Salzburg – Dia 2

No nosso segundo dia em Salzburg, o tempo amanheceu frio e chuvoso. Acredito ter sido esse o dia mais frio da viagem. Precisávamos de um lugar quentinho e aconchegante para o desjejum. Quase tudo na cidade remete a Mozart. Tem cafés, restaurantes, chocolates, até mesmo lojas que alugam vestimentas da época do compositor. Então resolvemos tomar o café da manhã no Café Mozart, decisão mais que acertada. Esse restaurante super tradicional foi fundado em 1922 e serve um delicioso café da manhã. Uma das muitas especialidades da casa é o Salzburger Nockerl, uma espécie de crepe que é servido quente, como sobremesa. Ele é composto principalmente de ar envolvido numa leve casca de açúcar, ovo e muito pouca farinha. Delícia! O endereço do Café Mozart é Getreidegasse 22, 5020 Salzburg.

Pra começar bem o dia
O famoso Salzburger Nockerl

Depois do nosso delicioso café da manhã, fomos a Mozarts Geburtshaus, a casa amarela onde Mozart nasceu e hoje é um museu. A casa foi amplamente reformada e hoje exibe uma exposição permanente, com destaque para a época em que o compositor viveu em Viena. A grande atração do museu é o cravo onde ele compôs a maioria dos concertos para piano. Os ingressos custam 12,50 euros (adulto) e 3,50 euros (crianças entre 6 e 14 anos). Crianças menores de 6 anos não pagam e o museu tem valores reduzidos para famílias e grupos. Você pode comprar aqui ou na bilheteria do museu. É uma atração imperdível na cidade e fica num prédio do século 15, no endereço Getreidegasse 9, 5020 Salzburg.

Em frente à Mozarts Geburtshaus. Com o povo aglomerado lá atrás.

A rua onde Mozart nasceu é a principal do centro histórico de Salzburg. Movimentada, cheia de lojas, restaurantes, hotéis e o ponto por onde mais circulam os visitantes da cidade. E tem uma curiosidade muito interessante: muitos dos letreiros das lojas são feitos de ferro e alguns são até mesmo folheados a ouro. A origem, dizem, vem da Idade Média, quando muitas pessoas não sabiam ler e era importante uma linguagem simbólica. Então numa sapataria, você encontra um sapato no letreiro. Numa padaria, um pão e assim por diante.

A Getreidegasse

Como choveu quase o tempo inteiro, passamos o dia entrando e saindo de lojas, onde aproveitamos e fizemos umas comprinhas. Estava tão frio que acabei comprando um par de luvas de couro.

Fomos almoçar no Nordsee, um restaurante que tem endereços na Áustria e Alemanha e serve basicamente frutos do mar. Você escolhe o que vai comer numa vitrine e pede o prato frio ou quente. Meu camarão estava muito bom. O Nordsee Salzburg fica em Getreidegasse 11, 5020 Salzburg.

Meu camarão com salada de batatas

Por indicação de uma prima, fomos conhecer o Café Tomaselli. Esse café que era frequentado por ninguém menos que Mozart, é datado de 1700 e pertence à família Tomaselli desde 1852. O lugar é muito bonito, com magníficos painéis de madeira com incrustações que adornam as paredes, mesas de mármore e bandejas de prata que levam os clientes a viajarem no tempo. Como tínhamos almoçado há pouco tempo, resolvemos só tomar um champanhe. Adorei e super recomendo. Fica em Alter Markt 9, 5020 Salzburg.

Hora do champanhe
Chovia torrencialmente quando chegamos ao café, por isso a foto é da Afar Magazine

Saímos do Tomaselli direto para o hotel para descansarmos um pouco enquanto esperávamos a chuva passar. À noite fomos para um bar/lounge/café/restaurante chamado Carpe Diem Finest Fingerfood. É um lugar sofisticado e aconchegante, com uma culinária notável que recebeu uma estrela Michelin. Tem mesas do lado de fora também e embora a chuva tivesse cessado, estava muito frio e ficamos indoors mesmo. Música agradável, ambiente acolhedor, ótima comida e bebida e conversas com muitas risadas. Uma excelente maneira de terminar o dia. O Carpe Diem fica em Getreidegasse 50, 5020 Salzburg.

Teve fondue de chocolate de sobremesa
Prost!
Essa linda igreja fica pertinho do restaurante. Pena que estava fechada nas duas vezes que passei por ela.

Salzburg – Dia 1

Salzburg foi um dos sonhos realizados na minha vida. Meu filme preferido de todos é A Noviça Rebelde, que foi filmado nessa cidade encantadora.

Saímos de Munique com o dia chuvoso, pra variar. Comprei a passagem de trem pela internet aqui, mas é tranquilo comprar na estação. São vários trens saindo de Munique para Salzburg todos os dias. A viagem dura cerca de 1 hora e 30 minutos.

A cidade de Salzburg está situada nos dois lados do rio Salzach, aos pés dos alpes austríacos e perto da fronteira bávara. O centro da cidade, com sua rica mistura de arte e arquitetura, foi considerado patrimônio Mundial pela Unesco em 1996. Além de ser a cidade onde foi filmado A Noviça Rebelde, Salzburg é a cidade natal de Wolfgang Amadeus Mozart, um dos meus compositores clássicos preferidos.

Chegamos na cidade perto de meio-dia e pegamos um taxi direto para o hotel. Ficamos no Salzburg Altstadthotel Kasererbraeu, situado em um edifício de 1342! Amo esses prédios antigos! O hotel fica situado no centro histórico, a 4 minutos a pé da catedral de Salzburg, 8 minutos a pé da casa onde nasceu Mozart e 12 minutos  a pé do Castelo de Hohensalzburg. É um hotel 4 estrelas com cara de 3, mas bem aconchegante e com funcionários atenciosos e ótimo custo/benefício. O endereço é Kaigasse 33, 5020 Salzburg, +43 662 842445.

Fachada do hotel. Foto da Wikipedia

Largamos as malas no hotel e fomos passear pelo centro. Salzburg superou as minhas expectativas. A cidade é belíssima! A catedral, com sua fachada magnífica e cúpula poderosa, representa o edifício barroco mais impressionante ao norte dos Alpes.

Catedral de Salzburg. Como o dia estava nublado, peguei essa foto da Wikipedia

Ela é tão linda por dentro quanto por fora. Tem cinco órgãos dentro da igreja. Fiquei imaginando todos tocando ao mesmo tempo. Deve ser maravilhoso ouvir. Acho som de órgão divino.

Não é maravilhosa?
Fazendo o reconhecimento da cidade, com o castelo Hohensazlburg acima.

Espremida entre a catedral e a Fortaleza Hohensalzburg está a pequena, mas bela Kaptelplatz. Antigamente o espaço era ocupado por um mosteiro pertencente à catedral. Ali tem um enorme globo dourado que atrai a atenção de quem passa. No topo do globo há um homem que olha fixamente para a montanha à procura de uma mulher. Dizem que ela está lá, escondida em uma gruta, mas confesso que não vi. A obra se chama Sphaera e é do escultor alemão Stephan Balkenhol. Na colina próxima você pode ver a fortaleza Hohensalzburg, o maior castelo totalmente preservado da Europa Central.

A fotógrafa cortou a cabeça do rapaz

Uma das praças mais lindas da cidade é a Resindenzplatz, um átrio maravilhoso onde fica a Residenzbrunnen, a fonte mais bonita de Salzburg.

Maria von Trapp passou por aqui.

Almoçamos no restaurante Camino Essbar, com comida típica local. Comi um Schweinsbraten (porco assado) com bolinho de massa Semmelknödel (um bolinho feito com pão) e salada de repolho. Estava bem saboroso. Depois que fui a esse restaurante, li umas críticas nada favoráveis a ele, falando principalmente do atendimento. Porem eu e minhas amigas fomos muito bem tratadas. Minha amiga Adrianinha ganhou até um pirulito do garçom, porque ela era “so sweet’. Achei o serviço muito bom. O endereço é Judengasse 10, 5020 Salzburg.

Meu almoço estava bem gostoso

Passeando pela cidade, encontramos a Goldgasse, uma rua que conecta a Residenzplatz com o Alter Markt (mercado velho). A via romântica recebe o nome de ourives e outros artesãos que já tiveram seus negócios lá. O Alter Markt, no centro histórico da cidade, ainda é um centro comercial urbano desde o século 13.

A cidade inteira é linda assim

Terminamos o dia no restaurante italiano Sto Bene Salzburg, onde saboreei um delicioso risoto. Apesar de ter gostado da culinária austríaca/alemã, não é o tipo de comida que consigo comer todos os dias. O Sto Bene fica no endereço Kaigasse 13, 5020 Salzburg, Áustria, bem pertinho do hotel.

Risoto com trufas e frango no Sto Bene. Delicioso!

Neuschwanstein

Eita blog abandonado! Ainda bem que não vivo disso.

Vocês já ouviram falar no Schloss Neuschwanstein, ou Castelo de Neuschwanstein? Ele fica na região da Bavária, na Alemanha e foi construído na segunda metade do século XIX por ordem do rei Ludwig II da Bavária, considerado insano por suas excentricidades. Apesar de não ser permitido fotografar seu interior, é um dos lugares mais visitados e fotografados da Europa e o cartão postal da Alemanha. Dizem que foi nesse castelo que Walt Disney se inspirou para construir o castelo da Cinderela.

O Neuschwanstein está  localizado nos arredores da cidadezinha de Füssen, a duas horas de Munique. É bem tranquilo chegar lá.

Os trens partem para Füssen da estação principal de Munique, a Munchen HbF. A estação é muito grande, então cuidado com o horário. Você pode comprar seu bilhete pouco antes da partida ou pela internet aqui. A viagem de trem dura aproximadamente duas horas. Não há lugares reservados nos trens regionais, então é bom chegar uns 15 minutos mais cedo para garantir bons lugares. E ir apreciando a paisagem no caminho.

Você consegue ver o castelo já no caminho para Füssen

Dá pra fazer um bate-volta Munique/Füssen tranquilamente e foi o que fizemos. Pegamos o trem por volta das 9 da manhã e já compramos o bilhete de volta para às 17h. Pra variar, choveu quase o dia inteiro. Foram as férias mais molhadas da minha vida.

Há um outro castelo nos arredores, o Hohenschwangau, e você pode visitar os dois castelos no mesmo dia. Optamos só pelo Neuschwanstein e só vimos o Hohenschwangau de longe. Por fora ele é bem bonito.

Castelo Hohenschwangau

Você não paga nada para passear pelos arredores do castelo. Mas para entrar a melhor coisa é comprar o bilhete através da internet. A visita é guiada, com hora marcada e dura meia hora, já que a maioria dos aposentos não foi decorada, por causa da morte precoce do seu idealizador, o príncipe Ludwig II. Os ingressos podem ser comprados aqui.

Chegando na minúscula estação de Füssen, você pega os ônibus 73 ou 78 e em menos de 10 minutos você descerá em Hohenschwangau/Castles. De lá você já vê a bilheteria e escolhe a fila de retirada ou de compra de ingresso.

Há três maneiras de subir até o castelo. A pé, numa caminhada que dura por volta de 40 minutos respirando o ar puro da montanha, de ônibus (1,80 euros pra subir e 1 euro pra descer) ou de charrete (6 euros pra subir e 3 euros pra descer). Nós queríamos ter subido a pé, mas como fazer isso com a chuva que não parava de cair e a estrada molhada e escorregadia? Até tentamos pegar o ônibus na subida, mas havia filas e filas de turistas. Resolvemos pegar a charrete pra subir, mas morri de pena dos cavalos.

A visita ao interior do castelo é dividida em grupos, e se você perder seu horário, perde o ingresso. É bom ficar atento. As salas decoradas do castelo foram inspiradas nas obras do compositor Richard Wagner, por quem o rei Ludwig era obcecado. Como já disse, infelizmente as fotos não são permitidas no interior do castelo.

Saindo do castelo tem alguns bares e restaurantes em volta, caso você queira beber ou comer alguma coisa. É uma delícia passear por ali, mesmo com a chuva. Nunca havia sentido um ar tão puro na minha vida. O cheiro é maravilhoso!

Cheiro de floresta
Completamente paramentada para um dia frio e chuvoso

Saindo do Neuschwanstein você caminha uns dez minutos até a Mariensbrücke, uma ponte de onde se tem a melhor vista do castelo. Apesar da chuva, estava lotada, mas a gente sempre consegue dar um jeitinho de tirar uma foto.

O castelo é lindo!

Resolvemos voltar para Füssen de ônibus e felizmente não precisamos esperar muito por ele. A viagem é rápida e fomos almoçar num dos vários restaurantes da cidadezinha, que por sinal, é uma gracinha.

Existem controvérsias quanto o Neuschwanstein ter inspirado o castelo da Cinderela, mas sem dúvida alguma, é um castelo de contos de fadas.

Abaixo mais algumas fotos.

Oktoberfest

Uma das coisas que me fez viajar para a Alemanha no início de outubro foi a famosa Oktoberfest, que sempre tive curiosidade em conhecer.

A Oktoberfest (Festa de Outubro, em Alemão) é um festival de cerveja criado em 1810 pelo rei Ludwig I para celebrar seu casamento.

No dia que fomos ao festival, embora o dia estivesse bastante nublado, a chuva resolveu dar uma trégua. A festa é realizada no parque Theresienwiese, que foi assim batizado em homenagem à noiva de Ludwig I, a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen.

O parque fica longe do centro e do nosso hotel, mas como tínhamos trem a toda hora, num instante chegamos lá. Confesso que fiquei impressionada com a estrutura da festa. Imaginava um pavilhão enorme cheio de biergarten com pessoas comendo e bebendo cerveja à vontade.

Realmente isso acontece, mas a Oktoberfest vai muito além de comer e beber cerveja. A estrutura da festa é sensacional. Além das inúmeras cervejarias, você encontra parques de diversão, barraquinhas vendendo brinquedos e guloseimas, lojas de souvenirs, além de fazerem gincanas para divertir as pessoas. Você não paga para entrar no parque, só o que for consumir.

Apesar do dia nublado, que delícia de aglomeração

Muitos alemães (e alguns turistas também) se vestem com o tradicional traje da Bavária. O vestido é chamado de Dirndl, e o conjunto masculino tem o nome de Lederhosen. Soube que o conjunto masculino tem versão em bermuda e calça, mas só vi homens de bermuda. Aquele povo não sente frio! Devia estar uns 10 a 12 graus no dia.

Em algumas das cervejarias é cobrada uma espécie de caução, caso o consumidor resolva levar o copo pra casa. Até me deu vontade de levar o meu, mas sair carregando um copo de 500 ml de vidro durante a festa inteira não me pareceu aprazível e resolvi devolver e pegar meu dinheiro de volta.

Olha o tamanho do copinho

Além das cervejarias menores, há enormes pavilhões cheios de músicas e dançarinos. No que fiquei teve de tudo, inclusive música brasileira. E você encontra gente de todos os lugares do mundo. Todo mundo canta, dança, bebe e come junto. É muito divertido!

Que linda aglomeração!
Casal alemão super simpático que sentou conosco
Aqui tem um litro de cerveja
Não poderia faltar a típica linguiça alemã

Depois de 1,5 l de cerveja, eu decidi que era corajosa o suficiente pra andar num brinquedo que você senta numa cadeira e vai girando até chegar no alto. Uma moça estava usando scarpin e teve que deixar o sapato embaixo. Vai que voasse e machucasse alguém.

Eu andei nisso aí e morro de medo de altura. O que bebida não faz
Foto que tirei do alto. Gente, que medo!

Eu fiquei agradavelmente surpresa com a Oktoberfest. Claro que sempre tem uns bêbados pelo caminho, mas o alto astral e a alegria da festa superam tudo.

Por causa da pandemia, em 2020 não teve Oktoberfest. Vamos torcer pra que tudo fique bem de novo e que todo mundo possa desfrutar novamente dessa maravilhosa festa.

Munique

No dia em que fomos embora de Berlim, estava chovendo muito, muito mesmo. Saímos umas seis da manhã do hotel (ainda estava escuro) e pegamos um táxi até a Berlin Hauptbahnhof (Estação Central de Berlim), onde encontramos Adrianinha e Isaura. Tomamos café por lá mesmo e partimos para Munique.

Há vários trens saindo de Berlim para Munique. O primeiro sai às 6 da manhã e o último sai aproximadamente às 15:40. Durante esse período os trens saem de hora em hora e, no horários de pico, até dois por hora. Compramos as passagens pela internet aqui.

A viagem dura cerca de quatro horas e meia e, pra variar, chegamos em Munique debaixo de chuva. Pegamos um táxi direto pro Mercure Hotel Muenchen Neuperlach Sued, um três estrelas que fica a uns 10 km da Marienplatz, praça principal de Munique, mas há quatro minutos a pé da estação de U-Bahn Therese-Giehse-Allee, com trens que atravessam toda cidade. O hotel é moderno, com quartos com wi-fi gratuito, TV, frigobar e utensílios para fazer chá e café. Um bom custo/benefício. Fica na Rudolf-Vogel-Bogen 3, 81739 München, telefone +49 89 638000.

Munique é a capital da Bavária e tem cerca de 1,472 milhão de habitantes (dados de 2019). É uma cidade que une o antigo e o moderno e vai muito além da Oktoberfest, sua festa mais famosa.

Ela ainda conserva alguns portões da antiga cidade murada, como o Karlstor, um dos mais antigos da cidade.

Karlstor, um dos mais antigos portões de Munique

A praça mais famosa de Munique é a Marienplatz, que tem sido o coração geográfico e cultural da cidade desde 1158. O local é a casa de prédios importantes, como as prefeituras velha e nova.

Mais parecida com um castelo de contos de fada, a antiga prefeitura de Munique (Altes Rathaus) tem estado no coração da capital bávara por mais de 700 anos.

Prefeitura Velha. Fofa, não?

A prefeitura nova (Neues Rathaus) foi construída entre 1867 e 1908 num impressionante estilo neo-gótico e é um dos prédios mais emblemáticos da cidade. É na torre da prefeitura que o Glockenspiel, um relógio quase da idade do Brasil, ganha vida, encenando uma dança e uma luta, sempre às 11 h da manhã e também às 12 e 17 h no verão.

A imponente prefeitura nova. Foto tirada em noite de chuva. 😦

Um lugar interessante também é a Frauenkirshe, a catedral de Munique. Construída no topo de uma igreja românica que remonta ao século 12, a catedral de estilo gótico foi concluída em 1488, com as cúpulas coroando suas torres em 1525. Há uma lenda interessante sobre a catedral. O arquiteto Jorg von Halspach precisava de fundos para a construção da igreja e resolveu fazer uma barganha com o Diabo. O Diabo bancaria a construção sob a condição de que fosse uma celebração na escuridão, sem janelas para deixar entrar a luz. Pronta a igreja, o arquiteto chamou o Diabo pra ver sua obra. Ele entrou até certo ponto e não viu janelas, mesmo tendo luz no prédio. Ficou satisfeito até dar o próximo passo, quando viu várias janelas nas laterais da igreja. Ficou puto com isso e bateu o pé, deixando assim sua marca na catedral. Há uma pegada bem antiga na entrada da igreja com um pé com uma espécie de esporão. Será?

Não dá pra ver as janelas daqui
A pegada do Diabo

Acabei não indo a nenhum museu em Munique, o que achei uma pena, mas tínhamos só três dias na cidade. Um deles foi dedicado ao Oktoberfest e o outro a Füssen, para visitar o Castelo de Neuschwanstein. Um bom motivo pra voltar.

Munique tem ótimos restaurantes e destaquei alguns aqui.

Ratskeller – Esse restaurante é incrível e fica nos porões da prefeitura. Ele é gigante, tem 15 ambientes e pode acomodar até 1100 pessoas. Nunca vi um restaurante tão grande! Em cada ambiente a decoração é diferente, variando da mais romântica a mais requintada. E a comida é bem gostosa. Acabei não tirando fotos lá dentro porque fomos jantar lá depois de um dia na Oktoberfest (estava cansada e ligeiramente embriagada de cerveja) e porque fiquei chateada em perder uma echarpe que eu adorava no restaurante e quem achou não levou nos Achados e Perdidos. Porém garanto que vale à pena conhecer. O endereço é Marienplatz 8, 80331 München.

Rischart – É uma confeitaria bastante famosa na cidade e com vários endereços. Tem doces de todos os tipos e um café da manhã delicioso. Fomos na que fica em Neuhauser Str. 2, 80331 München.

Café da manhã muito gostoso na Rischart

Zum Spöckmeier – É um restaurante típico alemão, com garçons atenciosos e pratos variados. Comi um joelho de porco muito bom, embora enorme. Vale à pena conhecer. Rosenstraße 9, 80331 München.

Meu joelhinho de porco
Apfelstrudel, a famosa (e incrível) torta de maçã alemã

La Vida – restaurante aconchegante que serve comida italiana e espanhola pra desenjoar da comida alemã. Sendlinger Str. 28, 80331 München.

No La Vida, vinho antes da comida chegar.

Berlim – Dia 3

No nosso terceiro e último dia e Berlim, choveu pra caramba. Eu nunca havia pegado tanta chuva numa viagem antes. Adorei a viagem, claro, mas preferia que tivesse sido um pouco mais seca.

Tomamos café da manhã no Dean & David, novamente. Lugar agradável e comida saudável e gostosa. Num dia de chuva, pra que procurar outro? De lá fomos na loja do Ampelmann. Sabe o que significa? Simplesmente homem do semáforo. Aqueles bonequinhos icônicos nos semáforos de Berlim são tão queridos que têm até loja. São seis espalhadas pela cidade.

Depois da construção do muro de Berlim, o psicólogo de tráfego, Karl Peglau, resolveu criar uma figura mais divertida para os semáforos. Desde cedo, as crianças aprendiam a se comportar no trânsito e o Ampelmann era uma forma lúdica de ensinar isso aos pequenos. Ele ficou tão querido que, mesmo depois da queda do muro, a imprensa, junto com o povo berlinense, se mobilizou para a volta dos fofos homenzinhos, já que eles já tinham começado a ser substituídos pelos semáforos oficiais da Europa.

Hoje as lojas vendem todo tipo de produto com os Ampelmann (não sei como é o plural). E também as meninas do semáforo. Tem imã de geladeira (comprei um homenzinho andando e uma menina parada), camisetas, borrachas, lápis, guarda-chuva, mochilas, toalhas, roupinhas de bebê, além das balinhas que ficam numa bandeja na loja pra quem quiser pegar.

Os homenzinhos
As menininhas

Como a chuva havia dado uma pequena trégua, saímos da loja e fomos até a Alexanderplatz, onde tem um dos mais queridos símbolos de Berlim, o Relógio do Horário Mundial. Tombado desde 2015 pelo patrimônio histórico, o relógio é um dos pontos mais visitados pelos turistas.

Ele foi construído em 1969, ainda na Alemanha Oriental, e marca a hora de 146 países. Não deixa de ser irônico, já que a Alemanha Oriental queria isolar as pessoas do resto do mundo e ali mostrava justamente que horas seriam em vários países do mundo. O relógio funciona perfeitamente até hoje. Na verdade, até melhor, já que depois da queda do muro foram feitos ajustes em alguns fusos horários que estavam errados, além de terem acrescentado outros países. Foi uma das coisas mais interessantes que vi na cidade.

Duas da tarde em Berlim, Sete da noite em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo

De lá fomos ver a East Side Gallery, os grafites do Muro de Berlim. Dos mais de 140 km de comprimento, a East Side tem a maior seção do muro ainda de pé. São 1,3 km de muro grafitado seguindo as margens do rio Spree. Era outro lugar que eu estava ansiosa para ver. Existem cerca de 106 murais pintados por vários artistas ao longo do muro. É muito interessante e o que era antes um muro opressor, passou a expressar a liberdade do povo.

Essa cena entre o líder soviético Leonid Brezhnev e o presidente comunista alemão Erich Honecker realmente aconteceu.

Desde que cheguei a Berlim estava com vontade de comer o currywurst, salsicha temperada com ketchup ao curry, mas ainda não tinha tido a oportunidade. Adoro experimentar comidas tipicas quando viajo. Fomos ao Spreewirtschaft Restaurant, que fica pertinho da East Side Gallery. Matei meu desejo e realmente achei o prato muito gostoso. Adoro comida apimentada! Claro que foi acompanhado de um belo copo de cerveja alemã. O Spreewirtschaft Restaurant fica em Mühlenstraße 13-19, 10243 Berlim.

Isso é muito bom, viu?

Depois de devidamente alimentadas, fomos ao Reishtag, o parlamento alemão. O prédio tem um estilo clássico, lembrando a Catedral de Berlim, mas com uma cúpula bem moderna. A construção do edifício foi finalizada em 1894 e desde então foi vítima de um incêndio suspeito em 1933, além de ter sido destruído durante a Segunda Guerra. Muito se debateu sobre sua derrubada ou reconstrução até que, em 1956, optaram por reconstruí-lo, mas sem sua cúpula original. A cúpula atual tem 23,5 metros de altura e é toda revestida de vidro, com espelhos que refletem a luz solar, que proporcionam luz natural no interior do prédio.

Na parte interna tem um caminho em espiral, de onde você pode ver o plenário do parlamento, e vai até o topo, mostrando belos ângulos da cidade. Você pode visitar a cúpula de graça, mas a visita tem que ser previamente agendada aqui.

Estava chovendo (pra variar) e as imagens do lado de fora do parlamento ficaram bem ruins

Encerramos o dia no restaurante Mama Trattoria Berlin Mitte, um italiano delicioso que fica pertinho do Portão de Brandemburgo. Pariser Platz 6a, 10117 Berlin.

Berlim – Dia 2

No nosso segundo dia em Berlim, o tempo amanheceu um pouco melhor. Teve um pouco de sol, intercalado com vento e uma chuvinha fina.

Tomamos um café da manhã tardio no Dean & David, uma rede de restaurantes que serve sanduíches naturais, wraps e saladas, além de sucos, café e chá. É bem gostoso e tudo é bem servido. Tem vários endereços em Berlim.

Outono em Berlim

Resolvemos começar o passeio do dia pela Berliner Dom, o Catedral de Berlim, a mais linda e imponente igreja da cidade. Ela é realmente impressionante. A catedral fica na Ilha dos Museus, às margens do rio Spree e tem 114 metros de comprimento e 116 de altura. É linda por dentro e por fora.

A catedral é uma igreja protestante luterana e foi construída entre 1894 e 1905, em cima dos alicerces de outra catedral de 1747. Ela foi projetada em estilo barroco, com influência do renascimento italiano. Na Segunda Guerra Mundial, foi atingida por uma bomba de líquidos inflamáveis durante um ataque aéreo e ficou seriamente danificada. Depois da divisão de Berlim, a Berliner Dom ficou do lado oriental e só começou a ser restaurada em 1975, sendo concluída apenas em 2002, devido aos altos custos da restauração.

Linda que só! A igreja. 😉

O altar da catedral, com mármore branco e ônix amarelo, se destaca, assim como o magnifico órgão de transmissão pneumática.

Olha o tamanho desse órgão maravilhoso!

No sótão da igreja tem a Cripta dos Hohenzollern, que guardam os sarcófagos da família Hohenzollern, com mais de 90 túmulos dos membros da família imperial falecidos desde o final do século XVI até o início do século XX. É um lugar impressionante e vale à pena ser visitado.

Mas o melhor da catedral é sua cúpula, onde você pode subir e apreciar Berlim do alto. São 270 degraus. Cansa, mas vale à pena.

Um dos poucos dias sem chuva na Alemanha
Em cima, tem essas belas estátuas

A Berliner Dom fica em Am Lustgarten, 10178 Berlim.

De lá fomos à Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche, ou Igreja Memorial Imperador Wilhelm, que foi quase toda destruída na Segunda Guerra. Ela não foi restaurada para lembrar a destruição causada pela guerra, se tornando um símbolo da inconsequência das guerras.

Era uma igreja bem grande. Tinha 5 torres, mas só sobrou uma delas, e mesmo assim bem detonada. O interior era decorado por belos mosaicos, que ainda podem ser vistos e admirados.

Uma nova igreja foi construída ao lado da antiga, bem mais moderna, com suas formas geométricas. Ela tem forma hectagonal, a torre do sino é hexagonal e as paredes são compostas por mais de 20.000 pedaços de vidro em lindos tons de azul. É um lugar que transmite muita paz.

Dá pra perceber que era linda, não?
o interior da nova igreja

De lá nós fomos conhecer o lugar que eu estava mais ansiosa para ver: o Portão de Brandemburgo, que ficou conhecido como o símbolo da reunificação alemã.

O Brandemburger Tor, como é conhecido na Alemanha, é uma enorme construção em estilo neoclássico, com 26 metros de altura e foi inaugurado em 1791. Em 1795, o monumento recebeu uma quadriga de cobre que representa a Deusa da Vitória em uma carruagem puxada por quatro cavalos em direção à cidade. A estátua que vemos hoje em dia é uma cópia feita em Berlim ocidental em 1969, já que a original foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a Guerra Fria, foi construído um muro que separava a Berlim Oriental da Ocidental. As pessoas do lado ocidental só podiam ver o portão de longe, por cima do muro, já que haviam várias torres de vigilância e os soldados da Alemanha Oriental bloqueavam o acesso.

É uma construção imponente e lembra as construções da Acrópolis de Atenas. Fica na Pariser Platz, 10117 Berlim.

Portão de Brandemburgo iluminado, à noite

Terminamos o dia no Hard Rock Café Berlim. Lugar que sempre tem música boa, petiscos gostosos e o melhor mojito. Fica na Kurfürstendamm 224, 10719 Berlim.

A foto ficou borrada, mas dá pra ver o tamanho da sobremesa

Berlim – dia 1

Continuando a viagem pela Alemanha, partimos de Frankfurt para Berlim de trem. Saímos da Frankfurt Hauptbahnhof por volta das 8 da manhã e chegamos em Berlim pouco depois do meio-dia. Compramos as passagens via internet por aqui. É muito melhor já chegar na estação com a passagem na mão, embora ela possa ser comprada na hora. Só que comprando na estação, nem sempre você vai encontrar um horário ou lugar favorável.

Chegamos em Berlim debaixo de muita chuva. Tentamos pegar um Über, mas todas as vezes que tentei pedir, o carro parava do outro lado da rua e  a uns 500 metros de onde estávamos. Sem condições de arrastar mala com aquela chuva toda. Depois de muito tentar, resolvemos pegar um táxi.

Ficamos hospedadas no Alexander Plaza Berlin, um hotel quatro estrelas com ótimo custo/benefício, pertinho da Alexanderplatz, uma das principais praças de Berlim. Além da ótima localização, o hotel possui quartos amplos, com frigobar. O Alexander Plaza fica em Rosenstraße 1, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 240010.

Largamos as malas no hotel e fomos procurar um restaurante por perto pra almoçar. Encontramos o vietnamita Madami – Mom’s vietnamese kitchen. Emília não gostou muito da comida. Eu gostei bastante, mas sou boa de boca. Além da boa comida, achei o ambiente gostoso e os garçons atenciosos. Fica em Rosa-Luxemburg-Straße 3, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 88473866. Fecha às 23h.

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Interior do restaurante

Saindo do restaurante fomos andando até a Alexanderplatz, que é bem pertinho. Essa praça, que é a maior de Berlim, fica no bairro Mitte, um dos mais interessantes da cidade. O local originalmente se chamava Ochsenmarkt ou Ochsenplatz, pois ali havia uma feira de gado. Foi depois da visita do czar russo Alexander I à cidade, que recebeu o nome que é conhecido hoje. A praça é um importante centro comercial porque além do Mercado Central, tem várias lojas de departamentos, eletrônicos e outras lojas em geral.

Quando for atravessar a praça, preste muito atenção aos bondinhos. A passagem, que parece ser só para pedestres, é para os bondes também.

Não ficamos muito tempo por lá pois a chuva só aumentava a cada momento. Resolvemos entrar na St. Marienkirche Berlin, ou Igreja de Santa Maria, que fica bem pertinho da Alexanderplatz. A igreja é muito bonita e não se sabe ao certo a data da sua construção, mas presume-se que foi erguida no início do século 13. Originalmente era uma igreja católica, mas foi convertida ao protestantismo durante a Reforma Protestante. É a igreja mais antiga de Berlim e é bem bonita, principalmente por dentro. Tentei tirar uma foto da igreja do lado de fora, mas chovia tanto, que não deu. O que pegamos de chuva nessa viagem…A Marienkirche fica em Karl-Liebknecht-Str. 8, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 24759510. Abre de terça a domingo a partir das 10h.

Além da chuva, estava ventando e fazendo um frio retado. Resolvemos voltar ao hotel, mas antes passamos no café Koch’s Café Haus, para tomarmos um chocolate quente. O lugar é aconchegante, tem várias coisinhas gostosas pra comer e estava bem quentinho. Tomei um chocolate delicioso lá. Pedi uma xícara média e veio quase um balde. Sem reclamação aqui. O Koch’s Café Haus fica em Karl-Liebknecht-Str. 7, 10178 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 2423775. Abre de terça a domingo a partir das 9h.

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Meu delicioso chocolate

Voltamos ao hotel e depois fomos nos encontrar com minha amiga atleta Adriana, que foi correr a Maratona de Berlim, e sua irmã Keline, no Restaurant Entrecot. Outro restaurante com ambiente agradável e comida deliciosa. O contra-filé estava muito bom e bem parecido com o do restaurante le Relais de l’Entrecôte, em Paris. Falei dele aqui. Porém, no restaurante de Paris só tinha um prato, enquanto nesse o menu é bem variado. Fica em Schützenstraße 5, 10117 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 20165496.

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O mesmo prato pra todas

De lá, fomos andando até o hotel de Adrianinha e Keline, que fica bem perto do Checkpoint Charlie, um antigo posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental, durante a Guerra Fria. Ligava o setor estadunidense com o setor soviético e se localizava na junção das ruas Friedrichstrasse com Zimmerstrasse e Mauerstrasse. As autoridades da Alemanha Ocidental construíram este posto para servir como um ponto de controle para registrar a passagem de membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, logo após a construção do Muro de Berlim. O posto foi removido após a reunificação da Alemanha e a cabine original se encontra no Museu dos Aliados. Desde o ano 2000 existe uma reprodução onde antes havia a cabine original. Havia dois outros postos militares localizados na direção ocidental e eles tinham os nomes de Checkpoint Alpha e Checkpoint Bravo, de acordo com o alfabeto fonético da OTAM. O Checkpoint Charlie fica na Friedrichstraße 43-45, 10969 Berlim, Alemanha, telefone +49 30 2537250.

Ainda bem que passei por lá nesse dia, senão não teria tipo paciência para enfrentar a longa fila que se forma para tirar foto no local. Quando passei no local outro dia, a fila estava gigante e, pra variar, estava chovendo. Paciência é uma virtude que possuo bem pouca. :p

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Com sono e com frio

 

Mainz

Você já ouviu falar em Mainz? Eu nunca tinha ouvido falar até minha amiga sugerir que fizéssemos um bate-volta a partir de Frankfurt.

A cidade é perfeita pra isso. É pequena e charmosa, além de ter mais de 2000 anos de história. Mainz está situada na margem esquerda do rio Reno, frente à confluência com o rio Main. Tem aproximadamente 200.000 habitantes e uma das universidades mais antigas do mundo, a Universidade de Mainz, fundada em 1477.

É bem fácil chegar lá a partir de Frankfurt. Você pode ir de carro e pegar a rodovia A66, ou ir de trem, como nós, a partir da Hauptbahnhof, a estação central de Frankfurt. A viagem dura uns 40 minutos. Você pode ver os horários dos trens aqui.

Nós pretendíamos sair mais cedo, mas como tínhamos chegado de viagem no dia anterior e já saído à noite, estávamos mortas de cansaço. Tomamos um café da manhã bem tardio em um dos café da estação e partimos.

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Pronta para ir pra Mainz

Como Mainz é pequenina, dá pra você passear pela cidade a pé e conhecer as principais atrações rapidinho. A partir da estação central da cidade, a Mainz Hauptbahnhof, você chega caminhando em pouco tempo até a catedral, um bela construção em estilo românico em arenito vermelho. É linda e bem antiga. A construção teve início no ano de 975!!! Como eu adoro essas cidadezinhas!

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Sempre tem uma restauração rolando

Você pode visitar a igreja de segunda a sexta, entre 9h e 18:30, aos sábados entre 9h e 16h e aos domingos entre às 12:45 às 15h e entre 16h e 18:30, por causa das missas. Pra visitar só a igreja é grátis, mas se você quiser conhecer o museu e a diocese da catedral, a entrada custa 5 euros.

Você lembra quem foi Johannes Gutenberg? Aquele cara que criou letrinhas de metal viabilizando assim, a imprensa. Pra uma pessoa que gosta de ler, como eu, só tem a agradecer por esse grande invento. Gutemberg nasceu em Mainz e lá tem um museu dedicado a ele e sua invenção, o Museu Gutenberg. Tem inclusive os exemplares das primeiras bíblias impressas. O museu fica na Liebfrauenplatz, 5 (Praça da Mulher Amada, olha que nome romântico!), bem pertinho da catedral e abre de terça a sábado das 9h às 17h e aos domingos das 11h Às 17h. A entrada custa 5 euros.

Como toda cidade medieval, Mainz tem um centrinho muito fofo, cheios de lojas, restaurantes e casas com fachadas estilo rococó. Uma graça!

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O Centro Antigo (Altstadt)

Também é ótimo passear às margens do Reno, principalmente num dia de sol. Como a cidade é pequena, você vai andado e, de repente vê o rio, que por sinal é bem bonito.

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Rio Reno

O tempo estava meio nublado e bem frio. A maioria dos restaurantes estava lotada. Acabamos achando um restaurante que ainda tinha vaga do lado de fora. Frio retado! O restaurante se chama Weinstube Losch, um restaurante que serve comida alemã e austríaca. Resolvi experimentar o famoso Wiener Schnitzel, que nada mais é que um bife à milanesa. Gostoso, mas nada demais. E como Mainz é considerada a capital do vinho na Alemanha, claro que pedimos um bom vinho branco. Eu prefiro vinho tinto, mas me surpreendi com a qualidade dos vinhos brancos alemães. Deliciosos! O Weinstube Losch fica na Jakobsbergstraße 9, 55116 Mainz.

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Meu Wiener Schnitzel

Assim como Frankfurt, Mainz foi uma agradável surpresa. Pode incluir no seu roteiro na Alemanha sem medo de errar.

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Centro de Mainz

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Frankfurt

Sumi de novo! Voltei de novo!

Tentarei postar com mais frequência agora. E pra começar, vou falar da minha viagem mais recente para a Europa. Fui para a Alemanha e a Áustria em outubro de 2019 e, apesar da chuva quase constante enquanto estive por lá, são dois países incríveis que valem muito à pena conhecer.

Viajei dessa vez pela Air Europa, uma das mais baratas companhias aéreas. O preço da passagem foi ótimo, mas com uma pegadinha. Só dava direito a bagagem de mão. E o preço da bagagem ida e volta ficava quase 500 reais cada trecho. Melhor pagar um pouco mais caro e ter direito a despachar bagagem.

Como o voo saiu de Salvador, eu e minha amiga resolvemos alugar um carro e deixá-lo no aeroporto de Salvador. Alugamos na CVC e pegamos o carro na Localiza. Nos disseram que não teria que pagar mais taxa alguma ao deixar o carro no aeroporto, mas chegando lá tivemos que pagar uma taxa de retorno. Depois de muita conversa, a atendente disse que iria liberar, mas acabou cobrando a taxa no cartão. Achei muita sacanagem dela, ainda mais porque em Aracaju, onde moro, disseram que não seria cobrada taxa alguma, além do aluguel do carro.

Fizemos duas paradas em Frankfurt, na ida e na volta. Confesso que a cidade me surpreendeu. Frankfurt am Main é a quinta maior cidade da Alemanha e o centro financeiro do país. É lá que fica a sede do Banco Central Europeu, do Banco Federal Alemão e da Bolsa de Valores de Frankfurt. Além de centro financeiro alemão, Frankfut também é o centro de transportes. O Aeroporto de Frankfurt é um dos mais movimentados do mundo.

Chegando no aeroporto, nos disseram que não havia Uber na cidade, só em Berlim e Munique, mas não acreditei muito. Mesmo assim, resolvemos pegar um táxi até o hotel, com um motorista que não falava inglês e toda hora olhava pra trás apontando para o trânsito. Além disso ele ficava resmungando a palavra “chaiser”, que descobri depois ser Scheiße, que significa, bem, merda. Se quiser xingar em alemão…

Ficamos no Scandic Hotel Frankfurt, um hotel 4 estrelas com ótimo custo/benefício. O hotel é super bem localizado, perto da estação de trem principal da cidade, com quartos amplos e frigobar totalmente free. Além de água, tinha suco, refrigerante, cerveja, vinho e prosecco, tudo de graça. Olha que maravilha! O hotel fica em Wilhelm-Leuschner-Straße 44, 60329 Frankfurt am Main, telefone +49 69 9074590. Recomendadíssimo!

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Vista da janela do meu quarto

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Aproveitando o vinho do hotel 😉

A comida alemã é gostosa, mas depois de um tempo você acaba enjoando. Então vou citar os meus restaurantes preferidos na cidade. E nada melhor que uma habitante local pra me apresentar a um deles. Minha amiga Kezia mora em Frankfurt há alguns anos e nos levou em vários lugares legais.

GIOIA – Restaurante com comida mediterrânea, com ambiente agradável, bom atendimento, boa música e comida deliciosa. Além do vinho, que não faltou na primeira noite. Sei que a Alemanha é o país da cerveja, mas não deixa a desejar em relação aos vinhos. Paradiesgasse 67, 60594 Frankfurt am Main, telefone +49 69 61995004.

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No GIOIA, Emília, eu e Kezia

L’Osteria – Restaurante italiano com pratos muito bem servidos. As pizzas são individuais e enormes. Dá pra alimentar umas três pessoas muito bem. Mas os alemães geralmente pedem uma pra cada mesmo. Eu pedi um gnocchi gamberini que veio num prato bem grande e eu consegui comer quase tudo, porque estava com muita fome. Fica em Speicherstraße 1, 60327 Frankfurt am Main, telefone +49 69 24247020.

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Meu gnocchi

Vita Vera – Outro restaurante italiano delicioso, com ambiente agradável e garçons simpáticos. A comida é ótima! Fui na Semana da Trufa, então pedi um linguini al mare trufado super saboroso. E de sobremesa um meio termo entre petit gateau e mousse de chocolate pra lá de delicioso. Windmühlstraße 14, 60329 Frankfurt am Main, telefone +49 69 66964221.

Oosten – Realwirtschaft am Main – Bar e restaurante muito legal situado entre o novo prédio do Banco Central Europeu e o rio Main. Tem a arquitetura interessante, além da vista do rio. Assisti a um belo por do sol lá. Mayfarthstraße 4, 60314 Frankfurt am Main, telefone +49 69 9494256814.

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Um belo por do sol no Oosten

Frankfurt foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. Seu centro medieval ficou quase completamente destruído. Quando foi reconstruída, resolveram que ela seria uma cidade moderna e vibrante. No centro, em frente à antiga prefeitura (Altes Rathaus) fica um conjunto de casas que foram originalmente construídas entre os séculos 15 e 18 e destruídas durante a Segunda Guerra. Elas foram reconstruídas segundo o modelo original e hoje são atração turística em Frankfurt.

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Muito gracinha

Um lugar incrível para ver a cidade de cima é a Main Tower. É um arranha-céu de 56 andares e 240 metros de altura. O prédio é a sede do banco Landesbank Hessen – Thüringen e é o quarto mais alto de Frankfurt e da Alemanha. Mas só ele tem uma plataforma de observação com acesso púbico. A visita não precisa ser agendada. Você compra o bilhete, que custa 7,50 euros para adultos, e passa por um detector de metais. Depois pega o elevador que faz 7 metros por segundo. Gente, é muito rápido! Um visor dentro do elevador vai mostrando o deslocamento e a velocidade. A Plataforma de Observação fica no topo do prédio e uma vista de 360º. Além de enxergar a cidade, dá pra ver também os arredores. Tem um restaurante que fica no 53º andar do prédio, mas não fomos lá. Num dia de sol, vale à pena a visita. Neue Mainzer Str. 52-58, 60311 Frankfurt am Main, telefone +49 69 36504878.

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Um dos poucos dias de sol que peguei na Alemanha

Frankfurt me surpreendeu agradavelmente. É moderna, bonita, fremente e me fez querer conhecê-la melhor. Quero voltar e explorar essa bela cidade com mais calma.

Abaixo, mais algumas fotos.

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Rio Main

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Em frente ao símbolo do Euro

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Arquitetura reconstruída no centrinho