente é agradabilíssimo, com um músico tocando lindas canções no piano. Além disso, o chá é delicioso. Escolhi o Vanilla Nougath e tomei umas quatro xícaras. É chá que não acaba mais. Ele vem acompanhado de finger sandwichs (sanduíches fininhos feitos com pepino, queijo, presunto, cenoura), scones (uma espécie de pãozinho feito de trigo, cevada ou aveia) e vários doces. Além de geléia, manteiga, requeijão cremoso. É tudo muito gostoso, e você ainda pode acrescentar uma (ou mais) taça de champanhe, que foi o que fiz. Todos os sanduíches, scones e docinhos podem ser repostos. É só você pedir. O chá completo (sem o champanhe) custa 55 libras e você pode reservar aqui. O endereço principal é 81 Piccadilly, pertinho de Picadilly Circus.

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Relógio maravilhoso na fachada da Fortnum & Mason

 

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Quero essa louça pra mim!!!

Da Fortnum & Mason seguimos para o teatro para assistirmos ao musical Motown. O musical foi cancelado em abril, por isso não vou deixar detalhes aqui. Mas sempre que for a Londres vá assistir a algum musical ou peça. É sempre muito bom.

Abaixo mais algumas fotos.

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O prédio arrendondado da esquerda é a prefeitura de Londres e o pontudo é o Shard, o edifício mais alto da Europa

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The Tower, vista do outro lado da ponte

 

Londres – Dia 4

E vamos continuar nosso passeio por Londres, essa cidade linda!

Fez outro dia de sol e estava até calor. Resolvemos começar nosso dia com um autêntico café da manhã inglês. Na verdade foi quase um brunch, porque já passava das dez horas da manhã. Eu prefiro o café da manhã brasileiro, com frutas, café e um pãozinho, ou mesmo uma omelete ou ovos beneditinos. Pra mim café da manhã sempre tem que ter ao menos uma fruta. O café da manhã inglês é praticamente um almoço.

No geral, o Full English Breakfast consiste de: ovos fritos,  bacon, tomates, cogumelos, feijões assados ou cozidos com molho de tomate, linguiça e torrada. Às vezes varia, mas é basicamente isso. Não lembro o nome do pub que tomei meu café da manhã britânico, mas sei que ele fica em frente à South Kensington Station, na Thurloe Street. Achei bom, como experiência. Estava tudo gostoso, mas nem pensar em trocar minhas frutas por esse bando de gordices. Fora que feijão com molho de tomate é meio esquisito.

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My Full English Breakfast

O dia ensolarado estava propício para ficarmos outdoors, então resolvemos visitar o Kensington Gardens, um dos Parques Reais de Londres. Originalmente, ele fazia parte do Hyde Park, o maior parque da cidade, até que no final do século 17 o rei William III comprou uma pequena parte do terreno e mandou construir o Palácio de Kensington, onde hoje moram o Duque e a Duquesa de Cambridge e seus filhotes fofos.

O Kensington Gardens tem várias atrações como os Memoriais do Príncipe Albert e da Princesa Diana, a estátua de bronze do Peter Pan e a casa de chá, Orangery, antigamente, uma estufa. O lugar é ótimo para passear, fazer ciclismo, pic nic ou simplesmente sentar num banco ou na grama e observar as pessoas, cisnes e esquilos. Programa delicioso!

De lá fomos a Westminster, onde fica a famosa Westiminster Abbey, o Parlamento Inglês, a Elizabeth Tower, com o Big Ben (a torre do relógio mais famoso do mundo está em reforma até meados de 2021) e a London Eye, a roda gigante mais alta da Europa, com 135 m. Nas outras três vezes que estive em Londres, dei uma volta na London Eye, mas dessa vez resolvi passar. Porém, garanto que é um passeio muito legal. A vista é incrível!

Fomos almoçar no pub The Red Lion, uma antiga taberna medieval e agora um pub belíssimo com ares vitorianos. Como fica muito perto do Parlamento e da Downing Street, é fácil encontrar políticos por ali. O primeiro ministro inglês Winston Churchill gostava de ir lá, tomar uns drinques, e o escritor Charles Dickens era um assíduo frequentador.

Apesar de ser quase 3 horas da tarde (ou por causa disso), o pub estava lotado. Conseguimos uma mesa por pura sorte. Aliás, sempre demos sorte em pubs lotados. 😉 A comida é simples e deliciosa, a cerveja estava numa temperatura ótima, enfim, adorei ter conhecido o pub, que junto ao The Churchill Arms, se tornou meu preferido na cidade. Ah! E o The Red Lion tem um bar no subsolo, que também serve almoço e você pode reservar para algum evento especial. O The Red Lion fica em 48 Parliament St, Westminster, London SW1A 2NH, Reino Unido e fica aberto até às 23h.

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Foto do site oficial

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Passeio por Westminster com a London Eye ao fundo

Depois do almoço, saímos andando pela cidade, paramos num livraria, onde comprei meu exemplar de Lethal White, que estava ansiosa pra ler, e fomos parar no Tate Modern.

O Tate Modern é o museu de arte moderna mais importante de Londres (e um dos mais importantes do mundo) e fica na antiga central elétrica de Bankside, às margens do Tâmisa. Tem obras permanentes de Pablo Picasso, Andy Warhol e Salvador Dalí. É o segundo museu mais visitado de Londres, perdendo apenas para o Museu Britânico, e o melhor: é de graça! Você só paga se tiver alguma exibição ocasional de algum artista, e mesmo assim, algumas são grátis. O museu fica aberto de domingo a quinta-feira das 10 até às 18h e sextas e sábados, das 10 às 22h. Bankside, London SE1 9TG, Reino Unido.

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Tate Modern

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A escultura Love, de Robert Indiana, foi dar um passeio em Londres

Do museu, atravessamos a Millennium Bridge, uma ponte suspensa para pedestres que foi inaugurada em 2000, para comemorar a entrada do milênio. Ela sai direto na Catedral de São Paulo.

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Catedral de São Paulo

A igreja já estava fechada, então não conseguimos visitá-la por dentro. Você pode comprar o ingresso e visitar a igreja com direito a subir na cúpula e descer até a cripta, onde estão os restos mortais de várias personalidades, como Winston Churchill. O ingresso custa 17 libras, mas se você quiser só olhar a igreja por dentro, basta ir no horário da missa, que não precisa pagar nada. Os tickets você pode comprar aqui. A catedral está aberta à visitação de segunda a sábado das 8:30 até as 16h. St. Paul’s Churchyard, London EC4M 8AD, Reino Unido.

De lá, já cansadas e com fome (e depois de ter queimado a língua com o café mais quente do mundo) fomos procurar um lugar pra jantar. Nos foi sugerido o Angus Stakehouse, um restaurante de carnes com quatro endereços em Londres. Foi uma ótima pedida. A carne é tenra, macia e o acompanhamento não deixou a desejar. Recomendo!

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Carne macia e saborosa!

Abaixo, mais algumas fotos.

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Sombra bem vinda

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Fazer nada é tão bom…

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Encontrei um amiguinho. Fofura!

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