Bournemouth

Quando programamos a viagem para a França e Inglaterra, minha amiga atleta Adrianinha catou logo uma corrida pra encaixar no roteiro. Eu nunca tinha ouvido falar sobre Bournemouth, até ela dizer que iria correr uma meia maratona lá e que pra isso passaríamos dois dias na cidade.

Bournemouth é uma cidade litorânea e um dos principais destinos de verão na Inglaterra. Com cerca de 168.000 habitantes, é a cidade mais populosa da região de Dorset, no sul do país. Fica a 2h de carro e 1:55 de trem de Londres. Diferente da maioria das cidades litorâneas inglesas, cujas praias são de pedrinhas, Bournemouth tem 12 km de praia de areia branquinha e é o paraíso dos surfistas.

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Praia de Bournemouth num dia muito chuvoso

Nós saímos de Rye depois do almoço e chegamos em Bournemouth mais ou menos às cinco da tarde, já que tivemos que fazer várias baldeações. Saindo de Londres têm trens direto. Ficamos hospedadas no The Elstead Hotel, um três estrelas com quarto bem espaçoso e ótimo custo/benefício. 12-14 Knyveton Rd, Christchurch, Bournemouth BH1 3QP.

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Vista do quarto do hotel, na hora de ir embora, quando o sol resolveu aparecer

Ainda não tínhamos comido o famoso fish’n’chips inglês nessa viagem, então procuramos um que fosse bem recomendado e achamos o Chez Fred. Não deixou nada a desejar. O restaurante é simples e arrumadinho, o atendimento é ótimo e a comida muito boa. Peixe e fritas sequinhos e aquele purê de ervilhas, que não é bem um purê, mas que é delicioso. O restaurante fica bem cheio e tivemos que esperar um pouco, mas é aquele esquema. Come, paga e vai embora. 10 Seamoor Rd, Bournemouth BH4 9AN.

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Hummmm…

Além das praias, Bournemouth tem muita área verde. Os jardins são divididos entre Upper, Central e Lower Gardens e têm, além de muito verde, quadras de tênis, parque infantil e muitas flores. Nossa ideia era visitar os parques e o píer da cidade, mas São Pedro resolveu não colaborar. Fez frio e teve muita chuva e muito vento. Então nossa programação foi toda indoors.

Raramente fico num hotel com café da manhã. Prefiro explorar os cafés das cidades, e em Bournemouth não foi diferente. Fomos no The Cozy Club e foi uma decisão acertadíssima. O lugar, que também serve almoço e jantar e funciona como bar, é super espaçoso, com uma decoração bem bonita e garçons atenciosos (aprendam, franceses). E a comida é ótima! Não sabia que a mistura de ovo com abacate podia ser tão boa. Fica na 34 Old Christchurch Rd, Bournemouth BH1 1LG.

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The Cosy Club. Bem gracinha
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Café da manhã de Adriana
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Meu café da manhã, com ovo e abacate.

Fomos passear no centro da cidade, que é uma gracinha, com sua arquitetura vitoriana. Mas chovia muito. Sabe aquela chuva de vento, super fria? Tive que entrar numa loja pra comprar um guarda-chuva. Do centro fomos ao parque porque Adriana precisava pegar o kit da corrida. O pouco que vi, achei bem bonito e adoraria ter explorado mais, mas não deu.

Fomos almoçar no Koh Thai, um restaurante tailandês com comida incrivelmente boa. Pra quem gosta de um prato apimentado, a comida tailandesa é perfeita. O restaurante estava quase vazio, mas soube que enche bastante à noite. É bem bonito, sofisticado e não é baratinho, mas também não é tão caro a ponto de você precisar deixar uma córnea por lá. Fica na Daimler House, Poole Hill, Bournemouth BH2 5PS.

À tarde fomos visitar o Russell-Cotes Art Gallery & Museum, sem dúvida, o lugar que mais gostei na cidade. Sou suspeita pra falar, porque adoro um museu, mas o Russell-Cotes é bem bacana mesmo. Em 1897 Sir Merton Russell-Cotes contratou o arquiteto John Frederick Forgety, para construir uma casa para sua esposa, Lady Annie. A casa tem estilo art nouveau, a decoração é linda e ainda tem um belo jardim. Em 1907, Lady Annie doou a casa e suas obras de arte à cidade. Os Russell-Cotes adoravam viajar e sempre traziam arte de outros continentes, como África e Ásia, além de terem várias obras contemporâneas de artistas do final do século 19 e início do século 20.

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Fachada do museu

Além das obras de arte, a casa é um show à parte. A decoração é belíssima. Eu quis levar as cristaleiras todas pra casa. ❤ Talvez se não tivesse chovido tanto eu não tivesse conhecido essa pequena joia. Então, valeu São Pedro! Fica na Promenade East Cliff, Bournemouth BH1 3AA.

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Todos os móveis do museu são lindos assim
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Outono em Bournemouth

Rye – Inglaterra

Eu sempre gostei de história medieval e de ler e assistir a séries e filmes de época. Então, quando planejamos a viagem para França e Inglaterra, resolvi incluir Rye no roteiro. Desde que ouvi falar nela, e em sua famosa pousada, a Mermaid Inn, tive curiosidade em conhecer.

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Mermaid Street

Rye é uma pequena cidade localizada em East Sussex, na Inglaterra, bem pertinho do Canal da Mancha, e fica a dois quilômetros do mar aberto. Não cheguei a ir até a praia, mas a vi do alto. A cidade fica a cerca de 100 km de Londres e você chega lá de trem ou carro. Como cheguei de Paris de trem, logo em seguida já peguei outro para Rye. O bom foi que nem saímos da estação. Chegamos na London St Pancras International e de lá pegamos um trem para a estação Ashford International. Rye é muito pequena e não há um trem direto pra lá. De Ashford pegamos um outro para Rye. A estação fica bem no centro da cidade.

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Centrinho de Rye

Rye é um encanto de cidade. Passeando por lá você se sente dentro de um livro de Jane Austen ou num episódio de Downton Abbey. E não precisa de muito tempo para explorar a cidade, já que ela é bem pequena. Tem cerca de 5000 habitantes.

Fomos andando pra pousada, que fica bem pertinho da estação, e logo de cara já dá para se encantar por ela. Imagine ficar hospedada numa pousada do século XV! O Brasil nem existia ainda. Mas falo da pousada depois.

Depois de nos instalarmos fomos explorar a cidade. Bem pertinho da Mermaid Inn tem um café super fofo chamado The Cobbles Tea Room. Ele foi construido em 1826 e tem bolos deliciosos. Escolhi o victoria cake, que é um bolo feito com manteiga e geleia de morango e, apesar das várias calorias (ou por causa disso), é super gostoso. Fica na 1 Hylands Yard, Off The Mint.

De lá fomos para o Castelo de Rye, também conhecido como Ypres Tower. Ele foi construído no século XIII, para defender a cidade dos ataques constantes dos franceses e é bem pequeno. Dá pra ver tudo em, no máximo, uma hora. Mesmo assim vale à pena, principalmente quando você sobe até a varanda do castelo, de onde você tem uma vista da cidade.

Mas a vista do castelo não é a mais bonita. A melhor é a da igreja anglicana Church of St. Mary. Durante os meses de abril a outubro você pode subir na torre e ter as vistas mais lindas da cidade. Do alto você percebe como Rye é encantadora! Dá pra ver o mar, o rio e as colinas. Do lado de fora da igreja fica a Church Square, um lugar cheio de árvores e diversas sepulturas. E há sepulturas muito, muito antigas. Você se sente dentro de uma história medieval. Achei o lugar lindo!

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Vista da torre da igreja
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Outro ângulo
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Me sentindo em Downton Abbey

A cidade é cheia de antiquários e lojinhas fofas que vende cerâmica local. Dá pra comprar uns presentinhos legais. Eu comprei uns sabonetes artesanais lindinhos. E cheirosos. Rye é uma cidade para ser explorada devagar. Existem várias casas que não possuem números, mas nomes. Tem várias casinhas da era eduardiana, com seus tijolinhos vermelhos e casas bem mais antigas, da era Tudor, brancas, com vigas de madeiras escuras. Lembrei muito da série Emma.

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Quero morar aqui!

Como havíamos acordado muito cedo pra viajar, resolvemos voltar pra pousada por volta das 6 da tarde para descansarmos um pouco. Quando acordamos já era quase 10 da noite e saímos pra jantar. Eu disse que Rye é uma cidade bem pequena. As cozinhas dos restaurantes estavam TODAS fechadas. Na pousada só estavam servindo bebidas, não havia nem mesmo um tira-gosto. Saímos pela cidade à procura de um restaurante, um café, um supermercado e tudo fechado. Acabamos encontrando um que ainda estava fechando, o Tuscan Rye, e explicamos pra dona que havíamos dormido e não sabíamos que os restaurantes fechavam tão cedo. Ela se apiedou da nossa cara de fome e resolveu falar com o marido, que era o Chef, pra ver se ele não podia preparar algo pra gente. Ele então fez uma carne suculenta com queijo e ervas finas e que comemos na companhia de um delicioso vinho. E ainda teve sorvete de pera de sobremesa. Eles foram muito gentis conosco. Além da comida ter sido aprovada, o restaurante é bem legal, com móveis rústicos de madeira escura e atmosfera aconchegante. Fica na 8 Lion St.

The Mermaid Inn

Essa pousada pra lá de graciosa, foi reconstruída em 1420, mas tem celas datadas de 1156, inclusive a adega é do século XII. Ela tem um restaurante premiado que serve comida britânica e francesa, um bar que possui uma passagem secreta (sério!), 31 quartos e estacionamento para 25 carros. O café da manhã é bem nutritivo. Servem frutas, sucos, iogurtes, porridge (uma espécie de mingau), ovos e torradas. Tudo bem gostoso. E o melhor, tem um staff super atencioso. Glenn foi nosso anjo da guarda em Rye.

Mas o mais incrível é que a pousada tem a reputação de ser assombrada. No século XVI, o bar era frequentado por contrabandistas de lã de ovelha e, supostamente tem passagens subterrâneas conectando a vários outros lugares da cidade. A decoração é rústica e apresenta uma grande viga de madeira suportada por pilares de pedra. E tem uma lareira grande e acolhedora.

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Imagina tomar vinho aqui nas noites de inverno

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Talvez a fama de assombrada seja por causa dessa gang de contrabandistas. Há vários relatos de ruídos inexplicáveis, cadeiras que balançam sozinhas, um homem que atravessa a porta do quarto 10 (não foi o meu) e uma dama de branco que aparece por lá de vez em quando. Particularmente não vi nada e passei uma noite bem tranquila na minha cama confortável.

The Mermaid Inn fica na Mermaid St, Rye TN31 7EY e você pode reservar um quarto aqui.

Quando você for na Inglaterra, reserve uma noite em Rye e se encante com a cidade e a pousada. Caso você não tenha medo de fantasmas.

Mais fotos da cidade abaixo.

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Paris – Dia 4

No nosso último dia em Paris, fomos de novo passear pela cidade. Algumas pessoas já haviam me perguntado quando veriam fotos da famosa torre Eiffel. Então resolvemos tirar fotos com o maior (e mais lindo) clichê de Paris.

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Torre Eiffel

Tem muita coisa para se fazer em volta da Torre Eiffel. Um piquenique deve ser delicioso por ali. Uma das coisas mais legais perto da torre é o carrossel de Paris. Ótimo pra quem vai com crianças. Ou se você como eu, adora um carrossel, aproveite pra dar uma voltinha. Foi o que eu e minha amiga fizemos. Não andava de carrossel desde o século passado e paguei feliz 2,50 euros por um passeio nele. Que bom voltar a ser criança!

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Depois do carrossel, tiramos várias fotos da torre e em volta dela. Eu e Adriana já havíamos subido nela antes e não vimos necessidade de subir de novo. Ainda mais que, novamente o tempo não ajudou. Estava bem nublado e um ventinho frio soprava de vez em quando.

Uma das coisas que eu queria fazer dessa vez era ir ao Museu d’Orsey. O prédio em si já é incrivelmente lindo. Fica às margens do Sena e era originalmente uma estação ferroviária, a Gare du Quai d’Orsay. Foi inaugurado em 1898, a tempo da Exposição Universal de 1900. O projeto foi do arquiteto Victor Laloux. Além de estação ferroviária, também serviu de correio durante a Segunda Grande Guerra. A estação foi fechada em 1973 e em 1977 o governo resolveu transformá-la em museu, sendo inaugurado em 1º de dezembro de 1986, pelo então presidente François Mitterrand.

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Relógio do Museu d’Orsey

O prédio é belíssimo e abriga obras de artistas ocidentais do período entre 1848 a 1914. Lá você pode ver Cezanne, Degas, Gauguin, entre outros, além do meu preferido da vida, Vincent Van Ghog. Se um dia eu ganhar muito, muito dinheiro, quero ter nem que seja um desenho dele.

Geralmente há também exposições temporárias de outros artistas. Nesse dia tinha uma das fases rosa e azul de Picasso. O d’Orsey fecha às segundas e você pode comprar os ingressos aqui.

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Selfie com uma amiga

O tempo nublado deu uma melhorada e fomos passear no Jardim de Luxemburgo. Paris tem dois grandes jardins: o Tuleries e o Luxemburgo. Ambos são lindos, mas acho o Jardim de Luxemburgo mais bonito ainda. No lindo Palácio de Luxemburgo, dentro do parque, fica o senado da França.

O Jardim de Luxemburgo parece um museu a céu aberto. São dezenas de esculturas espalhadas pelo parque, a linda Fontaine Médicis, além de teatro de fantoches, lagos, pomar e restaurante. Os jardins são belíssimos, cheios de flores coloridas. Dá pra passar a tarde inteira sentada num banquinho ou cadeira, observando as crianças brincarem com barquinhos no lago e adultos jogando xadrez. Um programa grátis e imperdível em Paris.

De lá fomos conhecer a charmosa Ile Saint Louis, onde caminhamos e tomamos um delicioso sorvete na Maison Berthillon, considerado por muitos o melhor sorvete de Paris. Achei bem gostoso, mas em minha humilde opinião existem sorveterias bem melhores no Brasil. O endereço da sorveteria é 29-31 rue saint Louis en l’ile 75004, Paris.

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Depois disso fomos andando (a gente anda, viu!) até o Centre Georges Pompidou, onde está incrível museu de arte moderna de Paris. Além do museu, o Pompidou abriga um centro de pesquisa musical e acústica e uma biblioteca pública. E mesmo que você não goste de arte moderna, vale à pena ao menos ver o Centro por fora. Ele tem a arquitetura bem diferente da maioria dos prédios parisienses, com seus canos, tubos de ar, escadas coloridas e elevadores, localizados na parte exterior do edifício.

O edifício tem seis andares e no quarto e no quinto se encontram as exposições permanentes, com obras de Matisse, Picasso, Miró e Kandinsky. Vale à pena dar uma olhada. Você pode comprar ingressos ( e outros passeios) aqui.

Saindo do Centro, fomos até a avenida de Champs-Elysées, a rua mais famosa de Paris e considerada a mais bonita do mundo. Adriana queria passar na loja da Disney por causa de uma encomenda e eu por pouco, não compro um Bisonho, o burrinho fofo da turma do ursinho Pooh. Coisa mais linda!

De lá, já com fome, jantamos no restaurante Café di Roma, uma opção boa e barata em Paris. E os pratos são bem servidos. Meu penne com camarão estava ótimo. 35 Av. des Champs-Élysées, 75008 Paris.

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Meu jantar no Cafè di Roma

Caminhamos a avenida toda depois do jantar e voltamos para o hotel, pra arrumarmos as malas e seguirmos para minha Inglaterra querida. Au revoir, Paris! À bientot.

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Os telhados de Paris
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Ili de Saint Louis
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Capela Sorbonne

 

Paris – dia 3

Feliz Ano Novo!

Mais dois meses sem postar. Uma das minhas resoluções de Ano Novo é dar mais atenção ao blog. Então vamos continuar!

Com falei antes, fiquei em um hotel em Montmartre. Nunca reservo hotel com café da manhã, para poder descobrir lugarzinhos gostosos para a primeira refeição do dia. E bem pertinho do hotel, descobrimos um restaurante delicioso chamado The Little Italy. No café da manhã tinha várias opções de pães, ovos, café, chá, chocolate e um suco de laranja muito bom! Até estranhei, porque, até então, só havia tomado aqueles sucos de laranja sem graça de caixinha na Europa. Mas esse era da fruta mesmo. Maravilhoso! E um diferencial no restaurante: atendentes simpáticos. Fomos lá três vezes e sempre ganharam gorjetas. 5 Place de Clichy, 75017 Paris, França.

Tivemos dois dias de sol incríveis, mas nesse dia o tempo resolveu dar uma virada e ficou bem nublado. Como tínhamos reserva num restaurante, resolvemos passear pela cidade a pé, até a hora do almoço. Caminhamos ao longo do Sena um bom tempo. O Sena é um rio lindo, bem verdinho, e é um ótimo passatempo passear ao longo dele. Sempre tem gente vendendo tanto bugigangas para turistas, como livros, revistas antigas e gravuras, além de muitos artistas de rua, que pintam, desenham, tocam, dançam, cantam…um presente para os olhos e ouvidos.

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O Sena é lindo mesmo num dia nublado

Sempre que viajo gosto de conhecer um restaurante legal, desses que blogueiros recomendam ou que eu tenha ouvido falar através de revistas e/ou programas especializados. Comer é uma das coisas que mais gosto de fazer, e adoro experimentar novos sabores quando viajo. Fiz uma reserva no KONG, que eu tinha lido sobre ele aqui. Eu estava procurando um restaurante elegante, com boa comida e, de preferência, com vista pra cidade. E o KONG oferece tudo isso. Primeiro tem a localização. Ele fica praticamente na Pont Neuf, a mais antiga ponte de Paris. Só aí já é um local privilegiado. E ele fica no último andar do prédio da Maison Kenzo. O ambiente é incrível desde o início. Quando você sai do elevador, entra em um ambiente belíssimo, com paredes de vidro e pexiglas, colorido e cheio de arte japonesa.

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Lindo, não?

O restaurante não estava cheio e o atendimento foi muito bom, para os padrões de Paris. A comida estava deliciosa. Minha amiga pediu duas entradas: cachorro quente de lagosta e outro que não lembro o nome, mas segundo ela, estava muito bom. De sobremesa ela pediu rolinhos de chocolate.

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Rolinhos de chocolate com clada de chocolate e chantili 

Eu preferi o carpaccio de bife de entrada, salmão de prato principal e panna cotta de lichia e rosas de sobremesa. Tudo delicioso e com aquela vista linda! Ah! E o restaurante serviu de cenário para uma cena de Sex and the City, quando Carrie Bradshaw passou uma temporada em Paris!

O KONG fica na 1 Rue du Pont Neuf, 75001 Paris.

Fomos passear novamente a pé pela cidade. Paris tem uma arquitetura linda e sempre tem um prédio bonito e fotogênico pra você tirar foto. O Hotel de Ville, onde fica a prefeitura de Paris é um prédio belíssimo, assim como a Catedral de Notre Dame. Dessa vez não entrei na catedral, mas ela é tão linda por dentro como por fora. Simplesmente amo a arquitetura gótica!

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Catedral de Notre Dame

Eu adoro chocolate quente e o tempo estava bem propício a tomar um, então fomos no Angelina Paris, uma casa de chá fundada em 1903, e que conserva ainda hoje um ar belle époque. Chegamos lá depois das 6 da tarde, e como a casa fecha às 7, a garçonete estava super mal humorada. Normal. O chocolate quente é considerado um dos melhores do mundo e é realmente muito, muito bom! O doce carro chefe de lá é o Mont Blanc, mas já havia acabado, então pedi um de abacaxi. Bom, mas só isso mesmo, diferente do chocolate que é de você querer lamber a xícara de tão delicioso. Gostaria de ter tirado mais fotos lá, mas estava muito cheio e a garçonete estava quase expulsando a gente. Aff!

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A textura desse chocolate é bem densa!

Saímos do Angelina e fomos nos encontrar com o primo de Adriana. Resolvemos jantar num restaurante de rede chamado Hippopotamus (Putz, a gente só comeu nesse dia!). O forte lá são os grelhados, mas resolvi pedir uma salada. O ambiente é agradável e a comida é saborosa. Tem vários endereços em Paris.

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Minha “salada” no Hippopotamus

Depois de tanto caminhar e comer, resolvemos voltar pro hotel para nos prepararmos para mais um dia na Cidade Luz.

 

Paris – Dia 2

Quando você viaja para um lugar que já conhece, não tem aquela obrigação de ir nos pontos turísticos mais visados, e consequentemente, mais cheios. Como foi minha segunda vez em Paris e a quarta ou quinta de Adriana, resolvemos tirar o dia para andar pela cidade e fazer umas comprinhas.

Aconteceu um contratempo: o celular da minha amiga morreu. Então tivemos que ir na Apple pra ela resolver o problema. Como era perto do Ópera Garnier, resolvi conhecer o teatro por dentro enquanto ela comprava outro celular. Mas eu fui a Paris na semana do Paris Fashion Week. E estava acontecendo um evento do Fashion Week justamente no teatro. :/ O endereço é Place de l’Opéra, 75009.

Fiquei só com o gostinho de ver por fora e fui na Galeries Lafayette, que também era a poucos minutos da Apple. A Galeries Lafayette é uma loja de departamento francesa belíssima em estilo art nouveau que abriga as grandes marcas de grife como Dior, Chanel, Prada, mas também tem lojas mais acessíveis como Zara e Topshop. Fiquei passeando por lá enquanto esperava Adriana e acabei comprando umas coisinhas. Meu consumismo maior é com livros, mas não tive como resistir ao apelo da loja. O endereço mais famoso fica na 40 Boulevard Haussmann, 75009.

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Não sou muito boa de selfie, mas acho que dá pra ter uma pequena ideia da loja
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Adriana e eu no telhado da Galeries Lafayette

Saímos de lá e fomos almoçar no Café de la Paix, que fica em frente ao Ópera Garnier. Esse restaurante foi aberto em 1862 e foi ponto encontro de artistas, intelectuais e escritores na época. Hoje ele continua atrativo tanto aos parisienses como para os turistas. Apesar do garçom mal humorado (eles são uma instituição em Paris), a comida estava ótima. O Café de la Paix fica na 5 Place de l’Opéra, 75009.

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Minha deliciosa salada

Nós não estávamos inclinadas a enfrentar uma fila gigante para entrar no Louvre, então resolvemos passear pelo Jardin des Tuileries, que fica bem pertinho do museu. O Tuileries é o jardim mais central de Paris. E um dos mais bonitos. Tem o Arco e o Jardim do Carrossel, além de várias esculturas espalhadas. As árvores são meticulosamente podadas e tem um laguinho cheio de cadeiras em volta, onde os adultos descansam e as crianças brincam. Vale à pena passear por lá num dia de sol. 113 Rue de Rivoli, 75001.

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Céu azul no outono!
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Não é porque não entrei no Louvre que não fui tirar foto na pirâmide

Paris é uma cidade muito fácil de caminhar. Dá pra fazer quase tudo a pé. E se você estiver cansado ou com preguiça, a malha de metrô lhe leva pra todo lugar. Depois que saímos do Tuileries fomos caminhar ao longo do Sena. Acho a cor dele, verde, incrível. Geralmente os rios são barrentos, mas o Sena é especial. Têm várias barraquinhas às margens do rio que vendem de tudo. Livros, gravuras, comida. Além disso é fácil encontrar alguém tocando algum instrumento e fazendo a alegria dos turistas. E por que não, dos locais também.

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Lindo por do sol no Sena

Já à noite e com fome, resolvemos ir jantar no le Relais de l’Entrecôte, restaurante que tentamos ir no dia que chegamos e não conseguimos. O restaurante foi fundado em 1959 e nunca mudou sua fórmula. É um restaurante de um prato só. Salada verde com nozes, entrecôte (contra-filé) com molho especial e secreto, e batatas fritas. O restaurante não aceita reservas e ficamos mais ou menos, meia hora na fila. Quando entramos nos puseram numa mesa minúscula, mas isso não tira o charme do restaurante. A garçonete só perguntou o que iríamos beber (vinho, lógico!) e qual ponto da carne preferíamos. Com o vinho ela trouxe uma cesta de pães e a salada. Gostosinha, mas nada de mais. Em seguida veio o prato principal. Achei delicioso! O ponto da carne do jeito que eu gosto e o molho tem um sabor diferente e muito gostoso. Depois que a gente acaba de comer a garçonete repõe a carne uma vez e as batatas quantas vezes você quiser. Claro que não sobrou espaço pra sobremesa. Aliás, as sobremesas e bebidas são as únicas coisas que variam no restaurante. Apesar da fila, eu adorei! São três endereços em Paris: 101, Boulevard du Montparnasse; 15, rue Marbeuf; 20, rue Saint-Benoît.

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Salada verde com nozes
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O prato principal

Outro dia eu falo do Museu do Louvre, que visitei na primeira vez que vi Paris.

 

Paris – dia 1

Viajar é uma das coisas melhores da vida. Eu sempre volto de uma viagem renovada, feliz, pronta pra qualquer coisa. Seja ela para um lugar desconhecido ou não. Eu fui a Paris em 2012 e, apesar de ter adorado a viagem, queria fazer coisas que não dava pra fazer com três crianças e duas senhorinhas. Explico. Fui a Paris pela primeira vez com meu irmão, cunhada, três sobrinhos de cinco a onze anos, minha mãe e a mãe da minha cunhada. Foi muito bom (viajar com crianças é bem divertido, apesar de cansativo), mas deixei de fazer coisas que queria, como passar a tarde num bistrô e ficar tomando café ou vinho e vendo a vida passar.

Então, esse ano, eu e algumas amigas resolvemos viajar para Paris e Áustria. Algumas delas desistiram no meio do caminho e ficamos só eu e Adriana. Resolvemos deixar a Áustria para outra ocasião e ir para Paris e Londres. Como nós duas já conhecíamos as duas cidades, não teve aquela obrigação de ir nos pontos turísticos mais populares.

Pra começar, dois conselhos: 1) Viaje com um carregador de celular de bolsa. Eu fiz conexão no Barajas, em Madri, e aquele aeroporto é gigante! Demorei um tempão pra encontrar uma tomada e conseguir carregar meu celular. Comprei um carregador lá mesmo. Nunca mais! 2) Se você não é tão aventureira como eu, pegue um táxi (ou contrate um motorista) do aeroporto pro seu hotel. Minha amiga atleta Adrianinha, resolveu que seria mais legal a gente ir de metrô. Não é. Os metrôs estavam lotados, a gente teve que ficar em pé, no aperto, e segurando as malas e demoramos quase duas horas pra chegar no bendito hotel. Aff! Agora só de carro!

Ficamos no Hotel de Paris Montmartre. Na verdade, quando fiz a reserva, não percebi que o hotel era de duas estrelas. Só vi o preço, que estava razoável para os padrões parisienses. Como na verdade só vou no hotel pra dormir e tomar banho, ele serviu aos meus propósitos. Quarto pequeno, mas com camas confortáveis e banheiro com chuveiro pequeno, daqueles que fica ruim pra lavar o cabelo. Em compensação, gostei da localização, com vários restaurantes e bistrôs em volta. Se você gosta de luxo e conforto, esqueça. Porém se só quiser um local pra dormir, ele é razoável. Fica na 17 Rue Biot, 75017 Paris, +33 1 42 94 02 50.

Montmartre é um bairro boêmio, charmoso, cheio de ruas arborizadas, cafés e bistrôs. Ele foi imortalizado por ser palco do delicioso filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. É uma delícia passear por ele observando pintores de ruas fazendo caricaturas dos turistas, sentar num bistrô ou café com uma taça de vinho ou café na mão e passar o dia sem fazer nada ou descobrindo lugarzinhos escondidos e fofos do bairro.

Montmartre fica numa colina, então a vista de lá é espetacular. É lá que fica o Moulin Rouge, o cabaré mais famoso do mundo, e a igreja Sacré-Coeur, um dos lugares imperdíveis para ir em Paris.

A Basílica do Sagrado Coração (Sacré-Coeur) fica no alto da colina de Montmartre e tem vários binóculos presos no chão para as pessoas poderem apreciar a vista. Mas garanto que você não vai precisar deles. Fui num dia de sol e a vista é linda, daquelas de tirar o fôlego. A igreja tem uma mescla de arquitetura romana e bizantina e o formato de cruz grega. Tem quatro cúpulas, sendo que a mais alta tem 180 metros de altura. No cume da igreja tem um dos maiores (e mais lindos) mosaicos do mundo. Você tem que subir vários lances de escada pra chegar nela, mas vai por mim. Vale muito à pena!

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Da Sacré-Coeur fomos para o Espaço Dalí, uma galeria dedicada à obra do artista plástico surrealista Salvador Dalí, cheio de gravuras, esculturas e pinturas do artista. Mesmo que você não seja muito fã do surrealismo, é um lugar interessante e diferente para ir. E se você for fã, e tiver bala na agulha, pode até comprar uma gravura de Dalí. Eu gostei bastante de uma que se chamava A Virgem e o Rinoceronte, mas custava a bagatela de 5.200 euros e resolvi declinar. O Espaço Dalí fica na 11 rue Poulbot, 75018 Paris e o ingresso custa 12 euros.

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Um dos relógios “derretidos” de Dalí

De lá fomos para a Place du Tertre, no coração de Montmartre. A praça é cheia de artistas que fazem pinturas e caricaturas dos turistas, além de várias pinturas da cidade. Resolvemos almoçar por ali mesmo e fomos no restaurante Le Clairon des Chaussers, onde pedimos uma tábua de frios e vinho rosé. Passamos um bom tempo lá, comendo, bebendo e observando as pessoas. As comidinhas estavam ótimas e o vinho então, maravilhoso! O restaurante fica na 3 Place du Tertre, 75018 Paris.

Ficamos de encontrar minha amiga carioca Simone, na Place des Voges, mas antes demos uma passadinha no Carrette pra comprar macarons. É um restaurante que vende saladinhas e sanduíches que, dizem, são ótimos. Mas o carro chefe são os macarons, considerados os melhores de Paris, desbancando os da Pierre Hermé e Ladurée. Eles são realmente deliciosos! Meus preferidos são os de pistache, caramelo e jasmim. O restaurante tem três endereços em Paris. 4 Place du Trocadero 75016, 25 Place des Voges 75003 e 7 Place du Tertre 75018.

A Place des Voges fica no Marais, um dos bairros mais legais de Paris, e é considerada uma das praças mais bonitas do mundo. É realmente uma graça, com seus prédios de tijolinhos vermelhos em volta dela e, no centro, tem um lindo jardim com estátuas e fontes. Victor Hugo morou lá por 16 anos e hoje sua casa virou um museu. Em volta da praça tem restaurantes e cafés, e foi num desses que encontrei a Simone. Uma das peculiaridades de Paris são seus garçons. Geralmente eles são mal humorados e o desse café foi um deles. Sem gorjeta pra ele! Mas o café (que não lembro o nome) era bem bonitinho. Não ficamos muito tempo por lá e fomos tomar cerveja em um barzinho (que também não lembro o nome) e que era ok. Mas a conversa e as risadas foram ótimas!

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Place des Voges. Fofa, não?

 

Adriana e eu terminamos a noite no apartamento do primo dela que mora lá e nos preparou um delicioso bacalhau.

Uma dica aqui: Paris é linda, mas cheira (fede) a cigarro. Se você tiver alergia ou simplesmente não consegue suportar o cheiro, fique do lado de dentro dos restaurantes, nunca nas varandas. Eu particularmente odeio, mas em Paris preferi (quase) me acostumar com o cheiro e geralmente comia do lado de fora. É muito mais gostoso!

Abaixo mais algumas fotinhos.

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A viagem de metrô do aeroporto pro hotel foi um saco, mas esse por do sol valeu à pena.
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Eu e Adrianinha no café perto do hotel

 

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Pelas ruas de Montmartre
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Vista da cidade a partir da Sacré-Coeur
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Santé!
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Que céu!

 

Uruguai

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Plaza Independência – Montevidéu

No ano passado resolvi passar o Carnaval no Uruguai e gostei tanto da experiência, que voltei este ano. Pra começar você nem precisa levar muito dinheiro, já que o cartão de crédito é aceito em quase todos os lugares. Inclusive, turista tem 10 a 20% de desconto em restaurantes quando pagam com cartão de crédito. E quando quiser ou precisar trocar, é melhor fazer isso nas casas de câmbio do centro ou shoppings. No aeroporto é mais caro. A moeda uruguaia é mais desvalorizada que o real, então eu troquei 300 reais por 2500 pesos uruguaios. Você pode alugar um carro pra ir de uma cidade pra outra, ou andar de Uber, quando estiver em Montevidéu.

Montevidéu é uma cidade ótima de andar, com a maior qualidade de vida entre as latino-americanas e uma das 30 mais seguras do mundo. É super tranquilo caminhar à noite nos bairros Pocitos e Punta Carretas e adjacências.

A Ciudad Vieja (cidade velha) é cheia de casas coloniais e prédios art déco e o Mercado del Puerto, um antigo mercado portuário, tem várias churrascarias ótimas!

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Arquitetura linda na Ciudad Vieja

El Palenque é uma dessas churrascarias e foi uma das melhores carnes que comi na vida. Vale à pena provar. Mercado del Puerto 1579, 11100 Montevidéu.

Um passeio legal pra quem está por lá é visitar uma vinícola. Fui na Bodega Bouza e amei! É um local bem bonito e agradável e você pode fazer uma visita guiada. O processo de produção é muito bem explicado e você vai tomando uma taça de prosecco ou vinho enquanto a guia mostra tudo. Delícia! Além do tour você pode ver também uma coleção de carros e motos (ou seriam lambretas?) antigos e fazer uma degustação no restaurante com vinhos da linha premium e almoçar por lá. O restaurante é lindo e a comida excelente. Você pode fazer uma reserva no próprio site da vinícola.

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Produção de uvas da Bodega Bouza
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Alguns dos carros antigos da vinícola

Além do El Palenque, fui a outros ótimos restaurantes em Montevidéu.

Bar Tabaré – Esse restaurante existe desde 1919 e, além de lindo, tem garçons super atenciosos e a comida é de babar, de tão boa. Fica na José Luis Zorrilla De San Martín 154.

Francis – É um restaurante aconchegante e tem de tudo um pouco no cardápio. A carne é bem gostosa. Luis de la Torre 502.

La Perdiz – Outro restaurante que tem como forte as carnes. O entrecot é sensacional. O endereço é Guipúzcoa 350.

Negroni – Considerado um dos melhores bares de Montevidéu, tem ótimos drinks e muita gente bonita. Guipúzcoa 352.

BocaNegra Vinos & Tapas – Como o nome já diz, é um bar de vinhos e tapas. Bem gostosinho, com ótima carta de vinhos e boa variedade de petiscos. José Ellauri & F. García Cortinas.

Brickell – Até a meia noite, funciona como um pub, com bebidas e comidinhas pra beliscar. Depois os garçons tiram as mesas e o bar vira uma pista de dança com ótima música e gente bonita que dança até cansar. Constituyente & Juan Manuel Blanes.

Fiquei hospedada no Pocitos Plaza Hotel, um 4 estrelas com quarto e banheiro espaçosos, sauna e academia (que não usei), café da manhã e da tarde, e água aromatizada na recepção à vontade. Um ótimo custo/benefício. Fiz a reserva pelo Booking. O endereço do hotel é Juan Benito Blanco 640.

Você pode ir de Montevidéu até Punta del Leste de ônibus, barco ou avião, mas o melhor é alugar um carro. Você pega no aeroporto e entrega em alguns dos pontos da cidade. Alugamos pela Rental Cars.

Punta del Leste é considerado um dos balneários mais luxuosos da América do Sul. Fica a 130 km de Montevidéu e é frequentado por ricos e famosos de vários países, principalmente Brasil e Argentina. Tem restaurantes de alta gastronomia, cassinos e lojas de grifes famosas. Mas é frequentado também por meros mortais, como eu. E não deixa a desejar.

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A cidade é bem bonita e além das marcas de grifes, também tem lojas com artesanato local bem no centro da cidade. O porto também é um ótimo lugar pra ir, com vários bares em volta e fofos leões-marinhos, que se alimentam pertinho dos turista e muitas vezes sobem no cais. Mas tem que tomar cuidado, pois alguns podem morder.

Nas duas vezes que fui em Punta, não fiquei em hotel. Uma das vezes fui hóspede da amiga de um amigo, que nos emprestou a casa, e em outra aluguei um apartamento ótimo e bem localizado pelo Airbnb. Fiz um post um tempo atrás aqui.

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Vista do meu apê em Punta

Um dos pontos turísticos de Punta é La Mano, ou Los Dedos, uma escultura de cinco dedos que parecem estar emergindo da areia e fica localizada na Praia Brava. Tem sempre muito turista e, particularmente, não achei muita graça. Deve ser melhor pra tirar fotos de manhã bem cedo, antes de encher de gente em volta.

Fui conhecer o cassino do Hotel Conrad e até me deu vontade de jogar, mas acabei desistindo. Quem sabe um dia não jogo em Las Vegas? Ou Monte Carlo! De qualquer jeito foi interessante ver as pessoas apostando, bebendo e se divertindo. É um ótimo local people watching.

José Ignacio é um vilarejo que fica a 40 km de Punta e tem duas praias: Playa Mansa e Playa Brava. Nomes bem sugestivos, não? Fui na Brava e ela é linda e tem a água super gelada. Só tive coragem de molhar os pés. Almocei no Parador La Huella, um restaurante delicioso e super concorrido. Não vá sem fazer reserva ou vai ter que esperar, no mínimo, uma hora na fila. O Parador é bem bonito, estilo praia, com pratos deliciosos. Comi um peixe incrível lá. Fiz a reserva no site do restaurante. Calle de Los Cisnes, 20402 José Ignacio.

Outros ótimos restaurantes em Punta.

Virazón Puerto – Ambiente legal, é grande e espaçoso. O risoto que comi estava delicioso. Casa Los Barcos, Virazon, 20100.

Lo de Tere – Lugar super charmoso com um cardápio reduzido, mas ótimo.  Comi um raviole com a massa feita com tinta de lula e recheio de caranguejo, servido com molho de camarões e vinho branco. Divino! A carta de vinhos não deixa a desejar. Rambla del Puerto c/Calle 21.

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Meu prato no Lo de Tere

Um dos passeios mais disputados em punta del Leste é assistir ao por do sol na Casapueblo. Casapueblo é a antiga casa de verão do artista plástico e arquiteto uruguaio Carlos Páez Vilaró. Agora ela abriga um museu, uma galeria de arte e o Hotel Casapueblo. O lugar é escultural, diferente e lindo. Apesar de ser muito cheio de turistas, é emocionante assistir ao por do sol dali, ouvindo o poema “Ceremonia del Sol” recitado pelo próprio Vilaró. É uma experiência única!

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Casapueblo
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Por do Sol visto da Casapueblo

Outra cidade ótima de conhecer no Uruguai é Colonia del Sacramento. É pequena, romântica e super lindinha. Apesar do tamanho, tem museus, um farol com vista linda da cidade, porto de iates e ótimos restaurantes.

La Casa de Jorge Páez Vilaró Gallery & Restaurant – É um restaurante de família, pequeno, lindo e com obras do artista plástico Jorge Paez Vilaró (irmão do Carlos) nas paredes de pedra. A comida é uma delícia! O único porem é que não aceita cartão de crédito. Misiones de los Tapes 65, Barrio Historico.

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Obras do pintor Jorge Páez Vilaró no restaurante de mesmo nome

Outra opção ótima de restaurante é o Charco Bistro, que fica no El Charco Hotel. Comi picanha de cordeiro com molho pesto de pistache e quase lambi o prato, de tão bom! San Pedro 116.

Colonia del Sacramento foi fundada por portugueses e seu centro histórico, mais conhecido como Casco Histórico, foi tombado como Patrimônio Mundial Pela UNESCO. É uma delícia caminhar pelas ruas de pedra e chegar na Calle de los Suspiros, uma das mais famosas da cidade.

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Ruas de pedra de Colonia

De lá, é só ir ao farol, subir e apreciar a vista da cidade. O Paseo de San Gabriel fica cheio de gente ao entardecer para assistir a um por do sol de tirar o fôlego de tão lindo.

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De cima do farol você tem essa vista linda
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Precisa de legenda?

Em Colonia fiquei hospedada na Posada El Capullo, que fica pertinho do centro histórico. A pousada tem quartos amplos, piscina, jardins e aluguel de bicicletas. Você pode fazer reservas por aqui ou pelo Booking. 18 de Julio 219.

O Uruguai é um ótimo lugar pra passar férias fora do Brasil sem gastar muito. É aconchegante, seguro e o povo é bastante simpático. E dá pra se entender tranquilamente em portunhol. 😉

 

Top 10

Olá, pessoas! Dia 15 de Setembro o blog completou um ano e resolvi fazer algo diferente. Listar os top 10 das séries, filmes, livros, lugares que conheço. E resolvi também fazer uma lista das dez coisas que mais amo e mais odeio. A ordem é meio aleatória. Listei conforme fui lembrando. Espero que gostem. Beijos!

Amo (família e amigos estão no top do top, por isso não aparecem na lista) 😉

  • 1) Viajar
  • 2) Risada de criança
  • 3) Chocolate
  • 4) Solos (piano, sax, bateria, guitarra…)
  • 5) Ler
  • 6) Vinho
  • 7) Música boa (Rock, MPB…)
  • 8) Café
  • 9) Árvores
  • 10) Sotaque britânico

Odeio

  • 1) Guerra
  • 2) Violência
  • 3) Barata
  • 4) Preconceito (machismo, racismo, homofobia, misoginia…)
  • 5) Música ruim (sertaneja, arrocha e afins)
  • 6) Abóbora
  • 7) Calor
  • 8) Politicagem
  • 9) Falta de educação
  • 10) Leite

Filmes

  • 1) A Noviça Rebelde
  • 2) O Segredo dos Seus Olhos
  • 3) Dirty Dancing
  • 4) Antes do Amanhecer
  • 5) Antes do Por do Sol
  • 6) Ou Tudo Ou Nada
  • 7) Só Você
  • 8) A Testemunha
  • 9) Razão e Sensibilidade
  • 10) Simplesmente Amor

Séries

  • 1) Arquivo X
  • 2) Sherlock
  • 3) Downton Abbey
  • 4) ER
  • 5) Game of Thrones
  • 6) The West Wing
  • 7) Life on Mars
  • 8) Gilmore Girls
  • 9) Miss Fisher Murder Mysteries
  • 10) Friends

Livros

  • 1) Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
  • 2) A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)
  • 3) Minha Vida de Menina (Helena Morley)
  • 4) Série Harry Potter (J. K. Rowling)
  • 5) À Espera de um Milagre (Stephen King)
  • 6) Trilogia Millennium (Stieg Larsson)
  • 7) A Livraria Mágica de Paris (Nina George)
  • 8) A Elegância do Ouriço (Muriel Barbery)
  • 9) Van Ghog – A Vida (Steven Naifeh e Gregory White Smith)
  • 10) O Tempo e o Vento (Érico Veríssimo)

Cidades

  • 1) Rio de Janeiro
  • 2) Londres
  • 3) Florença
  • 4) Aracaju
  • 5) Madri
  • 6) Positano
  • 7) São Paulo
  • 8) Cambridge
  • 9) Coimbra
  • 10) Paris

Restaurantes

  • 1) Ten Con Ten (Madri)
  • 2) Ristorante da Cleto (Roma)
  • 3) Due Cocchi (São Paulo)
  • 4) Osaka (Buenos Aires)
  • 5) Roca Moo (Barcelona)
  • 6) Pescatore (Aracaju)
  • 7) Tabaré (Montevideo)
  • 8) Soho (Salvador)
  • 9) CT Boucherie (Rio de Janeiro)
  • 10) Lo de Tere (Punta del Leste)

E aí? Alguém se anima em fazer um top 10 também?

Ferreiro Café

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O Ferreiro Café do Shopping Jardins é uma ótima opção para um fim de semana. Tem ótimas caipiroskas, uma empada de queijo que é de comer rezando e a famosa coxinha de caranguejo, simplesmente deliciosa. Além disso, a torta búlgara é a melhor da cidade. Se você preferir uma opção mais light, vá de tomate recheado. Bom demais! Tudo isso num ambiente agradável e com garçons atenciosos.

O endereço é Shopping Jardins, Av. Ministro Geraldo Barreto Sobral, 215, no Jardins.

The Churchill Arms

Os pubs, abreviação de public house, viraram uma instituição no Reino Unido há séculos. Nada mais são do que lugares licenciados para servir bebida alcoólica. Existem mais de 50 mil em toda Inglaterra e tem de todo tipo: antigos, novos, tradicionais, gastro-pubs, enfim, pra todos os gostos.

The Churchill Arms foi fundado aproximadamente em 1750 e é considerado o pub mais bonito de Londres. Por fora ele é completamente florido e fica lindo na primavera. Por dentro também é bem legal, cheio de plantas e memorabilia de Winston Churchill. Inclusive ele recebeu esse nome depois da II Guerra porque os avós do ex Primeiro Ministro eram frequentadores assíduos do pub nos anos 1800.

O pub também foi o pioneiro em servir comida tailandesa em Londres. Deliciosa, diga-se de passagem, apesar de bem apimentada. No menu, ao lado dos pratos, tem umas borboletas desenhadas que indicam o nível de pimenta. Vai de uma a três borboletas.

Então, quando você for a Londres não deixe de conhecer esse pub e aproveite pra tomar uma pint com um incrível prato tailandês. Só tome cuidado com a pimenta. Eu comi um camarão delicioso, mas estava tão apimentado que meus olhos encheram de lágrimas na primeira garfada.

O endereço é 119 Kensington Church Street, London, W8 7LN. Pertinho de Notting Hill, um dos bairros mais fofos da cidade.

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Pense num bichinho apimentado.