Londres – Dia 2

O segundo dia em Londres amanheceu friozinho e ligeiramente nublado. Nada que nos impedisse de turistar por essa cidade linda.

Europa 823
Quero morar nessa ruazinha fofa!

Quando viajo, nunca reservo hotel com café da manhã. Gosto de explorar as cidades e seus cafés, e Londres tem vários lugares com um bom café da manhã continental a preços acessíveis. Redes como a Patisserie Valerie, Café Nero, Pret A Manger e a francesa Paul, são lugares com comidinhas deliciosas para começar bem o dia. Estão espalhados por toda a cidade.

Um lugar que eu amo em Londres é Covent Garden. É cheio de lojas, restaurantes, teatros, e tanto você encontra lojas de grife quanto artesanato. E tem uns brechós legaizinhos por lá. Todo mundo vai tirar fotos na Piazza, que é um lugar super gracinha e tem vários artistas de rua cantando, dançando, fazendo truques. Muito legal de ver!

E pertinho dali fica Neal’s Yard, um dos locais mais coloridos de Londres. É um beco que se abre num triângulo e tem armazéns de tijolinho entre as casinhas coloridas. A área começou a ser revitalizada em 1978 com a abertura de uma loja de produtos orgânicos no local. Depois abriram também uma loja de cosméticos e produtos medicinais artesanais, assim como uma loja de queijos orgânicos. Então Neal’s Yard passou a ser frequentado por pessoas que gostam de um estilo de vida mais saudável.

Europa 841

E como o local é absolutamente instagramável, não tardou aos turistas descobrirem o lugar. Hoje também tem restaurantes, cafés e salão de beleza. Muito lindo!

Europa 846

Os restaurantes de Neal’s Yard estavam lotados, por isso acabamos indo ao Jamie’s Italian. Não tinha fila e não precisou fazer reserva. O garçom foi bem atencioso e logo fizemos nosso pedido. Teve uma entradinha super gostosa que não me recordo o nome (sorry!) e, pra variar, pedi spaghetti ao vôngole, um dos meus pratos preferidos. Nossa, que delícia!

Europa 875
Entrada sem nome. :p
Europa 884
Hummmmm…
Europa 889
Olha essa sobremesa!
Europa 887
Café com laranja

Infelizmente, esse restaurante, assim como outros do Jamie Oliver, fechou em maio de 2019. O Jamie’s Italian agora tem apenas dois endereços em Londres. 17-19 Denman St, Piccadilly, Soho, London W1D 7HW, Reino Unido, +44 20 3984 8133 e 66 Victoria St, Westminster, London SW1E 6SQ, Reino Unido, +44 20 3984 8233.

Europa 866
Um brinde ao Jamie Oliver

Do restaurante voltamos à Piazza de Covent Garden e fizemos umas comprinhas, que ninguém é de ferro. No The Marketplace, o shopping que fica dentro da Piazza, você encontra lojas de roupas, brinquedos, chocolates e uma loja de chás muito fofa chamada Whittard of Chelsea. Além de chá, a loja também vende chocolate e você pode experimentar lá mesmo. Tem diversas chaleiras com as bebidas quentes e você prova quantas quiser. Acabei comprando umas caixinhas de chá pra dar de presente. A Whittard of Chelsea tem vários endereços. O de Covent Garden é 9 The Marketplace, The Piazza, London WC2E 8RB, Reino Unido.

E como estamos em Londres, temos que dar uma paradinha num pub. O The Punch and Judy foi construído em 1787 e é um dos mais icônicos da cidade. Ele lota durante os horários de almoço e jantar e tem gente de todas as idades, tanto turistas como locais. Estava relativamente vazio quando fomos, porque chegamos lá por volta das 17h. Então nada como uma cerveja inglesa pra repor as energias. 😉 O pub fica em 40 Henrietta St, Covent Garden, London WC2E 8RF, Reino Unido e fecha às 23h.

Europa 900

Europa 902
Bora tomar uma pint?

E depois de tomar uma pint (não sei se já falei, mas pint é uma unidade de medida que na Inglaterra equivale a 568,26 ml), vamos caminhar pra gastar as calorias.

Acabamos chegando na Harrods, uma das mais famosas e luxuosas loja de departamentos do mundo. Ela se originou quando Charles Henry Harrod abriu uma pequena loja de comidas. Em 1849 o local da loja mudou para onde é hoje e foi aumentando com o tempo, com a compra de casas e lojas ao redor. Em 1883 um grande incêndio destruiu a loja, mas ela foi reconstruída pouco tempo depois, maior e mais imponente.

Europa 909
Fila de táxi na loja

São sete andares de puro luxo. Simplesmente não dá pra ver tudo em um dia. Mas você pode escolher o que quer ver (ou comprar). Tem a Harrods Gift Shop no subsolo da loja que você pode comprar presentinhos da marca Harrods que vão desde ursos de pelúcia, a sacolas,  biscoitos e chocolates. Tem as superbrands como Chanel, Prada, Dolce & Gabana, Valentino, entre outras que estão espalhadas nos primeiro (para mulheres), segundo (para homens) e quarto (para crianças) andares. A Louis Vuitton tinha uma fila gigante na entrada. O Toy Department, no quarto andar, é um deleite para crianças e adultos. Boa parte do quinto andar é ocupada pelo Harrods Shoe Heaven, o paraíso dos sapatos. No sexto andar fica o Salon de Parfums, onde você encontra perfumes de vários lugares do mundo, inclusive os mais exclusivos. E tem também o Food Hall, que é a área de alimentação. É tipo um supermercado de luxo, que vende todo tipo de comida de todos os lugares do mundo. São três salas lindamente decoradas com azulejos pintados e lhe deixam em dúvida se você olha pra comida ou pro ambiente.

As fotos acima são do site da Harrods.

Como já estávamos por lá mesmo, resolvemos comer em um dos vários restaurantes da loja, o Bao Kitchen, que fica no quarto andar. O lugar é lindo e o serviço é ótimo, além da comida ser muito boa também.

Europa 906

Como chegamos tarde, a cozinha já estava fechada, então fizemos só um lanche. Que valeu por um jantar. A Harrods fica em 87-135 Brompton Rd, Knightsbridge, London SW1X 7XL, Reino Unido.

Abaixo mais algumas fotinhos.

Europa 828
No outono, a primavera
Europa 835
Sou apaixonada por essa cidade!
Europa 895
No Marketplace

 

 

Londres – dia 1

Como faz um tempo que vim aqui, resolvi continuar com o diário de viagem Paris/Londres.

Existem várias maneiras de ir de Bournemouth a Londres. Você pode ir de trem, de ônibus, de ônibus/trem e até de carona compartilhada. E de carro, claro. Não lembro mais o motivo, mas a gente pegou o ônibus pra London Heatrow, e de lá um trem para a estão St. Pancras. A viagem durou umas três horas e meia e comemos um lanche no trem. Com certeza ir de ônibus ou trem direto é mais econômico, mas algo que me escapa à memória no momento, nos impediu de fazer isso.

Europa 503
Na estação de St. Pancras você se depara com essa linda escultura

Dessa vez, nada de metrô. Fomos de táxi para o hotel. O escolhido foi o K Hotel Kensington, que fica a 10 minutos a pé do Museu de História Natural, a 15 do Hyde Park e do Museu Victoria e Albert e a 20 minutos da Harrods. O hotel é bem charmosinho e, embora pequenos, os quartos são confortáveis, assim como os banheiros. O K Hotel Kensington oferece café da manhã, mas prefiro sempre tomar café em algum lugar diferente todos os dias. O K Hotel Kensington fica em Courtfield Gardens, Kensington, London SW7 4DU, +44 20 7835 2969.

Europa 793
Vista da janela do meu quarto em Londres.

Depois de nos instalarmos, saímos para jantar. Eu estava morta de fome, afinal só tinha feito um lanche no trem. Esse negócio de almoçar sanduíche não é comigo. Gosto mesmo é de uma boa refeição e de todo ritual que ela proporciona. Sentar à mesa, com um bom prato e um vinho pra acompanhar. Tem coisa melhor?

A caminhada até o The Churchill Arms, o pub mais bonito da Inglaterra, só aumentou meu apetite. Falei dele nesse post aqui. A comida é tailandesa, deliciosa e apimentada. Não deu pra tirar foto por dentro dessa vez porque o pub estava lotado! Conseguimos uma mesa por pura sorte.

Europa 803
Muito lindo, né?
Europa 814
Camarão VG apimentado com uma half pint pra acompanhar.

Depois do jantar voltamos andando para o hotel. Então vocês estão vendo. Eu gosto de caminhar, desde que não esteja carregando malas. 😉

Abaixo mais umas fotinhos.

Europa 797
Londres tem inúmeros postes carregados de flores. Lindeza total!
Europa 796
Um por do sol londrino. ❤

A Casa dos Novos Começos

Sábado fui ao shopping comprar um presente e, pra fazer hora antes de ir fazer as unhas, entrei na livraria e comecei a ler esse livro. Acabei me envolvendo pela leitura, quase perdi a hora do salão e resolvi comprá-lo. O que me rendeu um ótimo domingo lendo essa história, que tem personagens encantadores.

acdnc
Olha que capa fofa!

Em uma elegante casa próxima à orla, três moradoras têm muito em comum.

Rosa larga uma carreira promissora em Londres para ser sous-chef em Brighton, depois de uma terrível descoberta. Quando a vizinha Jo, precisa fazer uma cirurgia de urgência e pede a Rosa para cuidar de sua filha adolescente contestadora, ela começa a questionar suas escolhas.

Georgie se muda para Brighton com o namorado, deixando o trabalho de bibliotecária em sua cidade, por causa da carreira dele. Ela então resolve ser jornalista e faz de tudo para trabalhar numa revista local, se metendo em várias enrascadas.

Charlotte passa as noites isoladas em seu apartamento, sem querer ver ninguém, após uma tragédia que mudou sua vida. Até conhecer Margot, uma senhora francesa pra lá de estilosa, que resolve dar uma agitada na vida dela.

Quando as três se conhecem e se tornam amigas, sua vidas começam a mudar.

Na verdade muitas coisas acontecem antes das três se conhecerem, o que ocorre lá pela página 100. O que parecia ser o tema principal do livro, acaba sendo apenas uma pequena parte dele, não deixando se ser especial.

As três personagens principais são complexas e você não tem como deixar de torcer por elas. Rosa e Charlotte, apesar de motivos diferentes as terem feito mudar suas vidas, têm muito em comum. Ambas são mais centradas e só querem uma vida sossegada, o mais longe possível da que tinham anteriormente. Georgie é atrapalhada e apaixonada pelo namorado chato. Pois é, não gostei muito do Simon. Ele é o tipo de cara que pensa nele em primeiro lugar, na carreira em segundo e no resto depois. Ela é a mais jovem das três, uma maluquinha adorável e alto astral.

O livro tem chefes escandalosos, idas ao hospital, crianças perdidas, encontros à beira-mar, bisbilhotice no Facebook, speed datings (que coisa ridícula!), pais atrapalhados, baristas charmosos e jantares saborosos, entre outras coisas. A vida das três moradoras acaba entrando nos eixos e a que mais me surpreendeu foi justamente a de Georgie. Imaginava um final completamente diferente pra ela, que sempre foi destemida. Não vou soltar spoilers, mas confesso que fiquei meio decepcionada.

Os outros personagens também são bem interessantes, principalmente Margot, a senhorinha francesa que ama aproveitar o que a vida tem a oferecer, de longe a minha preferida. Não seria nada mal ter uma Margot na minha vida.

Brighton, a cidade litorânea na qual a história se desenrola, acaba sendo uma deliciosa coadjuvante. Daquelas que você acaba o livro e fica com vontade de conhecê-la. Já estava na minha lista, agora vou ter que priorizar quando voltar à Inglaterra.

A leitura é fluida, leve e não dá vontade de largar. A Casa dos Novos Começos, de Lucy Diamond, faz parte da coleção Romances de Hoje, da Editora Arqueiro. Pra se apaixonar.

Bournemouth

Quando programamos a viagem para a França e Inglaterra, minha amiga atleta Adrianinha catou logo uma corrida pra encaixar no roteiro. Eu nunca tinha ouvido falar sobre Bournemouth, até ela dizer que iria correr uma meia maratona lá e que pra isso passaríamos dois dias na cidade.

Bournemouth é uma cidade litorânea e um dos principais destinos de verão na Inglaterra. Com cerca de 168.000 habitantes, é a cidade mais populosa da região de Dorset, no sul do país. Fica a 2h de carro e 1:55 de trem de Londres. Diferente da maioria das cidades litorâneas inglesas, cujas praias são de pedrinhas, Bournemouth tem 12 km de praia de areia branquinha e é o paraíso dos surfistas.

Europa 765
Praia de Bournemouth num dia muito chuvoso

Nós saímos de Rye depois do almoço e chegamos em Bournemouth mais ou menos às cinco da tarde, já que tivemos que fazer várias baldeações. Saindo de Londres têm trens direto. Ficamos hospedadas no The Elstead Hotel, um três estrelas com quarto bem espaçoso e ótimo custo/benefício. 12-14 Knyveton Rd, Christchurch, Bournemouth BH1 3QP.

Europa 789
Vista do quarto do hotel, na hora de ir embora, quando o sol resolveu aparecer

Ainda não tínhamos comido o famoso fish’n’chips inglês nessa viagem, então procuramos um que fosse bem recomendado e achamos o Chez Fred. Não deixou nada a desejar. O restaurante é simples e arrumadinho, o atendimento é ótimo e a comida muito boa. Peixe e fritas sequinhos e aquele purê de ervilhas, que não é bem um purê, mas que é delicioso. O restaurante fica bem cheio e tivemos que esperar um pouco, mas é aquele esquema. Come, paga e vai embora. 10 Seamoor Rd, Bournemouth BH4 9AN.

Europa 344
Hummmm…

Além das praias, Bournemouth tem muita área verde. Os jardins são divididos entre Upper, Central e Lower Gardens e têm, além de muito verde, quadras de tênis, parque infantil e muitas flores. Nossa ideia era visitar os parques e o píer da cidade, mas São Pedro resolveu não colaborar. Fez frio e teve muita chuva e muito vento. Então nossa programação foi toda indoors.

Raramente fico num hotel com café da manhã. Prefiro explorar os cafés das cidades, e em Bournemouth não foi diferente. Fomos no The Cozy Club e foi uma decisão acertadíssima. O lugar, que também serve almoço e jantar e funciona como bar, é super espaçoso, com uma decoração bem bonita e garçons atenciosos (aprendam, franceses). E a comida é ótima! Não sabia que a mistura de ovo com abacate podia ser tão boa. Fica na 34 Old Christchurch Rd, Bournemouth BH1 1LG.

Europa 734
The Cosy Club. Bem gracinha
Europa 345
Café da manhã de Adriana
Europa 739
Meu café da manhã, com ovo e abacate.

Fomos passear no centro da cidade, que é uma gracinha, com sua arquitetura vitoriana. Mas chovia muito. Sabe aquela chuva de vento, super fria? Tive que entrar numa loja pra comprar um guarda-chuva. Do centro fomos ao parque porque Adriana precisava pegar o kit da corrida. O pouco que vi, achei bem bonito e adoraria ter explorado mais, mas não deu.

Fomos almoçar no Koh Thai, um restaurante tailandês com comida incrivelmente boa. Pra quem gosta de um prato apimentado, a comida tailandesa é perfeita. O restaurante estava quase vazio, mas soube que enche bastante à noite. É bem bonito, sofisticado e não é baratinho, mas também não é tão caro a ponto de você precisar deixar uma córnea por lá. Fica na Daimler House, Poole Hill, Bournemouth BH2 5PS.

À tarde fomos visitar o Russell-Cotes Art Gallery & Museum, sem dúvida, o lugar que mais gostei na cidade. Sou suspeita pra falar, porque adoro um museu, mas o Russell-Cotes é bem bacana mesmo. Em 1897 Sir Merton Russell-Cotes contratou o arquiteto John Frederick Forgety, para construir uma casa para sua esposa, Lady Annie. A casa tem estilo art nouveau, a decoração é linda e ainda tem um belo jardim. Em 1907, Lady Annie doou a casa e suas obras de arte à cidade. Os Russell-Cotes adoravam viajar e sempre traziam arte de outros continentes, como África e Ásia, além de terem várias obras contemporâneas de artistas do final do século 19 e início do século 20.

Europa 744
Fachada do museu

Além das obras de arte, a casa é um show à parte. A decoração é belíssima. Eu quis levar as cristaleiras todas pra casa. ❤ Talvez se não tivesse chovido tanto eu não tivesse conhecido essa pequena joia. Então, valeu São Pedro! Fica na Promenade East Cliff, Bournemouth BH1 3AA.

Europa 764
Todos os móveis do museu são lindos assim
Europa 781
Outono em Bournemouth

Rye – Inglaterra

Eu sempre gostei de história medieval e de ler e assistir a séries e filmes de época. Então, quando planejamos a viagem para França e Inglaterra, resolvi incluir Rye no roteiro. Desde que ouvi falar nela, e em sua famosa pousada, a Mermaid Inn, tive curiosidade em conhecer.

Europa 524
Mermaid Street

Rye é uma pequena cidade localizada em East Sussex, na Inglaterra, bem pertinho do Canal da Mancha, e fica a dois quilômetros do mar aberto. Não cheguei a ir até a praia, mas a vi do alto. A cidade fica a cerca de 100 km de Londres e você chega lá de trem ou carro. Como cheguei de Paris de trem, logo em seguida já peguei outro para Rye. O bom foi que nem saímos da estação. Chegamos na London St Pancras International e de lá pegamos um trem para a estação Ashford International. Rye é muito pequena e não há um trem direto pra lá. De Ashford pegamos um outro para Rye. A estação fica bem no centro da cidade.

Europa 511
Centrinho de Rye

Rye é um encanto de cidade. Passeando por lá você se sente dentro de um livro de Jane Austen ou num episódio de Downton Abbey. E não precisa de muito tempo para explorar a cidade, já que ela é bem pequena. Tem cerca de 5000 habitantes.

Fomos andando pra pousada, que fica bem pertinho da estação, e logo de cara já dá para se encantar por ela. Imagine ficar hospedada numa pousada do século XV! O Brasil nem existia ainda. Mas falo da pousada depois.

Depois de nos instalarmos fomos explorar a cidade. Bem pertinho da Mermaid Inn tem um café super fofo chamado The Cobbles Tea Room. Ele foi construido em 1826 e tem bolos deliciosos. Escolhi o victoria cake, que é um bolo feito com manteiga e geleia de morango e, apesar das várias calorias (ou por causa disso), é super gostoso. Fica na 1 Hylands Yard, Off The Mint.

De lá fomos para o Castelo de Rye, também conhecido como Ypres Tower. Ele foi construído no século XIII, para defender a cidade dos ataques constantes dos franceses e é bem pequeno. Dá pra ver tudo em, no máximo, uma hora. Mesmo assim vale à pena, principalmente quando você sobe até a varanda do castelo, de onde você tem uma vista da cidade.

Mas a vista do castelo não é a mais bonita. A melhor é a da igreja anglicana Church of St. Mary. Durante os meses de abril a outubro você pode subir na torre e ter as vistas mais lindas da cidade. Do alto você percebe como Rye é encantadora! Dá pra ver o mar, o rio e as colinas. Do lado de fora da igreja fica a Church Square, um lugar cheio de árvores e diversas sepulturas. E há sepulturas muito, muito antigas. Você se sente dentro de uma história medieval. Achei o lugar lindo!

Europa 599
Vista da torre da igreja
Europa 598
Outro ângulo
Europa 535
Me sentindo em Downton Abbey

A cidade é cheia de antiquários e lojinhas fofas que vende cerâmica local. Dá pra comprar uns presentinhos legais. Eu comprei uns sabonetes artesanais lindinhos. E cheirosos. Rye é uma cidade para ser explorada devagar. Existem várias casas que não possuem números, mas nomes. Tem várias casinhas da era eduardiana, com seus tijolinhos vermelhos e casas bem mais antigas, da era Tudor, brancas, com vigas de madeiras escuras. Lembrei muito da série Emma.

Europa 533

Europa 547
Quero morar aqui!

Como havíamos acordado muito cedo pra viajar, resolvemos voltar pra pousada por volta das 6 da tarde para descansarmos um pouco. Quando acordamos já era quase 10 da noite e saímos pra jantar. Eu disse que Rye é uma cidade bem pequena. As cozinhas dos restaurantes estavam TODAS fechadas. Na pousada só estavam servindo bebidas, não havia nem mesmo um tira-gosto. Saímos pela cidade à procura de um restaurante, um café, um supermercado e tudo fechado. Acabamos encontrando um que ainda estava fechando, o Tuscan Rye, e explicamos pra dona que havíamos dormido e não sabíamos que os restaurantes fechavam tão cedo. Ela se apiedou da nossa cara de fome e resolveu falar com o marido, que era o Chef, pra ver se ele não podia preparar algo pra gente. Ele então fez uma carne suculenta com queijo e ervas finas e que comemos na companhia de um delicioso vinho. E ainda teve sorvete de pera de sobremesa. Eles foram muito gentis conosco. Além da comida ter sido aprovada, o restaurante é bem legal, com móveis rústicos de madeira escura e atmosfera aconchegante. Fica na 8 Lion St.

The Mermaid Inn

Essa pousada pra lá de graciosa, foi reconstruída em 1420, mas tem celas datadas de 1156, inclusive a adega é do século XII. Ela tem um restaurante premiado que serve comida britânica e francesa, um bar que possui uma passagem secreta (sério!), 31 quartos e estacionamento para 25 carros. O café da manhã é bem nutritivo. Servem frutas, sucos, iogurtes, porridge (uma espécie de mingau), ovos e torradas. Tudo bem gostoso. E o melhor, tem um staff super atencioso. Glenn foi nosso anjo da guarda em Rye.

Mas o mais incrível é que a pousada tem a reputação de ser assombrada. No século XVI, o bar era frequentado por contrabandistas de lã de ovelha e, supostamente tem passagens subterrâneas conectando a vários outros lugares da cidade. A decoração é rústica e apresenta uma grande viga de madeira suportada por pilares de pedra. E tem uma lareira grande e acolhedora.

Europa 718
Imagina tomar vinho aqui nas noites de inverno

Europa 670

Talvez a fama de assombrada seja por causa dessa gang de contrabandistas. Há vários relatos de ruídos inexplicáveis, cadeiras que balançam sozinhas, um homem que atravessa a porta do quarto 10 (não foi o meu) e uma dama de branco que aparece por lá de vez em quando. Particularmente não vi nada e passei uma noite bem tranquila na minha cama confortável.

The Mermaid Inn fica na Mermaid St, Rye TN31 7EY e você pode reservar um quarto aqui.

Quando você for na Inglaterra, reserve uma noite em Rye e se encante com a cidade e a pousada. Caso você não tenha medo de fantasmas.

Mais fotos da cidade abaixo.

Europa 696

Europa 706 (2)

Europa 712Europa 581

Europa 635

Paris – Dia 4

No nosso último dia em Paris, fomos de novo passear pela cidade. Algumas pessoas já haviam me perguntado quando veriam fotos da famosa torre Eiffel. Então resolvemos tirar fotos com o maior (e mais lindo) clichê de Paris.

carrossel 2
Torre Eiffel

Tem muita coisa para se fazer em volta da Torre Eiffel. Um piquenique deve ser delicioso por ali. Uma das coisas mais legais perto da torre é o carrossel de Paris. Ótimo pra quem vai com crianças. Ou se você como eu, adora um carrossel, aproveite pra dar uma voltinha. Foi o que eu e minha amiga fizemos. Não andava de carrossel desde o século passado e paguei feliz 2,50 euros por um passeio nele. Que bom voltar a ser criança!

carrossel

Depois do carrossel, tiramos várias fotos da torre e em volta dela. Eu e Adriana já havíamos subido nela antes e não vimos necessidade de subir de novo. Ainda mais que, novamente o tempo não ajudou. Estava bem nublado e um ventinho frio soprava de vez em quando.

Uma das coisas que eu queria fazer dessa vez era ir ao Museu d’Orsey. O prédio em si já é incrivelmente lindo. Fica às margens do Sena e era originalmente uma estação ferroviária, a Gare du Quai d’Orsay. Foi inaugurado em 1898, a tempo da Exposição Universal de 1900. O projeto foi do arquiteto Victor Laloux. Além de estação ferroviária, também serviu de correio durante a Segunda Grande Guerra. A estação foi fechada em 1973 e em 1977 o governo resolveu transformá-la em museu, sendo inaugurado em 1º de dezembro de 1986, pelo então presidente François Mitterrand.

carrossel 5 (2)
Relógio do Museu d’Orsey

O prédio é belíssimo e abriga obras de artistas ocidentais do período entre 1848 a 1914. Lá você pode ver Cezanne, Degas, Gauguin, entre outros, além do meu preferido da vida, Vincent Van Ghog. Se um dia eu ganhar muito, muito dinheiro, quero ter nem que seja um desenho dele.

Geralmente há também exposições temporárias de outros artistas. Nesse dia tinha uma das fases rosa e azul de Picasso. O d’Orsey fecha às segundas e você pode comprar os ingressos aqui.

carrossel 1
Selfie com uma amiga

O tempo nublado deu uma melhorada e fomos passear no Jardim de Luxemburgo. Paris tem dois grandes jardins: o Tuleries e o Luxemburgo. Ambos são lindos, mas acho o Jardim de Luxemburgo mais bonito ainda. No lindo Palácio de Luxemburgo, dentro do parque, fica o senado da França.

O Jardim de Luxemburgo parece um museu a céu aberto. São dezenas de esculturas espalhadas pelo parque, a linda Fontaine Médicis, além de teatro de fantoches, lagos, pomar e restaurante. Os jardins são belíssimos, cheios de flores coloridas. Dá pra passar a tarde inteira sentada num banquinho ou cadeira, observando as crianças brincarem com barquinhos no lago e adultos jogando xadrez. Um programa grátis e imperdível em Paris.

De lá fomos conhecer a charmosa Ile Saint Louis, onde caminhamos e tomamos um delicioso sorvete na Maison Berthillon, considerado por muitos o melhor sorvete de Paris. Achei bem gostoso, mas em minha humilde opinião existem sorveterias bem melhores no Brasil. O endereço da sorveteria é 29-31 rue saint Louis en l’ile 75004, Paris.

carrossel 19

Depois disso fomos andando (a gente anda, viu!) até o Centre Georges Pompidou, onde está incrível museu de arte moderna de Paris. Além do museu, o Pompidou abriga um centro de pesquisa musical e acústica e uma biblioteca pública. E mesmo que você não goste de arte moderna, vale à pena ao menos ver o Centro por fora. Ele tem a arquitetura bem diferente da maioria dos prédios parisienses, com seus canos, tubos de ar, escadas coloridas e elevadores, localizados na parte exterior do edifício.

O edifício tem seis andares e no quarto e no quinto se encontram as exposições permanentes, com obras de Matisse, Picasso, Miró e Kandinsky. Vale à pena dar uma olhada. Você pode comprar ingressos ( e outros passeios) aqui.

Saindo do Centro, fomos até a avenida de Champs-Elysées, a rua mais famosa de Paris e considerada a mais bonita do mundo. Adriana queria passar na loja da Disney por causa de uma encomenda e eu por pouco, não compro um Bisonho, o burrinho fofo da turma do ursinho Pooh. Coisa mais linda!

De lá, já com fome, jantamos no restaurante Café di Roma, uma opção boa e barata em Paris. E os pratos são bem servidos. Meu penne com camarão estava ótimo. 35 Av. des Champs-Élysées, 75008 Paris.

carrossel 17
Meu jantar no Cafè di Roma

Caminhamos a avenida toda depois do jantar e voltamos para o hotel, pra arrumarmos as malas e seguirmos para minha Inglaterra querida. Au revoir, Paris! À bientot.

carrossel 15
Os telhados de Paris
carrossel 13
Ili de Saint Louis
carrossel 10
Capela Sorbonne

 

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

“Talvez haja algum instinto secreto nos livros que os leve a seus leitores perfeitos. Se isso fosse verdade, seria encantador.” Juliet Ashton

sltcb
Amei essa capa, com os selos de Guernsey

Há alguns meses assisti ao filme A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata e fiquei encantada. Até escrevi sobre ele aqui. Comecei o ano comprando livros (seis), entre eles, o que dá nome ao filme, escrito por Mary Ann Shaffer e Annie Barrows.

Embora o filme tenha algumas diferenças em relação ao livro (nenhuma grave), o enredo é o mesmo. A história começa na Londres pós-guerra, onde todos ainda estão traumatizados pelas perdas que tiveram e com a cidade, que ainda está em escombros. Mesmo assim estão todos respirando aliviados pelo fim da guerra e tentando curar suas feridas. Juliet Ashton é uma escritora que lançou uma coletânea de seus artigos durante a Segunda Grande Guerra e obteve um certo sucesso. Seu editor, amigo e correspondente de cartas a manda para todos os cantos da Grã-Bretanha para o lançamento do livro.

Mas agora ela está num impasse. Quer escrever outro livro, dessa vez um de verdade, e não uma coletânea de artigos, mas está sem inspiração. Não consegue achar um assunto bom o suficiente para o livro.

Até que um dia recebe uma carta de um Dawsey Adams, que tem um livro de Charles Lamb, que pertenceu a ela, e escreve pedindo informações sobre livrarias de Londres onde possa encontrar mais obras do autor. Na carta ele fala que é membro da Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, uma sociedade que começou por causa da ocupação alemã em Guernsey, uma ilha do Canal da Mancha, na costa da Normandia e dependência da Coroa Britânica. Juliet fica curiosa e começa a se corresponder não só com ele, como também com outros membros da sociedade. Uma ideia sobre seu novo livro começa a se formar. Ela fica tão encantada e curiosa com seus novos amigos de correspondência que resolve ir a Guernsey, para saber mais sobre a sociedade e seus membros.

O livro é um romance epistolar, que muita gente torce o nariz, mas eu particularmente adoro. Ele fala da ocupação alemã em Guernsey, de amizade, de amor, de solidariedade e, principalmente de livros e do amor das pessoas por eles. Você pode ir das lágrimas às gargalhadas em algumas páginas. É simplesmente sensacional. Você acaba se apaixonando por seus personagens e querendo ser amiga daquelas pessoas.

Fiquei tão fascinada pelo livro e seus personagens que resolvi pesquisar sobre a ilha de Guernsey. As fotos são lindas e a ilha já está na minha lista de lugares pra conhecer. Mais um!

guernsey33
Guernsey é linda, não?

Li o livro em dois dias, de tão bom. Leia e se emocione também.