Londres – Dia 5

No nosso quinta dia em Londres, o tempo estava ensolarado e com muito vento. Muito mesmo!

Depois do café da manhã fomos comprar ingressos para a Torre de Londres, ou The Tower, para os britânicos, que é um lugar fascinante, onde já foi fortaleza, prisão e moradia da realeza. Já fiz um post sobre a Torre aqui.

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Torre de Londres

Compramos os ingressos para a tarde e seguimos andando até a Tower Bridge. A construção da Tower Bridge iniciou em 21 de Junho de 1886 e foi inaugurada em 30 de Junho de 1894, oito ando depois. É uma ponte móvel e até hoje levanta suas básculas para dar passagem a embarcações que navegam pelo rio Tâmisa. A ponte foi projetada pelo arquiteto Sir Horace Jones, e mede 244 metros de comprimento e 42 metros de altura.

Você pode atravessar a Tower Bridge de uma lado a outro sem pagar nada, mas pode também visitar a Tower Bridge Exhibition, onde verá uma breve história da construção, além de atravessar a ponte por cima e ter uma bela vista da cidade. O ingresso para Tower Bridge Exhibition pode ser comprado aqui.

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A ponte mais linda do mundo.

Decidimos não subir na ponte, só atravessá-la, e fomos almoçar no restaurante The Ivy Tower Bridge. The Ivy é uma rede de restaurantes em Londres, queridinha de várias celebridades. Cada restaurante tem uma proposta. Tem os mais sofisticados, os mais charmosos, os mais casuais. O The Ivy Tower Bridge é casual e sofisticado ao mesmo tempo. E o melhor, a comida é ótima! Além da vista incrível que temos da bela Tower Bridge. Você pode reservar aqui, mas fomos sem reserva e foi super tranquilo. Fica em One Tower Bridge, Tower Bridge Rd, London SE1 2AA, Reino Unido.

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Brinde com vista

Depois do nosso delicioso almoço, aí sim, fomos visitar a Torre. Como eu disse anteriormente, já havia falado dela aqui.

De lá fomos a Fortnum & Mason, uma loja de departamentos de luxo que foi fundada em 1707 por William Fortnum e Hugh Mason. Nós fomos lá pra tomar o famoso afternoon tea, ou chá da tarde, mas é um divertimento passear pelos diversos departamentos da loja observando as louças, todos os tipos de chá, biscoito, as lindas hampers (cestas para picnic) e várias outras coisas.

A loja é belíssima e possui o Royal Warrant, certificado que é dado pela rainha Elizabeth II, pelo príncipe Phillip ou pelo príncipe Charles a lojas selecionadas. Este selo garante que o estabelecimento possui confiança real. Mesmo que você não vá comer ou comprar nada, vale à pena dar uma olhada. A rainha manda comprar seus chás e acompanhamentos lá.

Nós tomamos chá no Diamond Jubilee Tea Salon, reinaugurado em 2012 pela própria Rainha Elizabeth e as Duquesas de Cambridge (Kate Middleton) e Cornwall (Camilla Parker-Bowles).

Esse salão é lindo e o ambiente é agradabilíssimo, com um músico tocando lindas canções no piano. Além disso, o chá é delicioso. Escolhi o Vanilla Nougath e tomei umas quatro xícaras. É chá que não acaba mais. Ele vem acompanhado de finger sandwichs (sanduíches fininhos feitos com pepino, queijo, presunto, cenoura), scones (uma espécie de pãozinho feito de trigo, cevada ou aveia) e vários doces. Além de geléia, manteiga, requeijão cremoso. É tudo muito gostoso, e você ainda pode acrescentar uma (ou mais) taça de champanhe, que foi o que fiz. Todos os sanduíches, scones e docinhos podem ser repostos. É só você pedir. O chá completo (sem o champanhe) custa 55 libras e você pode reservar aqui. O endereço principal é 81 Piccadilly, pertinho de Picadilly Circus.

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Relógio maravilhoso na fachada da Fortnum & Mason

 

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Quero essa louça pra mim!!!

Da Fortnum & Mason seguimos para o teatro para assistirmos ao musical Motown. O musical foi cancelado em abril, por isso não vou deixar detalhes aqui. Mas sempre que for a Londres vá assistir a algum musical ou peça. É sempre muito bom.

Abaixo mais algumas fotos.

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O prédio arrendondado da esquerda é a prefeitura de Londres e o pontudo é o Shard, o edifício mais alto da Europa
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The Tower, vista do outro lado da ponte

 

Londres – Dia 4

E vamos continuar nosso passeio por Londres, essa cidade linda!

Fez outro dia de sol e estava até calor. Resolvemos começar nosso dia com um autêntico café da manhã inglês. Na verdade foi quase um brunch, porque já passava das dez horas da manhã. Eu prefiro o café da manhã brasileiro, com frutas, café e um pãozinho, ou mesmo uma omelete ou ovos beneditinos. Pra mim café da manhã sempre tem que ter ao menos uma fruta. O café da manhã inglês é praticamente um almoço.

No geral, o Full English Breakfast consiste de: ovos fritos,  bacon, tomates, cogumelos, feijões assados ou cozidos com molho de tomate, linguiça e torrada. Às vezes varia, mas é basicamente isso. Não lembro o nome do pub que tomei meu café da manhã britânico, mas sei que ele fica em frente à South Kensington Station, na Thurloe Street. Achei bom, como experiência. Estava tudo gostoso, mas nem pensar em trocar minhas frutas por esse bando de gordices. Fora que feijão com molho de tomate é meio esquisito.

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My Full English Breakfast

O dia ensolarado estava propício para ficarmos outdoors, então resolvemos visitar o Kensington Gardens, um dos Parques Reais de Londres. Originalmente, ele fazia parte do Hyde Park, o maior parque da cidade, até que no final do século 17 o rei William III comprou uma pequena parte do terreno e mandou construir o Palácio de Kensington, onde hoje moram o Duque e a Duquesa de Cambridge e seus filhotes fofos.

O Kensington Gardens tem várias atrações como os Memoriais do Príncipe Albert e da Princesa Diana, a estátua de bronze do Peter Pan e a casa de chá, Orangery, antigamente, uma estufa. O lugar é ótimo para passear, fazer ciclismo, pic nic ou simplesmente sentar num banco ou na grama e observar as pessoas, cisnes e esquilos. Programa delicioso!

De lá fomos a Westminster, onde fica a famosa Westiminster Abbey, o Parlamento Inglês, a Elizabeth Tower, com o Big Ben (a torre do relógio mais famoso do mundo está em reforma até meados de 2021) e a London Eye, a roda gigante mais alta da Europa, com 135 m. Nas outras três vezes que estive em Londres, dei uma volta na London Eye, mas dessa vez resolvi passar. Porém, garanto que é um passeio muito legal. A vista é incrível!

Fomos almoçar no pub The Red Lion, uma antiga taberna medieval e agora um pub belíssimo com ares vitorianos. Como fica muito perto do Parlamento e da Downing Street, é fácil encontrar políticos por ali. O primeiro ministro inglês Winston Churchill gostava de ir lá, tomar uns drinques, e o escritor Charles Dickens era um assíduo frequentador.

Apesar de ser quase 3 horas da tarde (ou por causa disso), o pub estava lotado. Conseguimos uma mesa por pura sorte. Aliás, sempre demos sorte em pubs lotados. 😉 A comida é simples e deliciosa, a cerveja estava numa temperatura ótima, enfim, adorei ter conhecido o pub, que junto ao The Churchill Arms, se tornou meu preferido na cidade. Ah! E o The Red Lion tem um bar no subsolo, que também serve almoço e você pode reservar para algum evento especial. O The Red Lion fica em 48 Parliament St, Westminster, London SW1A 2NH, Reino Unido e fica aberto até às 23h.

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Foto do site oficial
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Passeio por Westminster com a London Eye ao fundo

Depois do almoço, saímos andando pela cidade, paramos num livraria, onde comprei meu exemplar de Lethal White, que estava ansiosa pra ler, e fomos parar no Tate Modern.

O Tate Modern é o museu de arte moderna mais importante de Londres (e um dos mais importantes do mundo) e fica na antiga central elétrica de Bankside, às margens do Tâmisa. Tem obras permanentes de Pablo Picasso, Andy Warhol e Salvador Dalí. É o segundo museu mais visitado de Londres, perdendo apenas para o Museu Britânico, e o melhor: é de graça! Você só paga se tiver alguma exibição ocasional de algum artista, e mesmo assim, algumas são grátis. O museu fica aberto de domingo a quinta-feira das 10 até às 18h e sextas e sábados, das 10 às 22h. Bankside, London SE1 9TG, Reino Unido.

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Tate Modern
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A escultura Love, de Robert Indiana, foi dar um passeio em Londres

Do museu, atravessamos a Millennium Bridge, uma ponte suspensa para pedestres que foi inaugurada em 2000, para comemorar a entrada do milênio. Ela sai direto na Catedral de São Paulo.

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Catedral de São Paulo

A igreja já estava fechada, então não conseguimos visitá-la por dentro. Você pode comprar o ingresso e visitar a igreja com direito a subir na cúpula e descer até a cripta, onde estão os restos mortais de várias personalidades, como Winston Churchill. O ingresso custa 17 libras, mas se você quiser só olhar a igreja por dentro, basta ir no horário da missa, que não precisa pagar nada. Os tickets você pode comprar aqui. A catedral está aberta à visitação de segunda a sábado das 8:30 até as 16h. St. Paul’s Churchyard, London EC4M 8AD, Reino Unido.

De lá, já cansadas e com fome (e depois de ter queimado a língua com o café mais quente do mundo) fomos procurar um lugar pra jantar. Nos foi sugerido o Angus Stakehouse, um restaurante de carnes com quatro endereços em Londres. Foi uma ótima pedida. A carne é tenra, macia e o acompanhamento não deixou a desejar. Recomendo!

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Carne macia e saborosa!

Abaixo, mais algumas fotos.

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Sombra bem vinda
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Fazer nada é tão bom…
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Encontrei um amiguinho. Fofura!

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Londres – Dia 3

No nosso terceiro dia em Londres, o tempo amanheceu incrivelmente lindo, com sol e céu azul. Quem disse que em Londres só chove?

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Olha esse céu!

Resolvemos explorar os bairros de Notting Hill e Camden Town. Começamos pela fofura que é Notting Hill, que ficou imortalizado com o filme do mesmo nome (aqui no Brasil ficou conhecido como Um Lugar Chamado Notting Hill).

Notting Hill era uma aldeia rural até a expansão da Londres urbana durante o século 19. Era um lugar onde se fazia tijolos e telhas por causa do barro que era cavado na área. Nos anos 1950 o lugar foi atraído por caribenhos, por causa dos aluguéis baratos. A comunidade jamaicana criou o Carnaval de Notting Hil em 1964. Ficou conhecido por volta de 1970 como reduto de artistas, mas o bairro só ficou mesmo conhecido internacionalmente depois do filme de 1999.

No início do século 21, após décadas de gentrificação, o bairro ganhou fama de fashion e influente, por causa de suas casas vitorianas, lojas de alta qualidade e ótimos restaurantes.

O Farm Girl Notting Hill é um desses restaurantes super charmosos e com comidinhas deliciosas. Foi lá que tomamos o café da manhã. Comi uma omelete de ervas finas bem saborosa, com suco de laranja e café. Fica na 59A Portobello Rd, Notting Hill, London W11 3DB, Reino Unido.

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Olha que fofura! A foto é do site do restaurante.
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Minha omelete

Como já estávamos na Portobello Road, resolvemos começar a explorar Notting Hill por ela. A Portobello Road é uma rua que corta quase todo o bairro de norte a sul. Ela tem inúmeras lojas de roupas, souvenirs, artesanato, antiquários…é um deleite para os consumistas. E para todos os outros. Nos sábados acontece a famosa Portobello Market, uma feira que vende antiguidades, roupas e outras coisas de segunda mão e é cheia de barraquinhas com frutas, verduras, queijos, o que você imaginar. O problema é que fica mais cheia que o normal.

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Alice’s é um antiquário fofo que vende desde louças a produtos feitos a mão

Mas o que a maioria dos turistas gosta mesmo é de procurar a porta azul do filme. Ela realmente existe e pertencia à casa de Richard Curtis, roteirista de Um Lugar Chamado Notting Hill. As cenas externas da casa de William Thacker (personagem de Hugh Grant) foram todas feitas ali. Fica na 280 Westbourne Park Road.

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O lugar está meio detonado, mas está lá

The Travel Bookshop, a livraria de William Thacker, foi inspirada em uma livraria que fechou em 2011. Atualmente há outra no local, que vende não apenas livros de viagens, mas de vários outros assuntos. Acabei comprando uma comédia romântica com o significativo nome de From Notting Hill With Love…Actually, de Ali McNamara. A livraria fica em 13 Blenheim Cres, Notting Hill, London W11 2EE, Reino Unido.

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Livrarias são um paraíso pra mim

De lá resolvemos dar uma passadinha na loja do Harry Potter. Eu tinha estado lá em 2015 e era só uma lojinha. Como cresceu! A loja está enorme e linda, cheia de artigos relacionados ao bruxinho, cada coisa mais fofa que a outra. Estava tão apinhada de pessoas que não deu pra tirar fotos. Comprei uns presentinhos pros meus sobrinhos e queria ter comprado a loja inteira, embora ela não seja baratinha. Mas dá pra comprar umas coisinhas. Além disso a loja fica na estação King’s Cross, que é bem bonita. Vale à pena dar uma passada lá. Fica em Pancras Rd, Kings Cross, London N1 9AP, Reino Unido.

De lá fomos pra Camden Town e, como já tinha passado da hora do almoço, estávamos mortas de fome. Almoçamos no restaurante Poppie’s Fish & Chips, que existe desde 1952 e é considerado um dos melhores lugares pra comer fish’n’chips de Londres. Não sei se é o melhor, mas é muito bom! O Poppie’s fica na 30 Hawley Cres, Camden Town, London NW1 8NP, Reino Unido.

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O primeiro andar estava vazio, pois já tinha passado da hora do almoço e ainda não era hora do jantar
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Simples e saboroso

Camden Town é considerado o bairro mais descolado de Londres. É conhecido por ter uma cultura alternativa e é cheio de punks e adolescentes. Amy Winehouse era uma das moradoras e até tem uma estátua dela em tamanho real em frente ao Stable Market. Tirei uma foto com ela, mas ficou horrorosa! Vou postar aqui não.

O Stable Market é um dos mercados de Camden. O interessante dele é que as lojas são onde antigamente eram baias, já que o Stable Market foi um estábulo e comportava centenas de cavalos.

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Outro mercado interessante é o Lower Market Hall. Tem muitas lojinhas de souvinirs com lembrancinhas bem baratinhas. Aliás, Camden Town é um dos bairros mais baratos de Londres.

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Tem outros mercados em Camden, mas acabamos não conhecendo todos. Saindo de lá, resolvemos passar na Liberty, uma loja de departamentos belíssima, que foi fundada em 1875, tem a arquitetura em estilo Tudor e é um ótimo lugar pra ser dar um passeio. Ela vende vestuário pra mulheres, homens e crianças, perfumes, papelaria, artigos de decoração, além de tecidos com estampas exclusivas. Pena que é muito cara. Mesmo assim vale a visita. Regent St, Soho, London W1B 5AH, Reino Unido.

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Não é linda?

Passeando pela Regent Street, deu vontade de beber alguma coisa e paramos no Ralph’s Coffee and Bar, que pertence à loja Ralph Lauren. O local é lindo e sofisticado e é ótimo para uma paradinha depois de um dia cheio de passeios e/ou compras. Não comi o waffle, mas soube que é um dos melhores da cidade. 173 Regent St, Mayfair, London W1B 4JQ, Reino Unido.

Resolvemos terminar a noite no Hard Rock Café. Adoro o mojito de lá, além de ter uns tira gostos bem legais. Além disso, gosto de colecionar os copos e camisetas do local. Acho que não sou só eu que curto o Hard Rock. Estava lotado de brasileiros, mesmo assim conseguimos uma mesa. 150 Old Park Ln, Mayfair, London W1K 1QZ, Reino Unido.

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Mojito!!!!

Antes do Hard Rock Café demos uma passadinha em Picadilly’s Circus. Acho aquele lugar fantástico!

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Mais fotos abaixo.

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Né? :/
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Notting Hill

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Camden Town
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Camden Town

 

Londres – Dia 2

O segundo dia em Londres amanheceu friozinho e ligeiramente nublado. Nada que nos impedisse de turistar por essa cidade linda.

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Quero morar nessa ruazinha fofa!

Quando viajo, nunca reservo hotel com café da manhã. Gosto de explorar as cidades e seus cafés, e Londres tem vários lugares com um bom café da manhã continental a preços acessíveis. Redes como a Patisserie Valerie, Café Nero, Pret A Manger e a francesa Paul, são lugares com comidinhas deliciosas para começar bem o dia. Estão espalhados por toda a cidade.

Um lugar que eu amo em Londres é Covent Garden. É cheio de lojas, restaurantes, teatros, e tanto você encontra lojas de grife quanto artesanato. E tem uns brechós legaizinhos por lá. Todo mundo vai tirar fotos na Piazza, que é um lugar super gracinha e tem vários artistas de rua cantando, dançando, fazendo truques. Muito legal de ver!

E pertinho dali fica Neal’s Yard, um dos locais mais coloridos de Londres. É um beco que se abre num triângulo e tem armazéns de tijolinho entre as casinhas coloridas. A área começou a ser revitalizada em 1978 com a abertura de uma loja de produtos orgânicos no local. Depois abriram também uma loja de cosméticos e produtos medicinais artesanais, assim como uma loja de queijos orgânicos. Então Neal’s Yard passou a ser frequentado por pessoas que gostam de um estilo de vida mais saudável.

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E como o local é absolutamente instagramável, não tardou aos turistas descobrirem o lugar. Hoje também tem restaurantes, cafés e salão de beleza. Muito lindo!

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Os restaurantes de Neal’s Yard estavam lotados, por isso acabamos indo ao Jamie’s Italian. Não tinha fila e não precisou fazer reserva. O garçom foi bem atencioso e logo fizemos nosso pedido. Teve uma entradinha super gostosa que não me recordo o nome (sorry!) e, pra variar, pedi spaghetti ao vôngole, um dos meus pratos preferidos. Nossa, que delícia!

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Entrada sem nome. :p
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Hummmmm…
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Olha essa sobremesa!
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Café com laranja

Infelizmente, esse restaurante, assim como outros do Jamie Oliver, fechou em maio de 2019. O Jamie’s Italian agora tem apenas dois endereços em Londres. 17-19 Denman St, Piccadilly, Soho, London W1D 7HW, Reino Unido, +44 20 3984 8133 e 66 Victoria St, Westminster, London SW1E 6SQ, Reino Unido, +44 20 3984 8233.

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Um brinde ao Jamie Oliver

Do restaurante voltamos à Piazza de Covent Garden e fizemos umas comprinhas, que ninguém é de ferro. No The Marketplace, o shopping que fica dentro da Piazza, você encontra lojas de roupas, brinquedos, chocolates e uma loja de chás muito fofa chamada Whittard of Chelsea. Além de chá, a loja também vende chocolate e você pode experimentar lá mesmo. Tem diversas chaleiras com as bebidas quentes e você prova quantas quiser. Acabei comprando umas caixinhas de chá pra dar de presente. A Whittard of Chelsea tem vários endereços. O de Covent Garden é 9 The Marketplace, The Piazza, London WC2E 8RB, Reino Unido.

E como estamos em Londres, temos que dar uma paradinha num pub. O The Punch and Judy foi construído em 1787 e é um dos mais icônicos da cidade. Ele lota durante os horários de almoço e jantar e tem gente de todas as idades, tanto turistas como locais. Estava relativamente vazio quando fomos, porque chegamos lá por volta das 17h. Então nada como uma cerveja inglesa pra repor as energias. 😉 O pub fica em 40 Henrietta St, Covent Garden, London WC2E 8RF, Reino Unido e fecha às 23h.

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Bora tomar uma pint?

E depois de tomar uma pint (não sei se já falei, mas pint é uma unidade de medida que na Inglaterra equivale a 568,26 ml), vamos caminhar pra gastar as calorias.

Acabamos chegando na Harrods, uma das mais famosas e luxuosas loja de departamentos do mundo. Ela se originou quando Charles Henry Harrod abriu uma pequena loja de comidas. Em 1849 o local da loja mudou para onde é hoje e foi aumentando com o tempo, com a compra de casas e lojas ao redor. Em 1883 um grande incêndio destruiu a loja, mas ela foi reconstruída pouco tempo depois, maior e mais imponente.

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Fila de táxi na loja

São sete andares de puro luxo. Simplesmente não dá pra ver tudo em um dia. Mas você pode escolher o que quer ver (ou comprar). Tem a Harrods Gift Shop no subsolo da loja que você pode comprar presentinhos da marca Harrods que vão desde ursos de pelúcia, a sacolas,  biscoitos e chocolates. Tem as superbrands como Chanel, Prada, Dolce & Gabana, Valentino, entre outras que estão espalhadas nos primeiro (para mulheres), segundo (para homens) e quarto (para crianças) andares. A Louis Vuitton tinha uma fila gigante na entrada. O Toy Department, no quarto andar, é um deleite para crianças e adultos. Boa parte do quinto andar é ocupada pelo Harrods Shoe Heaven, o paraíso dos sapatos. No sexto andar fica o Salon de Parfums, onde você encontra perfumes de vários lugares do mundo, inclusive os mais exclusivos. E tem também o Food Hall, que é a área de alimentação. É tipo um supermercado de luxo, que vende todo tipo de comida de todos os lugares do mundo. São três salas lindamente decoradas com azulejos pintados e lhe deixam em dúvida se você olha pra comida ou pro ambiente.

As fotos acima são do site da Harrods.

Como já estávamos por lá mesmo, resolvemos comer em um dos vários restaurantes da loja, o Bao Kitchen, que fica no quarto andar. O lugar é lindo e o serviço é ótimo, além da comida ser muito boa também.

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Como chegamos tarde, a cozinha já estava fechada, então fizemos só um lanche. Que valeu por um jantar. A Harrods fica em 87-135 Brompton Rd, Knightsbridge, London SW1X 7XL, Reino Unido.

Abaixo mais algumas fotinhos.

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No outono, a primavera
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Sou apaixonada por essa cidade!
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No Marketplace

 

 

Londres – dia 1

Como faz um tempo que vim aqui, resolvi continuar com o diário de viagem Paris/Londres.

Existem várias maneiras de ir de Bournemouth a Londres. Você pode ir de trem, de ônibus, de ônibus/trem e até de carona compartilhada. E de carro, claro. Não lembro mais o motivo, mas a gente pegou o ônibus pra London Heatrow, e de lá um trem para a estão St. Pancras. A viagem durou umas três horas e meia e comemos um lanche no trem. Com certeza ir de ônibus ou trem direto é mais econômico, mas algo que me escapa à memória no momento, nos impediu de fazer isso.

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Na estação de St. Pancras você se depara com essa linda escultura

Dessa vez, nada de metrô. Fomos de táxi para o hotel. O escolhido foi o K Hotel Kensington, que fica a 10 minutos a pé do Museu de História Natural, a 15 do Hyde Park e do Museu Victoria e Albert e a 20 minutos da Harrods. O hotel é bem charmosinho e, embora pequenos, os quartos são confortáveis, assim como os banheiros. O K Hotel Kensington oferece café da manhã, mas prefiro sempre tomar café em algum lugar diferente todos os dias. O K Hotel Kensington fica em Courtfield Gardens, Kensington, London SW7 4DU, +44 20 7835 2969.

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Vista da janela do meu quarto em Londres.

Depois de nos instalarmos, saímos para jantar. Eu estava morta de fome, afinal só tinha feito um lanche no trem. Esse negócio de almoçar sanduíche não é comigo. Gosto mesmo é de uma boa refeição e de todo ritual que ela proporciona. Sentar à mesa, com um bom prato e um vinho pra acompanhar. Tem coisa melhor?

A caminhada até o The Churchill Arms, o pub mais bonito da Inglaterra, só aumentou meu apetite. Falei dele nesse post aqui. A comida é tailandesa, deliciosa e apimentada. Não deu pra tirar foto por dentro dessa vez porque o pub estava lotado! Conseguimos uma mesa por pura sorte.

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Muito lindo, né?
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Camarão VG apimentado com uma half pint pra acompanhar.

Depois do jantar voltamos andando para o hotel. Então vocês estão vendo. Eu gosto de caminhar, desde que não esteja carregando malas. 😉

Abaixo mais umas fotinhos.

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Londres tem inúmeros postes carregados de flores. Lindeza total!
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Um por do sol londrino. ❤

A Casa dos Novos Começos

Sábado fui ao shopping comprar um presente e, pra fazer hora antes de ir fazer as unhas, entrei na livraria e comecei a ler esse livro. Acabei me envolvendo pela leitura, quase perdi a hora do salão e resolvi comprá-lo. O que me rendeu um ótimo domingo lendo essa história, que tem personagens encantadores.

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Olha que capa fofa!

Em uma elegante casa próxima à orla, três moradoras têm muito em comum.

Rosa larga uma carreira promissora em Londres para ser sous-chef em Brighton, depois de uma terrível descoberta. Quando a vizinha Jo, precisa fazer uma cirurgia de urgência e pede a Rosa para cuidar de sua filha adolescente contestadora, ela começa a questionar suas escolhas.

Georgie se muda para Brighton com o namorado, deixando o trabalho de bibliotecária em sua cidade, por causa da carreira dele. Ela então resolve ser jornalista e faz de tudo para trabalhar numa revista local, se metendo em várias enrascadas.

Charlotte passa as noites isoladas em seu apartamento, sem querer ver ninguém, após uma tragédia que mudou sua vida. Até conhecer Margot, uma senhora francesa pra lá de estilosa, que resolve dar uma agitada na vida dela.

Quando as três se conhecem e se tornam amigas, sua vidas começam a mudar.

Na verdade muitas coisas acontecem antes das três se conhecerem, o que ocorre lá pela página 100. O que parecia ser o tema principal do livro, acaba sendo apenas uma pequena parte dele, não deixando se ser especial.

As três personagens principais são complexas e você não tem como deixar de torcer por elas. Rosa e Charlotte, apesar de motivos diferentes as terem feito mudar suas vidas, têm muito em comum. Ambas são mais centradas e só querem uma vida sossegada, o mais longe possível da que tinham anteriormente. Georgie é atrapalhada e apaixonada pelo namorado chato. Pois é, não gostei muito do Simon. Ele é o tipo de cara que pensa nele em primeiro lugar, na carreira em segundo e no resto depois. Ela é a mais jovem das três, uma maluquinha adorável e alto astral.

O livro tem chefes escandalosos, idas ao hospital, crianças perdidas, encontros à beira-mar, bisbilhotice no Facebook, speed datings (que coisa ridícula!), pais atrapalhados, baristas charmosos e jantares saborosos, entre outras coisas. A vida das três moradoras acaba entrando nos eixos e a que mais me surpreendeu foi justamente a de Georgie. Imaginava um final completamente diferente pra ela, que sempre foi destemida. Não vou soltar spoilers, mas confesso que fiquei meio decepcionada.

Os outros personagens também são bem interessantes, principalmente Margot, a senhorinha francesa que ama aproveitar o que a vida tem a oferecer, de longe a minha preferida. Não seria nada mal ter uma Margot na minha vida.

Brighton, a cidade litorânea na qual a história se desenrola, acaba sendo uma deliciosa coadjuvante. Daquelas que você acaba o livro e fica com vontade de conhecê-la. Já estava na minha lista, agora vou ter que priorizar quando voltar à Inglaterra.

A leitura é fluida, leve e não dá vontade de largar. A Casa dos Novos Começos, de Lucy Diamond, faz parte da coleção Romances de Hoje, da Editora Arqueiro. Pra se apaixonar.

Bournemouth

Quando programamos a viagem para a França e Inglaterra, minha amiga atleta Adrianinha catou logo uma corrida pra encaixar no roteiro. Eu nunca tinha ouvido falar sobre Bournemouth, até ela dizer que iria correr uma meia maratona lá e que pra isso passaríamos dois dias na cidade.

Bournemouth é uma cidade litorânea e um dos principais destinos de verão na Inglaterra. Com cerca de 168.000 habitantes, é a cidade mais populosa da região de Dorset, no sul do país. Fica a 2h de carro e 1:55 de trem de Londres. Diferente da maioria das cidades litorâneas inglesas, cujas praias são de pedrinhas, Bournemouth tem 12 km de praia de areia branquinha e é o paraíso dos surfistas.

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Praia de Bournemouth num dia muito chuvoso

Nós saímos de Rye depois do almoço e chegamos em Bournemouth mais ou menos às cinco da tarde, já que tivemos que fazer várias baldeações. Saindo de Londres têm trens direto. Ficamos hospedadas no The Elstead Hotel, um três estrelas com quarto bem espaçoso e ótimo custo/benefício. 12-14 Knyveton Rd, Christchurch, Bournemouth BH1 3QP.

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Vista do quarto do hotel, na hora de ir embora, quando o sol resolveu aparecer

Ainda não tínhamos comido o famoso fish’n’chips inglês nessa viagem, então procuramos um que fosse bem recomendado e achamos o Chez Fred. Não deixou nada a desejar. O restaurante é simples e arrumadinho, o atendimento é ótimo e a comida muito boa. Peixe e fritas sequinhos e aquele purê de ervilhas, que não é bem um purê, mas que é delicioso. O restaurante fica bem cheio e tivemos que esperar um pouco, mas é aquele esquema. Come, paga e vai embora. 10 Seamoor Rd, Bournemouth BH4 9AN.

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Hummmm…

Além das praias, Bournemouth tem muita área verde. Os jardins são divididos entre Upper, Central e Lower Gardens e têm, além de muito verde, quadras de tênis, parque infantil e muitas flores. Nossa ideia era visitar os parques e o píer da cidade, mas São Pedro resolveu não colaborar. Fez frio e teve muita chuva e muito vento. Então nossa programação foi toda indoors.

Raramente fico num hotel com café da manhã. Prefiro explorar os cafés das cidades, e em Bournemouth não foi diferente. Fomos no The Cozy Club e foi uma decisão acertadíssima. O lugar, que também serve almoço e jantar e funciona como bar, é super espaçoso, com uma decoração bem bonita e garçons atenciosos (aprendam, franceses). E a comida é ótima! Não sabia que a mistura de ovo com abacate podia ser tão boa. Fica na 34 Old Christchurch Rd, Bournemouth BH1 1LG.

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The Cosy Club. Bem gracinha
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Café da manhã de Adriana
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Meu café da manhã, com ovo e abacate.

Fomos passear no centro da cidade, que é uma gracinha, com sua arquitetura vitoriana. Mas chovia muito. Sabe aquela chuva de vento, super fria? Tive que entrar numa loja pra comprar um guarda-chuva. Do centro fomos ao parque porque Adriana precisava pegar o kit da corrida. O pouco que vi, achei bem bonito e adoraria ter explorado mais, mas não deu.

Fomos almoçar no Koh Thai, um restaurante tailandês com comida incrivelmente boa. Pra quem gosta de um prato apimentado, a comida tailandesa é perfeita. O restaurante estava quase vazio, mas soube que enche bastante à noite. É bem bonito, sofisticado e não é baratinho, mas também não é tão caro a ponto de você precisar deixar uma córnea por lá. Fica na Daimler House, Poole Hill, Bournemouth BH2 5PS.

À tarde fomos visitar o Russell-Cotes Art Gallery & Museum, sem dúvida, o lugar que mais gostei na cidade. Sou suspeita pra falar, porque adoro um museu, mas o Russell-Cotes é bem bacana mesmo. Em 1897 Sir Merton Russell-Cotes contratou o arquiteto John Frederick Forgety, para construir uma casa para sua esposa, Lady Annie. A casa tem estilo art nouveau, a decoração é linda e ainda tem um belo jardim. Em 1907, Lady Annie doou a casa e suas obras de arte à cidade. Os Russell-Cotes adoravam viajar e sempre traziam arte de outros continentes, como África e Ásia, além de terem várias obras contemporâneas de artistas do final do século 19 e início do século 20.

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Fachada do museu

Além das obras de arte, a casa é um show à parte. A decoração é belíssima. Eu quis levar as cristaleiras todas pra casa. ❤ Talvez se não tivesse chovido tanto eu não tivesse conhecido essa pequena joia. Então, valeu São Pedro! Fica na Promenade East Cliff, Bournemouth BH1 3AA.

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Todos os móveis do museu são lindos assim
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Outono em Bournemouth

Rye – Inglaterra

Eu sempre gostei de história medieval e de ler e assistir a séries e filmes de época. Então, quando planejamos a viagem para França e Inglaterra, resolvi incluir Rye no roteiro. Desde que ouvi falar nela, e em sua famosa pousada, a Mermaid Inn, tive curiosidade em conhecer.

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Mermaid Street

Rye é uma pequena cidade localizada em East Sussex, na Inglaterra, bem pertinho do Canal da Mancha, e fica a dois quilômetros do mar aberto. Não cheguei a ir até a praia, mas a vi do alto. A cidade fica a cerca de 100 km de Londres e você chega lá de trem ou carro. Como cheguei de Paris de trem, logo em seguida já peguei outro para Rye. O bom foi que nem saímos da estação. Chegamos na London St Pancras International e de lá pegamos um trem para a estação Ashford International. Rye é muito pequena e não há um trem direto pra lá. De Ashford pegamos um outro para Rye. A estação fica bem no centro da cidade.

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Centrinho de Rye

Rye é um encanto de cidade. Passeando por lá você se sente dentro de um livro de Jane Austen ou num episódio de Downton Abbey. E não precisa de muito tempo para explorar a cidade, já que ela é bem pequena. Tem cerca de 5000 habitantes.

Fomos andando pra pousada, que fica bem pertinho da estação, e logo de cara já dá para se encantar por ela. Imagine ficar hospedada numa pousada do século XV! O Brasil nem existia ainda. Mas falo da pousada depois.

Depois de nos instalarmos fomos explorar a cidade. Bem pertinho da Mermaid Inn tem um café super fofo chamado The Cobbles Tea Room. Ele foi construido em 1826 e tem bolos deliciosos. Escolhi o victoria cake, que é um bolo feito com manteiga e geleia de morango e, apesar das várias calorias (ou por causa disso), é super gostoso. Fica na 1 Hylands Yard, Off The Mint.

De lá fomos para o Castelo de Rye, também conhecido como Ypres Tower. Ele foi construído no século XIII, para defender a cidade dos ataques constantes dos franceses e é bem pequeno. Dá pra ver tudo em, no máximo, uma hora. Mesmo assim vale à pena, principalmente quando você sobe até a varanda do castelo, de onde você tem uma vista da cidade.

Mas a vista do castelo não é a mais bonita. A melhor é a da igreja anglicana Church of St. Mary. Durante os meses de abril a outubro você pode subir na torre e ter as vistas mais lindas da cidade. Do alto você percebe como Rye é encantadora! Dá pra ver o mar, o rio e as colinas. Do lado de fora da igreja fica a Church Square, um lugar cheio de árvores e diversas sepulturas. E há sepulturas muito, muito antigas. Você se sente dentro de uma história medieval. Achei o lugar lindo!

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Vista da torre da igreja
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Outro ângulo
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Me sentindo em Downton Abbey

A cidade é cheia de antiquários e lojinhas fofas que vende cerâmica local. Dá pra comprar uns presentinhos legais. Eu comprei uns sabonetes artesanais lindinhos. E cheirosos. Rye é uma cidade para ser explorada devagar. Existem várias casas que não possuem números, mas nomes. Tem várias casinhas da era eduardiana, com seus tijolinhos vermelhos e casas bem mais antigas, da era Tudor, brancas, com vigas de madeiras escuras. Lembrei muito da série Emma.

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Quero morar aqui!

Como havíamos acordado muito cedo pra viajar, resolvemos voltar pra pousada por volta das 6 da tarde para descansarmos um pouco. Quando acordamos já era quase 10 da noite e saímos pra jantar. Eu disse que Rye é uma cidade bem pequena. As cozinhas dos restaurantes estavam TODAS fechadas. Na pousada só estavam servindo bebidas, não havia nem mesmo um tira-gosto. Saímos pela cidade à procura de um restaurante, um café, um supermercado e tudo fechado. Acabamos encontrando um que ainda estava fechando, o Tuscan Rye, e explicamos pra dona que havíamos dormido e não sabíamos que os restaurantes fechavam tão cedo. Ela se apiedou da nossa cara de fome e resolveu falar com o marido, que era o Chef, pra ver se ele não podia preparar algo pra gente. Ele então fez uma carne suculenta com queijo e ervas finas e que comemos na companhia de um delicioso vinho. E ainda teve sorvete de pera de sobremesa. Eles foram muito gentis conosco. Além da comida ter sido aprovada, o restaurante é bem legal, com móveis rústicos de madeira escura e atmosfera aconchegante. Fica na 8 Lion St.

The Mermaid Inn

Essa pousada pra lá de graciosa, foi reconstruída em 1420, mas tem celas datadas de 1156, inclusive a adega é do século XII. Ela tem um restaurante premiado que serve comida britânica e francesa, um bar que possui uma passagem secreta (sério!), 31 quartos e estacionamento para 25 carros. O café da manhã é bem nutritivo. Servem frutas, sucos, iogurtes, porridge (uma espécie de mingau), ovos e torradas. Tudo bem gostoso. E o melhor, tem um staff super atencioso. Glenn foi nosso anjo da guarda em Rye.

Mas o mais incrível é que a pousada tem a reputação de ser assombrada. No século XVI, o bar era frequentado por contrabandistas de lã de ovelha e, supostamente tem passagens subterrâneas conectando a vários outros lugares da cidade. A decoração é rústica e apresenta uma grande viga de madeira suportada por pilares de pedra. E tem uma lareira grande e acolhedora.

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Imagina tomar vinho aqui nas noites de inverno

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Talvez a fama de assombrada seja por causa dessa gang de contrabandistas. Há vários relatos de ruídos inexplicáveis, cadeiras que balançam sozinhas, um homem que atravessa a porta do quarto 10 (não foi o meu) e uma dama de branco que aparece por lá de vez em quando. Particularmente não vi nada e passei uma noite bem tranquila na minha cama confortável.

The Mermaid Inn fica na Mermaid St, Rye TN31 7EY e você pode reservar um quarto aqui.

Quando você for na Inglaterra, reserve uma noite em Rye e se encante com a cidade e a pousada. Caso você não tenha medo de fantasmas.

Mais fotos da cidade abaixo.

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Paris – Dia 4

No nosso último dia em Paris, fomos de novo passear pela cidade. Algumas pessoas já haviam me perguntado quando veriam fotos da famosa torre Eiffel. Então resolvemos tirar fotos com o maior (e mais lindo) clichê de Paris.

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Torre Eiffel

Tem muita coisa para se fazer em volta da Torre Eiffel. Um piquenique deve ser delicioso por ali. Uma das coisas mais legais perto da torre é o carrossel de Paris. Ótimo pra quem vai com crianças. Ou se você como eu, adora um carrossel, aproveite pra dar uma voltinha. Foi o que eu e minha amiga fizemos. Não andava de carrossel desde o século passado e paguei feliz 2,50 euros por um passeio nele. Que bom voltar a ser criança!

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Depois do carrossel, tiramos várias fotos da torre e em volta dela. Eu e Adriana já havíamos subido nela antes e não vimos necessidade de subir de novo. Ainda mais que, novamente o tempo não ajudou. Estava bem nublado e um ventinho frio soprava de vez em quando.

Uma das coisas que eu queria fazer dessa vez era ir ao Museu d’Orsey. O prédio em si já é incrivelmente lindo. Fica às margens do Sena e era originalmente uma estação ferroviária, a Gare du Quai d’Orsay. Foi inaugurado em 1898, a tempo da Exposição Universal de 1900. O projeto foi do arquiteto Victor Laloux. Além de estação ferroviária, também serviu de correio durante a Segunda Grande Guerra. A estação foi fechada em 1973 e em 1977 o governo resolveu transformá-la em museu, sendo inaugurado em 1º de dezembro de 1986, pelo então presidente François Mitterrand.

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Relógio do Museu d’Orsey

O prédio é belíssimo e abriga obras de artistas ocidentais do período entre 1848 a 1914. Lá você pode ver Cezanne, Degas, Gauguin, entre outros, além do meu preferido da vida, Vincent Van Ghog. Se um dia eu ganhar muito, muito dinheiro, quero ter nem que seja um desenho dele.

Geralmente há também exposições temporárias de outros artistas. Nesse dia tinha uma das fases rosa e azul de Picasso. O d’Orsey fecha às segundas e você pode comprar os ingressos aqui.

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Selfie com uma amiga

O tempo nublado deu uma melhorada e fomos passear no Jardim de Luxemburgo. Paris tem dois grandes jardins: o Tuleries e o Luxemburgo. Ambos são lindos, mas acho o Jardim de Luxemburgo mais bonito ainda. No lindo Palácio de Luxemburgo, dentro do parque, fica o senado da França.

O Jardim de Luxemburgo parece um museu a céu aberto. São dezenas de esculturas espalhadas pelo parque, a linda Fontaine Médicis, além de teatro de fantoches, lagos, pomar e restaurante. Os jardins são belíssimos, cheios de flores coloridas. Dá pra passar a tarde inteira sentada num banquinho ou cadeira, observando as crianças brincarem com barquinhos no lago e adultos jogando xadrez. Um programa grátis e imperdível em Paris.

De lá fomos conhecer a charmosa Ile Saint Louis, onde caminhamos e tomamos um delicioso sorvete na Maison Berthillon, considerado por muitos o melhor sorvete de Paris. Achei bem gostoso, mas em minha humilde opinião existem sorveterias bem melhores no Brasil. O endereço da sorveteria é 29-31 rue saint Louis en l’ile 75004, Paris.

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Depois disso fomos andando (a gente anda, viu!) até o Centre Georges Pompidou, onde está incrível museu de arte moderna de Paris. Além do museu, o Pompidou abriga um centro de pesquisa musical e acústica e uma biblioteca pública. E mesmo que você não goste de arte moderna, vale à pena ao menos ver o Centro por fora. Ele tem a arquitetura bem diferente da maioria dos prédios parisienses, com seus canos, tubos de ar, escadas coloridas e elevadores, localizados na parte exterior do edifício.

O edifício tem seis andares e no quarto e no quinto se encontram as exposições permanentes, com obras de Matisse, Picasso, Miró e Kandinsky. Vale à pena dar uma olhada. Você pode comprar ingressos ( e outros passeios) aqui.

Saindo do Centro, fomos até a avenida de Champs-Elysées, a rua mais famosa de Paris e considerada a mais bonita do mundo. Adriana queria passar na loja da Disney por causa de uma encomenda e eu por pouco, não compro um Bisonho, o burrinho fofo da turma do ursinho Pooh. Coisa mais linda!

De lá, já com fome, jantamos no restaurante Café di Roma, uma opção boa e barata em Paris. E os pratos são bem servidos. Meu penne com camarão estava ótimo. 35 Av. des Champs-Élysées, 75008 Paris.

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Meu jantar no Cafè di Roma

Caminhamos a avenida toda depois do jantar e voltamos para o hotel, pra arrumarmos as malas e seguirmos para minha Inglaterra querida. Au revoir, Paris! À bientot.

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Os telhados de Paris
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Ili de Saint Louis
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Capela Sorbonne

 

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

“Talvez haja algum instinto secreto nos livros que os leve a seus leitores perfeitos. Se isso fosse verdade, seria encantador.” Juliet Ashton

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Amei essa capa, com os selos de Guernsey

Há alguns meses assisti ao filme A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata e fiquei encantada. Até escrevi sobre ele aqui. Comecei o ano comprando livros (seis), entre eles, o que dá nome ao filme, escrito por Mary Ann Shaffer e Annie Barrows.

Embora o filme tenha algumas diferenças em relação ao livro (nenhuma grave), o enredo é o mesmo. A história começa na Londres pós-guerra, onde todos ainda estão traumatizados pelas perdas que tiveram e com a cidade, que ainda está em escombros. Mesmo assim estão todos respirando aliviados pelo fim da guerra e tentando curar suas feridas. Juliet Ashton é uma escritora que lançou uma coletânea de seus artigos durante a Segunda Grande Guerra e obteve um certo sucesso. Seu editor, amigo e correspondente de cartas a manda para todos os cantos da Grã-Bretanha para o lançamento do livro.

Mas agora ela está num impasse. Quer escrever outro livro, dessa vez um de verdade, e não uma coletânea de artigos, mas está sem inspiração. Não consegue achar um assunto bom o suficiente para o livro.

Até que um dia recebe uma carta de um Dawsey Adams, que tem um livro de Charles Lamb, que pertenceu a ela, e escreve pedindo informações sobre livrarias de Londres onde possa encontrar mais obras do autor. Na carta ele fala que é membro da Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, uma sociedade que começou por causa da ocupação alemã em Guernsey, uma ilha do Canal da Mancha, na costa da Normandia e dependência da Coroa Britânica. Juliet fica curiosa e começa a se corresponder não só com ele, como também com outros membros da sociedade. Uma ideia sobre seu novo livro começa a se formar. Ela fica tão encantada e curiosa com seus novos amigos de correspondência que resolve ir a Guernsey, para saber mais sobre a sociedade e seus membros.

O livro é um romance epistolar, que muita gente torce o nariz, mas eu particularmente adoro. Ele fala da ocupação alemã em Guernsey, de amizade, de amor, de solidariedade e, principalmente de livros e do amor das pessoas por eles. Você pode ir das lágrimas às gargalhadas em algumas páginas. É simplesmente sensacional. Você acaba se apaixonando por seus personagens e querendo ser amiga daquelas pessoas.

Fiquei tão fascinada pelo livro e seus personagens que resolvi pesquisar sobre a ilha de Guernsey. As fotos são lindas e a ilha já está na minha lista de lugares pra conhecer. Mais um!

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Guernsey é linda, não?

Li o livro em dois dias, de tão bom. Leia e se emocione também.